A cigarrinha-do-milho é, neste momento, uma das maiores ameaças para quem está com milho safrinha no campo. Nos estádios iniciais da cultura – justamente quando a planta está mais vulnerável – o risco de infestação é alto. E em 2026 o cenário pede atenção extra: a incidência da praga cresceu bastante nos últimos anos, e várias regiões produtoras já estão em alerta.
Por que a cigarrinha está em alta agora?
O clima está ajudando a praga, não o produtor. Com temperaturas entre 26°C e 32°C, o ciclo biológico da cigarrinha-do-milho pode se completar em cerca de 24 dias. Isso significa que a população cresce rápido – muito mais rápido do que muitos conseguem reagir.
Alguns fatores explicam esse aumento de pressão são:
- Calor intenso que acelera a reprodução da praga
- Bastante planta hospedeira disponível (inclusive as tigueras, o milho voluntário)
- Praga presente justamente quando o milho está nos estádios mais sensíveis
- Gerações se sucedendo rapidamente, formando populações altas em pouco tempo
Tudo isso junto cria uma tempestade perfeita para a cigarrinha-do-milho. E quem demora para agir paga o preço na colheita.
O problema não é só a picada: é o que vem junto
A cigarrinha-do-milho suga a seiva da planta, mas o maior estrago mesmo é o que ela transmite: os enfezamentos e viroses. Essas doenças atacam o milho por dentro, e quando os sintomas aparecem já é tarde para reverter o quadro.
Sinais de que a lavoura está comprometida:
- Plantas menores, com crescimento travado.
- Entrenós mais curtos do que o normal.
- Espigas malformadas ou que nem chegam a desenvolver.
- Queda expressiva na produtividade.
Quando o ataque acontece cedo e a infestação é alta, os prejuízos podem ser severos e sem volta. Por isso, esperar os sintomas aparecerem é um erro que sai caro.
Como manejar a cigarrinha-do-milho de forma eficiente
Não existe bala de prata. O controle eficiente passa por um conjunto de ações bem executadas:
- Semente tratada com inseticida eficaz é a primeira linha de defesa, ainda na implantação.
- Monitoramento desde a emergência: não espere a praga aparecer em quantidade; rastreie desde o início.
- Aplicações no tempo certo: o foco deve ser nos estádios iniciais, quando o dano é maior.
- Eliminar as tigueras: o milho voluntário é hospedeiro da cigarrinha e alimenta a infestação na entressafra.
- Escolha de híbridos tolerantes em áreas com histórico de alta pressão. Isso faz diferença.
Monitorar é decidir na hora certa
Com o ciclo tão rápido, cada semana sem monitoramento pode custar caro. O ideal é estabelecer uma rotina de avaliação desde o começo da lavoura, observando tanto a presença da cigarrinha quanto as condições climáticas que favorecem sua explosão.
Ferramentas como armadilhas de monitoramento e boletins regionais de ocorrência de pragas ajudam a antecipar o movimento da praga e a ajustar o manejo antes que a situação saia do controle.
Resumindo: não deixe para depois
A cigarrinha-do-milho é rápida, silenciosa no início e devastadora quando não controlada. Agir cedo – com monitoramento constante, boas práticas de manejo e as ferramentas certas – é o caminho para proteger a produtividade da sua lavoura nesta safrinha.
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