egundo estudo publicado na Frontiers in Plant Science, os estresses abióticos respondem por perdas que variam de 51% a 82% na produtividade das principais culturas agrícolas do mundo.  

No Brasil, onde eventos climáticos extremos associados ao El Niño e à La Niña se intensificam a cada ciclo, esse risco se traduz diretamente em prejuízos expressivos para produtores de soja, milho, trigo, café e outras culturas estratégicas. 

Nesse contexto, o bioativador tem ganhado espaço como ferramenta complementar no manejo do risco climático. Sua função não é eliminar o estresse, mas fortalecer os mecanismos fisiológicos que a própria planta já possui para lidar com condições adversas, reduzindo a magnitude das perdas em eventos de intensidade moderada como também auxiliando na recuperação da planta. 

Este conteújdo apresenta o que são os principais tipos de estresse abiótico, como o bioativador age em cada um deles e quais são as janelas de aplicação mais indicadas para cada cultura, com orientações práticas para produtores e técnicos que buscam ferramentas adicionais de proteção do potencial produtivo. 

Leia mais: 

Por que os estresses abióticos custam milhões em perdas de safra 

Os estresses abióticos são perturbações de origem não biológica que afetam o desenvolvimento das plantas e comprometem sua capacidade produtiva. Os três tipos mais relevantes para as grandes culturas brasileiras são: 

  • Estresse hídrico: causado pela falta ou pelo excesso de água disponível no solo; 
  • Estresse térmico: provocado por temperaturas extremas, tanto pelo calor acima de 35°C quanto pelo frio abaixo dos limiares críticos de cada espécie; 
  • Estresse salino: decorrente do excesso de sais no solo, menos prevalente no Brasil, mas crescente em áreas irrigadas. 

Compreender o mecanismo de dano de cada tipo de estresse é o primeiro passo para escolher a ferramenta de manejo adequada. 

Como bioativadores fortalecem a resistência interna das plantas 

O bioativador não é um fertilizante, pois não fornece nutrientes à planta. Tampouco é um defensivo agrícola, já que não controla pragas nem doenças. Trata-se de um estimulante fisiológico que ativa e amplifica os mecanismos de defesa e adaptação que a própria planta já possui em seu metabolismo. 

Em outras palavras, o bioativador potencializa os mecanismos naturais que já existem na planta, acelerando respostas fisiológicas que a planta ativaria naturalmente, porém de forma mais lenta e menos intensa.  

Esse mecanismo é especialmente relevante quando o estresse ocorre em estádios fenológicos críticos, como a floração e o enchimento de grãos, nos quais qualquer perturbação metabólica resulta em perdas diretas de produtividade. 

Estratégias de ação: bioativadores contra seca, calor e frio 

Cada tipo de estresse abiótico ativa mecanismos fisiológicos distintos na planta, e o bioativador age de forma específica em cada um deles. Conhecer essa especificidade é fundamental para escolher o momento certo de aplicação e ter expectativas realistas sobre os resultados. 

Quando a seca chega: proteção contra estresse hídrico 

Em condições de déficit hídrico, a planta enfrenta dois problemas simultâneos: a perda de turgescência celular, que compromete a abertura estomática e a fotossíntese, e o acúmulo de espécies reativas de oxigênio, que danificam as membranas celulares.O bioativador atua nesse cenário estimulando a síntese de prolina, aminoácido osmorregulador que mantém a turgescência celular mesmo com menor disponibilidade de água.  

Paralelamente, ativa enzimas antioxidantes que protegem as membranas contra o dano oxidativo e contribui para a regulação da abertura estomática, reduzindo a perda de água por transpiração sem comprometer completamente a fotossíntese. 

A aplicação preventiva é sempre mais eficaz do que a curativa. . Aplicar antes do veranico previsto permite que o produto esteja ativo quando o estresse ocorrer. 

Acima de 35°C: como manter a planta produtiva sob calor extremo 

Temperaturas elevadas durante o florescimento, especialmente acima de 35°C em soja, comprometem a viabilidade do pólen, reduzindo o pegamento de frutos e o número de grãos por vagem ou espiga. Esse efeito é especialmente crítico em durante a floração. 

O bioativador estimula a produção de proteínas de choque térmico (HSPs), que protegem as proteínas do pólen e mantêm a integridade das membranas celulares em temperaturas elevadas.  

Esse mecanismo não elimina o dano causado pelo calor extremo, mas pode reduzir sua magnitude em eventos de intensidade moderada. A aplicação preventiva, antes de períodos de calor intenso previstos, é a estratégia mais indicada. 

Geadas e quedas de temperatura: resistência fisiológica em foco 

O estresse por frio é especialmente relevante em regiões do Brasil onde geadas leves em estádios vegetativos podem comprometer o crescimento sem matar a planta, mas reduzem o potencial produtivo da lavoura. 

O bioativador ativa mecanismos de de aclimatação ao frio, incluindo o acúmulo de crioprotetores e o ajuste osmótico, que reduzem o dano por frio moderado 

Para culturas sensíveis, a aplicação é indicada antes de períodos frios previstos, especialmente em janelas de semeadura tardia ou em estádios vegetativos iniciais. 

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Operação: o protocolo correto de aplicação 

O desempenho do bioativador no campo depende diretamente do momento de aplicação. As orientações práticas a seguir resumem os pontos mais relevantes para o manejo assertivo: 

  • A aplicação preventiva é sempre mais eficaz do que a curativa. Aplicar após o dano já instalado reduz significativamente o potencial de resposta da planta; 
  • A compatibilidade com fungicidas em mistura de tanque deve ser verificada na bula de cada produto, pois há exceções por formulação; 
  • Em condições de estresse prolongado, uma segunda aplicação 1 pode ser necessária para manter a ativação dos mecanismos fisiológicos. 

Bioativador complementa o manejo: entenda seu papel real no campo 

O papel mais relevante dos bioativadores está nos estresses moderados e na preparação fisiológica da planta antes de eventos previsíveis.  

O bioativador funciona melhor como parte de um programa integrado de manejo do risco climático, que inclui escolha de cultivares tolerantes, manejo de solo, irrigação quando disponível e seguro agrícola, e não como solução isolada para eventos extremos. 

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MEGAFOL®: o bioativador para um crescimento vigoroso em qualquer situação

O mercado de bioinsumos tem crescido nas últimas safras, refletindo que o produtor está em busca de práticas agrícolas eficientes e sustentáveis para complementar o manejo no campo.Pensando nisso, a Syngenta Biologicals traz MEGAFOL®, um bioativador formulado para auxiliar as plantas a alcançarem seu máximo potencial produtivo, tanto em situações de estresse quanto em condições normais de cultivo.

MEGAFOL® age como um regulador dos processos metabólicos e fisiológicos, além de mitigador de estresses abióticos. É composto por extratos vegetais e algas marinhas (Ascophyllum nodosum) biologicamente ativos e derivados da tecnologia GEAPOWER, que atua na ativação de genes específicos relacionados ao metabolismo da planta e à sua capacidade de responder ao estresse.  

MEGAFOL® também conta com compostos como:

  • aminoácidos: atuam na síntese de proteínas, são precursores de hormônios vegetais e enzimas e agem como promotores de crescimento;
  • betaínas: atuam como osmoprotetores, ajudando a planta a regular a pressão osmótica durante períodos de estresse hídrico ou salino;
  • vitaminas: têm papel no metabolismo antioxidante das plantas;
  • biomoléculas: auxiliam no estímulo e melhoria do metabolismo das plantas.

MEGAFOL® também funciona como um ativador fotossintético e promotor de crescimento. Ao promover a abertura estomática e aumentar a eficiência do uso de luz pelas plantas, ele melhora a captação de CO₂ e a produção de açúcares. Isso resulta em um crescimento vegetativo mais vigoroso e maior acúmulo de biomassa, refletindo na produção.

Benefícios do uso de Megafol® para um potencial máximo, todo o tempo

  1. Consistência na produtividade: contribui para que as plantas alcancem todo o seu potencial produtivo, mesmo em cenários de estresse.
  2. Prevenção e recuperação de estresses e fitotoxicidade: prepara a planta para enfrentar as adversidades, reduzindo os danos causados e promovendo uma recuperação rápida.
  3. Promoção de desenvolvimento vegetativo: atua no metabolismo vegetal, estimulando o crescimento de raízes, folhas e a capacidade de absorção de nutrientes.

Sua compatibilidade com misturas de tanque também é uma vantagem importante. Isso significa que ele pode ser utilizado juntamente com outros produtos, otimizando o manejo e reduzindo a necessidade de múltiplas aplicações.

MEGAFOL® possui atuação multiculturas, podendo ser usado em cultivos como soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar, citrus, hortaliças, frutíferas e mais. Sua aplicação em qualquer situação, é uma ferramenta estratégica para manter a produtividade mesmo diante das intercorrências climáticas.

afra resiliente: integrando proteção fisiológica ao  planejamento da safra 

O uso de bioativadores no manejo de estresses abióticos representa uma abordagem complementar e tecnicamente fundamentada para reduzir perdas em lavouras expostas a eventos climáticos adversos.  

Para produtores e técnicos que atuam em regiões sujeitas a veranicos, ondas de calor, secas e geadas, incorporar o bioativador ao programa de manejo, com base em previsões climáticas e no histórico da lavoura, pode contribuir para a proteção do potencial produtivo em safras de maior risco climático. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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