O ataque de pragas durante o armazenamento pode gerar grandes perdas pós-colheita e desvalorizar a produção de grãos. Saiba como identificar os principais insetos associados e quais estratégias de manejo ajudam a proteger a qualidade e a produtividade.
O armazenamento adequado dos grãos é crucial para garantir a qualidade e a segurança alimentar, mas pragas de grãos armazenados frequentemente ameaçam essa integridade. Esses inimigos silenciosos podem proliferar em silos, armazéns e depósitos, comprometendo tanto a produtividade quanto a rentabilidade, com impactos significativos na cadeia alimentar global.
Perdas pós-colheita devido à infestação de pragas resultam em bilhões de reais de prejuízos todos os anos.
Neste artigo, vamos explorar as principais pragas que afetam os grãos armazenados, as maneiras de identificá-las, os danos que elas podem causar e, mais importante, como implementar estratégias eficazes de controle e prevenção.
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Principais pragas de grãos armazenados
O ambiente de armazenamento, com sua oferta abundante de alimento e condições estáveis de temperatura e umidade, é o habitat ideal para uma diversidade de pragas que se alimentam de grãos.
Essas pragas de armazenamento são classificadas, geralmente, como primárias (capazes de atacar grãos intactos) ou secundárias (que se alimentam de grãos já danificados ou de detritos). Conhecer as características e os hábitos de cada espécie é o primeiro passo para um controle eficaz e para a implementação de um manejo integrado de pragas de grãos armazenados.
Gorgulho-dos-grãos (Sitophilus granarius)
O gorgulho-dos-grãos (Sitophilus granarius), também conhecido como caruncho-do-trigo ou gorgulho-do-trigo, é uma das mais destrutivas pragas de grãos armazenados em regiões de clima temperado, embora possa ocorrer no Brasil em ambientes controlados.
É um besouro pequeno (2-4 mm), de coloração marrom-escura a preta, com um prolongamento da cabeça em forma de bico (rostrum).
O gorgulho-dos-grãos é considerado uma praga primária, o que significa que ataca grãos sadios. A fêmea perfura o grão e deposita um ovo dentro, vedando o orifício. A larva se desenvolve no interior do grão, alimentando-se do endosperma, tornando-o oco e infestado.
- Grãos que ataca: trigo, cevada, aveia e outros cereais.
- Tipo de dano: perfurações nos grãos, perda de peso, redução da qualidade da moagem e do poder germinativo. Os grãos ficam inviáveis para consumo e semeadura.
- Relevância: um dos mais importantes insetos em grãos armazenados a nível global, causando perdas significativas se não controlado.
Gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae)
O gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae) é uma praga cosmopolita e um dos principais insetos em grãos armazenados em climas tropicais e subtropicais, sendo muito comum no Brasil.
Similar ao gorgulho-dos-grãos, possui um rostrum (focinho) proeminente e coloração marrom-avermelhada a preta, com quatro manchas claras no élitro (asas anteriores). Mede cerca de 2-3,5 mm. Também é uma praga primária e a fêmea deposita seus ovos no interior dos grãos.
- Grãos que ataca: arroz, milho, trigo, cevada, sorgo, macarrão e produtos processados.
- Tipo de dano: grãos perfurados, ocos, aquecimento da massa de grãos, contaminação por excrementos e fragmentos. Reduz o peso, o valor nutricional e a qualidade industrial do produto.
- Relevância: causador de grandes perdas pós-colheita no Brasil, especialmente em arroz e milho.
Gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais)
O gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais) é outra espécie de gorgulho de grande relevância no Brasil, sendo muito semelhante ao gorgulho-do-arroz, tanto na aparência quanto nos hábitos. Possui tamanho um pouco maior (3-4 mm) e geralmente infesta os grãos ainda no campo, antes da colheita, migrando para o armazenamento.
Sua distinção visual do gorgulho-do-arroz é difícil e geralmente requer análise microscópica ou biológica. Também é uma praga primária interna.
- Grãos que ataca: preferencialmente milho, mas também sorgo, trigo, arroz, cevada e leguminosas.
- Tipo de dano: consumo interno dos grãos, perfurações visíveis após a saída do adulto, contaminação. Redução de peso, desvalorização e perda do poder germinativo das sementes.
- Relevância: a principal praga em silos de milho no Brasil e um dos maiores responsáveis por perdas pós-colheita desse cereal, necessitando de rigoroso controle de disseminação.

Besouro castanho (Tribolium castaneum)
O besouro castanho (Tribolium castaneum), também conhecido como besouro-da-farinha, é uma praga secundária amplamente distribuída. É um besouro pequeno (2,5-4,5 mm), de coloração marrom-avermelhada e corpo achatado.
Diferentemente dos gorgulhos, ele não perfura grãos intactos, preferindo farinhas, farelos e grãos já danificados ou quebrados. Sua presença em grãos inteiros geralmente indica que já existe algum dano prévio ou ataque de pragas primárias.
- Grãos que ataca: farinhas de trigo e milho, farelos, arroz quebrado, amendoim, café, sementes de oleaginosas e outros produtos processados ou danificados.
- Tipo de dano: contaminação do produto com excrementos, exúvias (cascas de inseto), odores e sabores desagradáveis. Pode causar aquecimento da massa e favorecer o desenvolvimento de fungos.
- Relevância: é um indicador de problemas de umidade ou infestação inicial por pragas primárias. Seu controle de pragas de grãos armazenados passa pela higiene e a eliminação de resíduos.

Besouro-do-fumo (Lasioderma serricorne)
O besouro-do-fumo (Lasioderma serricorne) é uma praga polífaga, ou seja, que se alimenta de uma vasta gama de produtos armazenados, sendo o fumo seu alimento preferencial. É um besouro pequeno (2-4 mm), de corpo oval e coloração marrom-clara. É uma praga secundária, que se desenvolve em produtos secos, como fumo, especiarias, chocolate, sementes, rações, grãos já quebrados ou em farinhas.
- Grãos que ataca: além de fumo, ataca sementes de diversas culturas, produtos de panificação, especiarias, rações, grãos de café e outros.
- Tipo de dano: contaminação por excrementos e insetos mortos, perda de peso e qualidade do produto. Em sementes, pode reduzir o poder germinativo. Sua ampla gama de alimentos o torna uma praga difícil de erradicar.
- Relevância: um dos mais resistentes insetos em grãos armazenados, exigindo um controle de pragas meticuloso e uma higiene rigorosa para evitar sua proliferação em diversos produtos.

Como identificar a presença de pragas em grãos armazenados?
A identificação precoce da presença de pragas de grãos armazenados é um fator crítico para o sucesso do controle e para minimizar perdas pós-colheita. A inspeção regular e sistemática dos ambientes e dos grãos é fundamental.
Aqui estão os principais métodos e sinais para identificar a infestação:
Inspeção visual direta
- Insetos adultos: observação de besouros, gorgulhos ou mariposas caminhando sobre a massa de grãos, nas paredes dos silos, no chão do armazém, em frestas ou em transportadores.
- Larvas e pupas: em algumas pragas, podem ser encontradas nas camadas mais superficiais dos grãos ou em produtos mais processados (farinhas).
- Grãos danificados: procure por grãos com perfurações (sinal de gorgulhos), raspagens na superfície ou teias (sinal de mariposas).
Amostragem dos grãos
- Peneiramento: utilizar peneiras de malha fina para separar insetos, fragmentos e pó dos grãos. A presença de “pó de grão” (partículas finas) na massa é um forte indicador de atividade de pragas internas.
- Armadilhas: armadilhas com feromônios ou atrativos alimentares podem ser instaladas dentro dos silos ou armazéns para capturar insetos voadores ou rastejantes e monitorar sua população.
- Sondas de amostragem: utilizadas para coletar amostras de diferentes profundidades na massa de grãos.
Alterações físicas na massa de grãos
- Aquecimento: a atividade metabólica das pragas e sua respiração geram calor, causando pontos quentes na massa de grãos, perceptíveis ao toque ou por termômetros específicos. Esse é um sinal de infestação severa.
- Empacotamento/aglomeração: a presença de teias (principalmente de mariposas) pode aglomerar os grãos, formando “blocos”.
Outros fatores a ter atenção incluem:
- Odores estranhos: algumas pragas, como o besouro castanho, liberam feromônios e substâncias que conferem um cheiro característico, rançoso ou de mofo, ao produto.
- Redução de peso e qualidade: embora seja um indicador tardio, a perda significativa de peso do lote ou a redução do poder germinativo de sementes são consequências diretas da infestação.
A Embrapa, em seu Manual de Manejo Integrado de Pragas de Grãos Armazenados, enfatiza a importância de inspeções semanais ou quinzenais, dependendo do tipo de grão e das condições de armazenamento, para detectar a infestação o mais cedo possível e aplicar o controle de pragas de grãos armazenados de forma eficiente.
Danos causados pelas pragas
Os danos causados pelas pragas de grãos armazenados podem ter consequências devastadoras para a qualidade, o valor comercial e a segurança dos produtos agrícolas. Essas perdas pós-colheita não se limitam apenas à redução de peso ou ao consumo direto dos grãos; elas afetam toda a cadeia de valor e podem gerar impactos econômicos e à saúde.
Perda de peso e redução quantitativa
A perda de peso e, consequentemente, a redução quantitativa, é o dano mais evidente. As pragas consomem o interior dos grãos, resultando em uma diminuição direta do peso do produto comercializável.
Redução da qualidade e do valor nutricional
A alimentação das pragas degrada os componentes internos dos grãos, como proteínas, carboidratos e vitaminas. Isso leva à perda de valor nutricional, tornando o alimento menos nutritivo para consumo humano ou animal.
Diminuição do poder germinativo
Em sementes destinadas ao plantio, a infestação por pragas (especialmente gorgulhos) destrói o embrião, inviabilizando a germinação e comprometendo a safra futura.
Contaminação e desvalorização comercial
As pragas contaminam os grãos com seus excrementos, exúvias (exoesqueleto/carapaça de insetos), fragmentos de corpos, teias e insetos mortos. Essa contaminação inviabiliza a comercialização do produto, que é rejeitado por indústrias e consumidores. A presença de corpos estranhos é um fator de desclassificação em mercados exigentes.

Aquecimento e umidade
A atividade metabólica das pragas eleva a temperatura e a umidade na massa de grãos. Esse calor e essa umidade favorecem o desenvolvimento de fungos e micotoxinas, substâncias tóxicas que podem ser extremamente perigosas para a saúde humana e animal.
Odores e sabores desagradáveis
Muitas pragas liberam substâncias químicas que alteram o odor e o sabor dos grãos, tornando-os impróprios para consumo, mesmo após a remoção dos insetos.
Além desses, danos indiretos também afetam a rotina do produtor. Podemos citar:
- custos adicionais com o controle de pragas de grãos armazenados;
- necessidade de rebeneficiamento;
- a perda de reputação do produtor ou da empresa de armazenamento;
- impossibilidade de exportação para mercados com regulamentações fitossanitárias rigorosas.
A prevenção e o manejo integrado de pragas de grãos armazenados são, portanto, investimentos essenciais para proteger a qualidade do produto e a viabilidade econômica do agronegócio.
Métodos de controle de pragas de grãos armazenados
O controle de pragas de grãos armazenados exige uma abordagem estratégica e multifacetada, que combine diferentes métodos para garantir a eficácia e a segurança alimentar.
Não existe uma solução única. A chave para o sucesso é a vigilância constante e a implementação de um conjunto de medidas preventivas e corretivas adaptadas à realidade de cada propriedade ou armazém.
Remoção física
A remoção física é a base da prevenção e do controle de pragas de grãos armazenados, focando na higiene e na eliminação de focos de infestação. Inclui a limpeza rigorosa das instalações de armazenamento (silos, armazéns, máquinas transportadoras) antes e após cada novo lote de grãos.
Restos de grãos, poeira e detritos em frestas e cantos são potenciais abrigos e fontes de alimento para as pragas.
A ventilação constante da massa de grãos, por meio de sistemas de aeração, ajuda a manter a umidade ideal para a armazenagem (geralmente abaixo de 13-14%) e a temperatura baixa, condições desfavoráveis para o desenvolvimento da maioria das pragas.
O uso de peneiras e equipamentos de limpeza pode remover insetos, ovos e fragmentos da massa de grãos, reduzindo a população de pragas e melhorando a qualidade do produto. Em pequenas quantidades, a remoção manual e o descarte correto de grãos infestados também são eficazes.
Radiação
A radiação é um método físico de controle de pragas de grãos armazenados que utiliza energia para eliminar insetos em diferentes estágios de desenvolvimento. Existem dois tipos principais:
- Radiação ionizante (raios gama ou elétrons): danifica o DNA dos insetos, impedindo sua reprodução ou eliminando-os com maior rapidez. É altamente eficaz, não deixa resíduos químicos e não altera significativamente a qualidade nutricional ou organoléptica dos grãos. No entanto, sua aplicação é complexa, exige equipamentos especializados e licenças específicas, sendo mais comum em grandes centros de processamento.
- Radiação não ionizante: como as micro-ondas ou ondas de rádio, gera calor rapidamente nos insetos, levando-os à morte por superaquecimento. Embora seja uma tecnologia promissora, sua aplicação em larga escala para grandes volumes de grãos ainda está em desenvolvimento e requer mais pesquisa para otimização e custos.
Tratamento químico preventivo
O tratamento químico preventivo, ou uso de inseticidas protetores de grãos, é uma estratégia importante no controle de pragas de grãos armazenados, especialmente para grãos que serão armazenados por longos períodos.
Esse método consiste na aplicação de inseticidas diretamente sobre a massa de grãos limpos e secos, logo após a colheita, antes do armazenamento. Os produtos criam uma camada protetora que impede a infestação inicial ou elimina insetos que possam ter escapado de outras etapas de limpeza.
A escolha do inseticida deve ser feita por um agrônomo, considerando:
- o tipo de grão;
- o período de armazenamento;
- as pragas-alvo;
- as regulamentações locais e de destino do produto (limites máximos de resíduos).
A aplicação deve ser uniforme e na dose correta, utilizando equipamentos calibrados para garantir a eficácia e evitar resíduos excessivos. A segurança do operador e a observância dos prazos de carência são fundamentais.
Expurgo
O expurgo é um dos métodos mais eficazes para o controle de pragas em grãos armazenados quando a infestação já está estabelecida em grandes volumes ou em estruturas fechadas, como silos. Consiste na aplicação de fumigantes, que são gases tóxicos que penetram na massa de grãos e eliminam os insetos em todas as suas fases de desenvolvimento (ovos, larvas, pupas e adultos).
A fosfina é o fumigante mais comum (liberada por pastilhas de fosfeto de alumínio ou magnésio). Além dela, tecnologias baseadas em temperatura elevada podem ser utilizadas para eliminar pragas e microrganismos sem os impactos ambientais e à saúde, como:
- Injeção de vapor no solo: equipamento que aquece o solo a altas temperaturas (cerca de 70-80 °C), esterilizando-o e controlando pragas sem o uso de químicos.
- Caldeiras a vapor: produzem o vapor empregado no tratamento térmico do solo.
- Coletores solares (energia solar): sistemas que elevam a temperatura do substrato utilizando energia solar, esterilizando misturas de solo/substrato em viveiros e viveiros de mudas.
Para que o expurgo seja eficiente, a estrutura de armazenamento deve ser hermética, impedindo o escape do gás.
É uma operação que exige rigorosos protocolos de segurança, sendo realizada apenas por profissionais treinados e licenciados, devido à toxicidade dos gases. Após o período de exposição, é necessário um tempo de aeração para que o gás se dissipe e os grãos estejam seguros para manuseio.
Manejo integrado de pragas (MIP)
O manejo integrado de pragas de grãos armazenados (MIP) é o caminho mais recomendado pela Embrapa e outras instituições. Ele prioriza a prevenção e o uso de métodos não químicos sempre que possível, recorrendo aos químicos de forma criteriosa e planejada.
Os pilares do MIP para pragas de armazenamento incluem:
Prevenção: é a fase mais importante
- Higiene: limpeza rigorosa das instalações, equipamentos e pátios.
- Secagem dos grãos: redução da umidade dos grãos para a umidade ideal para armazenagem (ex: abaixo de 13% para milho e soja), condição inibidora para a maioria de pragas e fungos.
- Aeração e refrigeração: manter a massa de grãos com baixa temperatura (abaixo de 18 °C) e ventilação constante, o que retarda o desenvolvimento de insetos e fungos.
- Estruturas herméticas: vedação de frestas, buracos e aberturas em silos e armazéns, para impedir a entrada e a saída de pragas.
Monitoramento
O monitoramento de pragas consiste em inspeções regulares e uso de armadilhas para detectar precocemente a presença de pragas e avaliar suas populações. Isso permite decidir o momento e o tipo de intervenção.
Controle físico
Para o controle físico, pode-se contar com a utilização de limpeza, peneiramento, ventilação e, em casos específicos, radiação ou temperaturas extremas (quente ou frio) para matar as pragas.
Controle biológico
Por sua vez, o controle biológico utiliza inimigos naturais das pragas (parasitoides, predadores) ou microrganismos (fungos, bactérias entomopatogênicas). Embora promissor, ainda é mais desafiador em grãos armazenados do que no campo.
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Controle químico
O controle químico pode ser incluído na rotina quando o monitoramento indicar que as populações de pragas atingiram o nível de ação, ou seja, quando o dano econômico justificar a aplicação. Prioriza-se a rotação de produtos para evitar resistência.
As pragas de grãos armazenados representam uma ameaça constante e significativa para a produção agrícola global, resultando em perdas pós-colheita que impactam diretamente a segurança alimentar e a economia do agronegócio.
Para mitigar esses prejuízos, a identificação precoce e a combinação estratégica de métodos de controle de pragas de grãos armazenados, desde a higiene e a manutenção da umidade ideal para armazenagem até o uso consciente de tecnologias como a radiação e o expurgo, são essenciais.
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