O inseticida biológico no controle do bicho-mineiro surge como uma solução essencial para a cafeicultura moderna.
Essa praga é, sem dúvida, uma das principais pragas da cultura do café, causando danos severos que comprometem a rentabilidade do produtor e a qualidade da bebida.
Continue a leitura para entender o ciclo dessa praga, os danos causados pelo bicho-mineiro e como os inseticidas biológicos se integram ao manejo para proteger a rentabilidade da sua lavoura.
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- Por que o controle do bicho-mineiro no cafezal é um desafio?
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Conhecendo o inimigo: bicho-minerio, Leucoptera coffeella
O bicho-mineiro é um inseto holometabólico, ou seja, seu ciclo de vida passa pela metamorfose completa. Entender suas fases é o primeiro passo para um manejo eficiente.
| Fase | Descrição |
| Adulto | Mariposa pequena de coloração prateada, com cerca de 2 mm de comprimento e 6,5 mm de envergadura. Possui antenas longas e manchas características nas asas, incluindo um círculo preto no ápice. De hábito noturno, abriga-se sob as folhas durante o dia e realiza acasalamento e postura à noite |
| Ovo | Depositado pela fêmea na epiderme superior (face adaxial) das folhas. Minúsculo (cerca de 0,3 mm), oval e translúcido |
| Larva | Fase responsável por todos os danos à lavoura. Após a eclosão, penetra diretamente no mesofilo da folha, onde se alimenta criando as “minas”. Passa por quatro estágios (ínstares) de desenvolvimento |
| Pupa (crisálida) | Ao completar a fase larval, sai da mina e tece um casulo de seda em forma de X, geralmente na face inferior da folha, onde se transforma em pupa |
A duração do ciclo depende muito da temperatura. A 25°C, o ciclo do bicho-mineiro pode se completar em cerca de 22 dias. Em climas mais quentes, como no Cerrado, o ciclo é encurtado, favorecendo maior número de gerações e picos populacionais mais intensos.
Quais são os danos causados pelo bicho-mineiro no café?
O dano à planta causado pelo bicho-mineiro é realizado exclusivamente pela fase larval. Ao se alimentar no interior das folhas, o inseto destrói o mesofilo, tecido responsável pelo processo fotossintético.
Esse processo origina as minas foliares, áreas necrosadas que reduzem a área fotossinteticamente ativa da planta e comprometem sua capacidade de produção de energia.

Em ataques severos, o resultado é a queda acentuada e precoce das folhas, geralmente de cima para baixo na planta.
Essa desfolha prejudica a floração e a formação dos grãos, e um cafeeiro intensamente atacado pode levar até dois anos para recuperar seu potencial produtivo.
Estima-se que infestações intensas do bicho-mineiro possam ocasionar perdas de produtividade que variam de 30% a 70%, em função do nível de infestação e da eficiência do controle adotado.
Leia também: 3 benefícios dos biológicos na agricultura
A importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no cafezal
Tendo em vista tal potencial de dano, é necessário fazer um manejo eficaz do bicho-mineiro nos cafezais. Nesse contexto, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é de grande valia.
O MIP é uma abordagem que combina diferentes táticas de controle para manter a praga abaixo do nível de dano econômico, de forma sustentável e rentável. Dentre elas, podemos destacar:
- Monitoramento: é a base de qualquer decisão. O acompanhamento constante da lavoura, com amostragem e contagem de folhas com minas intactas (lagartas vivas), determina o momento certo de agir.
- Controle cultural: práticas, como o uso de quebra-ventos ou a arborização do cafezal, podem ajudar a reduzir a pressão da praga.
- Controle químico: continua sendo uma ferramenta importante, especialmente em áreas de alta incidência. O manejo moderno, no entanto, prioriza a rotação de ingredientes ativos e o uso de produtos seletivos.
- Controle biológico: o uso de biológicos para reduzir a população da praga é um dos pilares do MIP, seja pela conservação dos inimigos naturais já presentes na área ou pela introdução de agentes de controle através de insumos, como os inseticidas biológicos.

Inseticida biológico: eficácia e sustentabilidade no controle do bicho-mineiro
O inseticida biológico é uma ferramenta estratégica por diversas razões. Confira os principais diferenciais:
- Seletividade: muitos bioinseticidas são específicos para a praga-alvo, com impacto reduzido sobre organismos não-alvo, o que ajuda a regular populações de pragas naturalmente
- Preservação das ferramentas de controle: a rotação de modos de ação é vital para preservar a eficácia das estratégias de manejo. Ao integrar biológicos ao programa, o produtor reduz a pressão de seleção sobre as moléculas químicas, prolongando a vida útil de todo o portfólio de defensivos
- Flexibilidade operacional: período de carência geralmente reduzido ou zero, permitindo aplicações mais próximas da colheita podem não deixar resíduos acima dos limites de detecção ou dos LMRs, dependendo do produto e do uso
- Sustentabilidade e baixo impacto: agentes de origem biológica (microbiana ou metabólitos naturais) que se degradam rapidamente no ambiente, sem resíduos persistentes, garantindo maior segurança para o aplicador, o consumidor e o meio ambiente
Veja também: Bioinseticida: novos horizontes no controle de pragas

Como os inseticidas biológicos atuam contra o bicho-mineiro?
Os inseticidas biológicos atuam contra o bicho-mineiro de diferentes formas, dependendo do agente biológico utilizado. No caso dos bioinseticidas formulados à base de bactérias, a inovação tem se destacado pela multifuncionalidade da ação.
Espécies como Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens atuam por meio de múltiplos modos de ação simultâneos:
- Ação bioinseticida: a Pseudomonas chlororaphis produz metabólitos tóxicos e proteínas inseticidas (como FitD e FitE). Quando a larva ingere esses compostos ao se alimentar da folha tratada, eles atacam especificamente os sistemas nervoso e digestivo do inseto, com ação ação intestinal/citotóxica sistêmica, levando à disfunção fisiológica geral.
- Ação de repelência: a Pseudomonas fluorescens induz o cafeeiro a liberar compostos voláteis, como terpenos, que funcionam como repelentes naturais, ajudando a afastar os insetos-praga do cafezal
- Promoção do crescimento da planta: as bactérias produzem compostos que promovem o crescimento e a resistência natural do cafeeiro, melhorando o vigor vegetativo
Essa capacidade de uma única aplicação controlar o bicho-mineiro, repelir novos ataques e ainda fortalecer a planta representa um avanço significativo no manejo.
NETURE™: inovação biológica para o manejo do bicho-mineiro

Diante desse desafio, a Syngenta Biologicals apresenta NETURE™, um inseticida biológico inovador e indispensável dentro do MIP. Focado no controle do bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) e de outras pragas de difícil controle, NETURE™ se destaca por sua alta performance e pelo conceito de máximo controle com máxima praticidade. Seu amplo espectro de ação atende também outras culturas no controle de pragas como percevejos, mosca-branca e cigarrinha-do-milho.
NETURE™ age pela ação sinérgica de duas espécies de bactérias, Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens, entregando três frentes de proteção simultâneas:
- Controle da praga: as larvas que ingerem os metabólitos produzidos pelas bactérias sofrem ataque nos sistemas digestivo e nervoso, resultando em paralisia, interrupção da alimentação e morte
- Repelência: induz o cafeeiro a produzir compostos voláteis que afastam as pragas do cafezal, reduzindo novas infestações
- Promoção de crescimento: estimula o vigor vegetativo da planta, contribuindo para a recuperação e resiliência do cafezal
Entre os diferenciais operacionais de NETURE™ estão a rapidez de ação, com metabólitos inseticidas prontamente disponíveis logo após a aplicação; a ausência de necessidade de refrigeração para armazenamento; e a compatibilidade com misturas de tanque com defensivos químicos, oferecendo total flexibilidade para integrar o biológico ao programa de aplicações já estabelecido.
Integrando o inseticida biológico ao MIP para um controle eficaz e sustentável
O bicho-mineiro permanece como um desafio complexo na cafeicultura. O controle efetivo exige mais do que uma única ferramenta; exige uma estratégia integrada. A adoção de inseticidas biológicos no MIP é uma realidade tecnológica que veio para somar.
Ferramentas inovadoras como NETURE™ mostram que é possível aliar alta performance no controle de pragas com praticidade operacional e sustentabilidade. Ao integrar NETURE™ ao seu manejo, o produtor não está apenas controlando o bicho-mineiro, mas fortalecendo a resiliência de todo o agroecossistema.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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