O inseticida biológico no controle do bicho-mineiro surge como uma solução essencial para a cafeicultura moderna.
Essa praga é, sem dúvida, uma das maiores ameaças à produtividade do cafezal, causando danos severos que comprometem a rentabilidade do produtor e a qualidade da bebida.
Continue a leitura para entender o ciclo dessa praga, os danos causados pelo bicho-mineiro e como os inseticidas biológicos se integram ao manejo para proteger a rentabilidade da sua lavoura.
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O ciclo de vida e a identificação do bicho-mineiro
O bicho-mineiro é um inseto holometabólico, ou seja, seu ciclo de vida passa pela metamorfose completa. Entender suas fases é o primeiro passo para um manejo eficiente:
- Adulto: é uma pequena mariposa prateada, com cerca de 2 mm de comprimento e 6,5 mm de envergadura. Possui antenas longas e manchas características nas asas, incluindo um círculo preto no ápice. Sendo um inseto de hábito noturno, durante o dia abriga-se sob as folhas, realizando o acasalamento e a postura preferencialmente à noite.
- Ovo: fêmea oviposita na epiderme superior (face adaxial) das folhas. Os ovos são minúsculos (cerca de 0,3 mm), ovais e translúcidos.
- Larva: essa é a fase que causa todo o dano à lavoura. Após a eclosão, a larva penetra diretamente no mesofilo da folha, onde se alimenta, criando as “minas”. Ela passa por quatro estágios (ínstares) de desenvolvimento.
- Pupa (crisálida): ao completar a fase larval, o inseto sai da mina e tece um casulo de seda característico em forma de X, geralmente na face inferior da folha, onde se transforma em pupa.
Ovo (A), larva (B), pupa (C) e adulto (D) do bicho mineiro (Leucoptera coffeella). Fonte: MOTTA et al., 2021.
A duração do ciclo de vida depende muito da temperatura. A 25 °C, o ciclo de vida do bicho-mineiro pode se completar em cerca de 22 dias. Em climas mais quentes, como no Cerrado, o ciclo é encurtado, o que favorece um maior número de gerações e picos populacionais mais intensos.
Danos na cafeicultura: o impacto do bicho-mineiro
O dano à planta causado pelo bicho-mineiro e feito exclusivamente pela larva.
Ao se alimentar no interior das folhas, o inseto destrói o mesofilo, o tecido interno da folha responsável pelo processo de fotossíntese. Esse processo cria as minas ou lesões necróticas, que reduzem a capacidade da planta de gerar energia.

Em ataques severos, o resultado é a queda acentuada e precoce das folhas, um processo que geralmente ocorre de cima para baixo na planta.
Essa desfolha prejudica a floração e a formação dos grãos, e um cafeeiro intensamente atacado pode levar até dois anos para recuperar seu potencial produtivo.
Além disso, estima-se que o ataque do bicho-mineiro no café possa causar perdas de produtividade que variam de 30% a 70%.
A importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no cafezal
Tendo em vista tal potencial de dano, é necessário fazer um manejo eficaz do bicho-mineiro nos cafezais. Nesse contexto, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é de grande valia.
O MIP é uma abordagem que combina diferentes táticas de controle para manter a praga abaixo do nível de dano econômico, de forma sustentável e rentável. Dentre elas, podemos destacar:
- Monitoramento: é a base de qualquer decisão. O acompanhamento constante da lavoura, com amostragem e contagem de folhas com minas intactas (lagartas vivas), determina o momento certo de agir.

- Controle cultural: práticas, como o uso de quebra-ventos ou a arborização do cafezal, podem ajudar a reduzir a pressão da praga.
- Controle químico: continua sendo uma ferramenta importante, especialmente em áreas de alta incidência. O manejo moderno, no entanto, prioriza a rotação de ingredientes ativos e o uso de produtos seletivos.
- Controle biológico: o uso de biológicos para reduzir a população da praga é um dos pilares do MIP, seja pela conservação dos inimigos naturais já presentes na área ou pela introdução de agentes de controle através de insumos, como os inseticidas biológicos.
Inseticida biológico: eficácia e sustentabilidade no controle do bicho-mineiro
O inseticida biológico é uma ferramenta estratégica por diversas razões. Seu principal diferencial é a seletividade. Muitos bioinseticidas são específicos para a praga-alvo. Isso significa que eles controlam o problema sem afetar (ou afetando minimamente) os inimigos naturais e polinizadores.
Manter essa entomofauna benéfica na área ajuda a regular a população de pragas naturalmente, um pilar do MIP.
Além disso, os inseticidas biológicos são essenciais para a preservação das ferramentas de controle. A rotação de modos de ação é vital para preservar a eficácia das estratégias de manejo, incluindo os defensivos químicos.
Ao integrá-los ao manejo, o produtor reduz a pressão de seleção sobre as moléculas químicas e outros métodos de controle, prolongando a vida útil de todo o portfólio de defensivos.

No aspecto operacional, os inseticidas biológicos oferecem segurança e flexibilidade. Uma das grandes vantagens é o Período de Carência (PC) geralmente reduzido ou, em muitos casos, zero. Isso oferece uma flexibilidade enorme para o produtor, permitindo aplicações mais próximas da colheita sem deixar resíduos no produto final.
Por fim, destaca-se a sustentabilidade e o baixo impacto. Como são produtos de origem natural, na maioria dos casos, eles se degradam rapidamente no ambiente, sem deixar resíduos persistentes. Isso se traduz em maior segurança para o aplicador, para o consumidor e para o meio ambiente.
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Como os inseticidas biológicos atuam contra o bicho-mineiro?
Os inseticidas biológicos atuam contra o bicho-mineiro de diferentes formas, dependendo do agente biológico. No caso dos bioinseticidas formulados à base de bactérias, a inovação tem se destacado.
Espécies, como Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens, atuam por meio de múltiplos modos de ação. A principal ação inseticida vem da Pseudomonas chlororaphis, que produz uma combinação de metabólitos tóxicos e proteínas inseticidas (como FitD e FitE).
Quando o bicho-mineiro ingere esses compostos ao se alimentar da folha tratada, eles promovem um ataque direto. As proteínas atuam especificamente nos sistemas nervoso e digestivo do inseto. Essa ação resulta na paralisação da musculatura da larva, interrompendo seu processo de alimentação e levando à sua moorte.
Complementarmente, a Pseudomonas fluorescens atua como uma aliada da cultura, produzindo compostos que promovem o crescimento e a resistência natural da planta. As bactérias também podem induzir o cafeeiro a liberar compostos voláteis, como terpenos, que funcionam como repelentes naturais, ajudando a afastar os insetos-praga do cafezal.
Essa capacidade de uma única aplicação controlar o bicho-mineiro, repelir novos ataques e ainda fortalecer a planta representa um avanço significativo no manejo.
É exatamente essa tecnologia multifuncional que a Syngenta Biologicals apresenta ao mercado como uma nova ferramenta estratégica.
NETURE™: inovação biológica para o manejo do bicho-mineiro

Diante desse desafio, a Syngenta Biologicals apresenta NETURE™, um inseticida biológico inovador e indispensável dentro do MIP.
Focado no controle do bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) e de outras pragas de difícil controle, NETURE™ se destaca por sua alta performance e pelo conceito de máximo controle com máxima praticidade.
Embora seja uma ferramenta-chave para o cafezal, seu amplo espectro de ação atende também outras culturas no controle de diversas pragas de difícil manejo, como percevejos, mosca-branca e a cigarrinha-do-milho.
NETURE™ proporciona esses benefícios através da ação sinérgica de duas espécies de bactérias: a Pseudomonas chlororaphis e a Pseudomonas fluorescens, que.
A ação bioinseticida de NETURE™ ocorre quando a larva ingere os metabólitos produzidos pelas bactérias, que atacam os sistemas digestivo e nervoso, causando paralisia, interrupção da alimentação e morte.
NETURE™ também promove uma ação de repelência, induzindo o cafeeiro a produzir compostos voláteis que afastam as pragas do cafezal. Por fim, ainda promove o crescimento das plantas, melhorando o vigor vegetativo.
Uma das grandes vantagens de NETURE™ é sua rapidez de ação, pois seus metabólitos inseticidas ficam prontamente disponíveis logo após a aplicação, proporcionando um controle imediato da praga.
Além disso, a operação no campo é simplificada: o produto não necessita de refrigeração para armazenamento e é compatível com misturas de tanque com defensivos químicos, oferecendo total flexibilidade para o agricultor integrar o biológico em seu programa de aplicações.
Integrando o inseticida biológico ao MIP para um controle eficaz e sustentável
O bicho-mineiro permanece como um desafio complexo na cafeicultura. O controle efetivo exige mais do que uma única ferramenta; exige uma estratégia integrada. A adoção de inseticidas biológicos no MIP é uma realidade tecnológica que veio para somar.
Ferramentas inovadoras, como NETURE™, mostram que é possível aliar alta performance no controle de pragas com a praticidade operacional e a sustentabilidade.
Ao integrar NETURE™ ao seu manejo, o produtor não está apenas fazendo o manejo do bicho-mineiro, mas também fortalecendo a resiliência de todo o agroecossistema.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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