O Brasil consolida-se como protagonista global no milho, sendo a segunda maior cultura nacional. Em 2025, o país expandiu suas exportações para 40,98 milhões de toneladas. Confira um panorama completo sobre a cultura.

O milho é uma das culturas agrícolas mais relevantes do mundo e ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro. Cultivado há milênios, foi a primeira cultura global a ultrapassar a marca de 1 bilhão de toneladas produzidas em uma única safra, refletindo sua importância para a segurança alimentar, produção animal e geração de energia. 

Brasil, Estados Unidos e China concentram cerca de 73,3% da produção mundial de milho, colocando o Brasil como protagonista tanto no abastecimento interno quanto nas exportações. No cenário nacional, o milho é a segunda cultura mais cultivada, ficando atrás da soja, com papel essencial nas cadeias de proteína animal, biocombustíveis e na indústria. 

Segundo estimativas da Conab, a produção total de grãos no Brasil deve alcançar 354,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, reforçando a trajetória de expansão e modernização do cultivo de milho no Brasil. Este artigo analisa a evolução da cultura, os desafios produtivos e as inovações tecnológicas que moldam o futuro do milho, com foco em produtividade e rentabilidade. 

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Protagonismo da cultura do milho no Brasil

Originário das Américas, o milho (Zea mays L.) acompanha a história da agricultura brasileira desde os primórdios. Com o crescimento da demanda global por alimentos, rações e biocombustíveis, o cereal consolidou-se como uma das principais commodities agrícolas do país. 

No Brasil, a expansão do milho está diretamente ligada ao crescimento da avicultura e suinocultura, que representam o maior consumo interno do grão. Esse protagonismo se reflete no avanço da área cultivada: de 11,8 milhões de hectares na safra 1976/77 para cerca de 40.804,4 mil hectares em 2025/26 (aproximadamente 22.714.1 mil hectares na primeira safra e 18.090,3 mil hectares na segunda safra), segundo dados da Conab. 

As projeções indicam que o milho continuará sendo um pilar da segurança alimentar e econômica. A safra de milho verão 2025/26 tem estimativa de 27,2 milhões de toneladas, evidenciando a relevância de cada ciclo produtivo para o mercado interno e global. 

Milho brasileiro no mercado internacional

De acordo com os balanços consolidados de 2025, o Brasil manteve sua trajetória de expansão nas vendas externas de milho, superando em mais de 1 milhão de toneladas o resultado de 2024. Com um acumulado anual de 40,98 milhões de toneladas, a performance foi impulsionada por um dezembro histórico.  

No último mês do ano, o país exportou 6,13 milhões de toneladas, um avanço expressivo frente aos 4,27 milhões registrados em dezembro do ciclo anterior. 

Esse desempenho reflete: 

  • crescimento consistente da produção nacional 
  • ganhos de produtividade 
  • competitividade logística em regiões estratégicas 
  • aumento da demanda externa 

O cultivo de milho no Brasil deixou de ser apenas uma alternativa produtiva e passou a ocupar papel central no equilíbrio do mercado global de grãos. 

Principais regiões produtoras de milho no Brasil

O milho é cultivado em praticamente todos os estados brasileiros, adaptando-se a diferentes biomas, sistemas produtivos e janelas climáticas. A consolidação do milho safrinha, cultivado após a soja, redefiniu o mapa produtivo, especialmente no Centro-Oeste. 

Segundo dados do 11º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de dezembro de 2025, elaborado pelo IBGE, os estados líderes na produção de milho no Brasil incluem: 

  1. Mato Grosso: maior produtor nacional de milho safrinha, com grandes áreas, alto nível tecnológico e integração lavoura-pecuária. 
  2. Paraná: destaque tanto na safra de verão quanto na safrinha, com uso intensivo de híbridos de alto rendimento (15,3% da safrinha).  
  3. Rio Grande do Sul: terceiro maior produtor, com forte participação na safra de verão e condições climáticas favoráveis.  
  4. Goiás: forte expansão da safrinha (13%), com manejo tecnificado e grande escala produtiva.  
  5. Mato Grosso do Sul: crescimento consistente, com boa adaptação a diferentes condições climáticas.  
  6. Minas Gerais: relevância na safra de verão e avanço recente na safrinha, atendendo à demanda agroindustrial local.

Evolução de produção e produtividade do milho no Brasil

Nas últimas três décadas, o Brasil viu a produção de milho saltar mais de 100 milhões de toneladas e a produtividade média passar de 2.000 kg/ha para 5.855 kg/ha. Quando olhamos para os dados referentes à primeira safra isoladamente, a produtividade média ultrapassa a marca dos 6.000 kg/ha. 

A obtenção desses números tem se tornado possível pela junção de alguns fatores, como: o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima das diferentes regiões produtoras, a adoção de um manejo de solo mais conservacionista e o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas. 

Todas essas melhorias resultaram de investimento massivo em pesquisas que geram novos conhecimentos, tecnologias e inovações para serem aplicadas no campo, visando o desenvolvimento da agricultura nacional. Isso tem resultado em cultivos cada vez mais tecnificados e contribuído para obtenção de melhores produtividades. 

Além disso, um aspecto importante que deve ser levado em consideração é o fato de o milho atualmente ser cultivado em três safras, contribuindo para o aumento da produção brasileira e da competitividade do grão no cenário internacional. Confira mais detalhes abaixo: 

  • No início da série histórica, tem-se registro apenas de uma safra, cultivada no verão. Em 1979/80, começam os registros dos dados de produtividade da segunda safra, chamada de milho safrinha, cultivada, principalmente, após a colheita de soja nos principais estados produtores. 
  • Gradualmente, a safrinha foi ganhando importância devido à preferência de cultivo pela soja no verão, se tornando, eventualmente, a principal safra de milho. Atualmente, é responsável por 100 das 130 milhões de toneladas produzidas. 
  • A terceira safra, por sua vez, começou a ser registrada em 2018/19 e hoje em dia contribui com cerca de 2,4 milhões de toneladas do total produzido pelo país. É semeada no outono/inverno, principalmente na região Nordeste – em especial em Sergipe, Alagoas e na Bahia (SEALBA) – e produz grãos de elevada qualidade, além de ser fora do período tradicional de comercialização, o que gera boas possibilidades de rentabilidade ao produtor. A localização da produção da terceira safra também constitui vantagem quando se analisa a proximidade dos terminais portuários, diminuindo os custos de frete para exportação. 

Todo esse cenário de crescimento da produção de milho no país visa atender, além da demanda por exportação, o aumento da demanda doméstica, impulsionada pela expansão do mercado de avicultura e suinocultura, grandes consumidores do grão. A indústria de biocombustíveis também tem se mostrado uma alternativa no mercado – cada vez mais diversificado – da cultura. 

Versatilidade do mercado de milho

mercado de milho

Que o milho é amplamente utilizado na alimentação animal e humana todos sabem, mas muita gente ainda desconhece a versatilidade desse grão

Matéria-prima para fabricação de inúmeros produtos, o milho apresenta propriedades espessantes e colantes, sendo utilizado na produção de pneus, sacolas, tintas e detergentes. Adoçantes, antibióticos, baterias elétricas, filmes fotográficos e estufas agrícolas também estão entre os produtos beneficiados com a produção da cultura.

Além dessas aplicações, o milho cultivado no Brasil tem sido cada vez mais destinado à produção de etanol, com uma estimativa de produção de 6 bilhões de litros na safra 2023/24, segundo projeções da Unem (União Nacional do Etanol de Milho). O aumento da demanda internacional por biocombustíveis, juntamente com a expansão do complexo industrial brasileiro, tem impulsionado a capacidade produtiva de etanol de milho no país. Na safra 2022/23, 15% do etanol produzido no Brasil foi a partir do grão.

Hoje o Brasil conta com 18 usinas de etanol de milho em operação e mais nove estão em construção, demonstrando o potencial de crescimento do setor e constituindo mais uma opção de mercado para o produtor comercializar sua produção.

Desafios na produção de milho

Embora os dados de evolução da produção de milho no Brasil sejam expressivos, não foram fáceis de serem alcançados. O cultivo do milho após a colheita da safra de verão é um grande exemplo disso. Estabelecer um cultivo com altas produtividades em uma época em que as condições podem não ser as mais favoráveis exigiu um avanço significativo em diversas áreas do sistema produtivo, além de adaptação e resiliência muito grandes por parte dos produtores.

Ainda assim, o sucesso ao final do ciclo passa pelo enfrentamento de muitas adversidades, como pragas iniciais, plantas daninhas, manchas foliares, percevejos, cigarrinhas e mais uma série de desafios.

Uma das fases mais críticas, por exemplo, é o estabelecimento inicial da cultura. Nesse estádio, qualquer interferência na germinação, na formação do estande e no desenvolvimento inicial da planta pode causar prejuízos produtivos significativos e irreversíveis. É nessa fase, também, que alguns patógenos e pragas que habitam o solo e sobrevivem nos restos culturais – como os fungos causadores de antracnose, fusariose e tombamento de plântulas, além de corós e lagartas cortadeiras – geram danos severos e evidenciam a necessidade de proteção do cultivo desde a semente.

Outro desafio a ser manejado no cultivo de milho são as plantas daninhas, que podem gerar perdas de até 90% na produção caso não sejam controladas desde o início. As espécies de daninhas mais presentes nas lavouras de milho são a buva, o capim-amargoso, o capim-pé-de-galinha e o caruru-roxo.

Além disso, os produtores precisam lidar com problemas que, muitas vezes, não são nem visíveis, como é o caso dos Inimigos Ocultos, que, se não manejados, podem gerar prejuízos que equivalem, por exemplo, à perda de 1 safra a cada 10, conforme mostra uma pesquisa inédita realizada em parceria entre Syngenta, SBN (Sociedade Brasileira de Nematologia) e Agroconsult. Dessa forma, manter a cultura do milho em patamares tão elevados requer dedicação de toda a cadeia produtiva.

Leia também: Conheça as 5 principais lagartas do milho

O papel da inovação e da tecnologia no avanço do milho no Brasil

inovação milho

Para que todos esses desafios de produção sejam superados, o investimento em pesquisa e inovação é fundamental. Nesse sentido, a Syngenta está sempre se antecipando às necessidades do produtor e trabalhando para continuar na vanguarda da proteção de cultivos, oferecendo as melhores formulações e visando estar sempre à frente na descoberta de novas formas de impulsionar o agronegócio.

No desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de sementes, por exemplo, a Syngenta inovou e disponibilizou ao mercado FORTENZA® Vip Turbo, uma solução que une quatro ingredientes ativos fungicidas sistêmicos, além de dois inseticidas e um bioestimulante poderoso, tudo isso aliado à melhor biotecnologia. 

Toda essa tecnologia contribui para o controle de doenças iniciais, fungos presentes no solo e também de diversas pragas iniciais importantes para a cultura, auxiliando as plantas a expressarem todo o seu potencial produtivo.

Para ajudar a controlar o problema das plantas daninhas, a Syngenta também colocou à disposição dos produtores uma formulação moderna que substituiu as convencionais devido à sua superioridade: CALARIS®, um herbicida pós-emergente considerado a evolução das atrazinas. A solução tem apresentado eficácia no controle de daninhas – inclusive resistentes ao glifosato – e com a vantagem de utilização de doses mais baixas, proporcionando economia e conveniência ao produtor, além de maior sustentabilidade à produção.

E as inovações não podem parar! Para continuar trilhando essa jornada de sucesso, é preciso ir além, e por meio de uma busca incansável por soluções e tecnologias inovadoras, a cultura do milho ainda ganha mais aliados que chegam para mudar o patamar de proteção e produtividade

  • MIRAVIS® Duo, fungicida com maior poder intrínseco de controle e amplo espectro de ação, que conta com ADEPIDYN® technology, nova molécula que apresenta uma performance incomparável no controle do complexo de doenças em mais de 30 cultivos;
  • VERDAVIS®, inseticida acaricida à base da nova molécula PLINAZOLIN® technology, que chega para iniciar um controle sem precedentes de um amplo espectro de pragas, inclusive as mais difíceis de serem controladas.

Esse movimento de inovação é extremamente importante na proteção de cultivos, uma vez que as pragas e os patógenos podem desenvolver resistência a determinados princípios ativos. Sendo assim, a Syngenta mais uma vez confirma seu pioneirismo e coloca à disposição do produtor rural as soluções mais avançadas do mercado.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

Acesse o portal Syngenta e confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.

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