Clima
Agricultura Brasileira: o avanço tecnológico que revolucionou a produtividade
A revolução na produção de grãos no Brasil, começou no Cerrado. E a tecnologia foi essencial para o avanço produtivo da região, que impactou toda cadeia brasileira. Luisa Nogueira, foi conhecer de perto esses avanços.
Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem
Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]
Geadas ameaçam lavouras e obrigam produtores a buscar alternativas de proteção
Monitoramento do clima e ações preventivas na tarde anterior ao frio rigoroso são determinantes para salvar plantios de folhosas e brássicas.
El Niño no horizonte: transição climática já impacta decisões para a safra 2026/27
Modelos indicam aquecimento do Pacífico a partir de agosto, e produtores devem antecipar estratégias diante de riscos à produtividade do milho safrinha e da soja de verão
Milho safrinha 2025/26 enfrenta risco climático e queda nas projeções de produção
Plantio fora da janela ideal em importantes estados produtores eleva exposição à seca e pode comprometer o potencial produtivo da safra
Clima extremo divide o campo brasileiro e impõe novos desafios à safrinha de milho
Excesso de chuvas no Centro-Norte contrasta com seca severa no Sul, exigindo manejo mais estratégico diante de um cenário de alta variabilidade climática
Governo de SP libera crédito emergencial para produtores rurais atingidos pelo temporal em Ribeirão Preto
O Governo de São Paulo anunciou uma linha de crédito emergencial de custeio pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), destinada a produtores rurais da região de Ribeirão Preto afetados pelo temporal do dia 24 de julho. A medida permite financiamentos de até R$ 150 mil por produtor, com taxa efetiva de 3% ao […]

30/07/2024
Mais uma La Niña: como ficam as regiões cafeeiras?
Setor cafeeiro monitora oscilações climáticas e possíveis impactos O clima tem sido, nos últimos anos, uma das principais preocupações dos cafeicultores. O mês de julho marca a proximidade do fim e o início de mais um ciclo para o setor cafeeiro. As últimas previsões da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica) apontaram que o Brasil entrou […]...
Setor cafeeiro monitora oscilações climáticas e possíveis impactos
O clima tem sido, nos últimos anos, uma das principais preocupações dos cafeicultores. O mês de julho marca a proximidade do fim e o início de mais um ciclo para o setor cafeeiro.
As últimas previsões da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica) apontaram que o Brasil entrou em fase neutra desde o final de junho. O relatório também reafirmou o resfriamento contínuo das temperaturas da superfície do mar no Pacífico Central, o que confirma o desenvolvimento de mais uma La Niña.
A agrometeorologista da Rural Clima, Ludmila Camparotto, explica que, ao longo do inverno, a Lã Niña deve se desenvolver, ocorrendo entre os meses de agosto e setembro. “Tudo vai depender muito do grau de intensidade com que essas águas vão se resfriar, mas provavelmente entre esses meses teremos a configuração da La Niña”.

O que é uma La Niña?
O fenômeno climático se caracteriza pelo resfriamento anormal das águas do Pacífico. Ele traz alterações sazonais e pode durar entre nove a doze meses. No Brasil, é sentido em várias regiões, impactando principalmente o regime de chuvas.
Sob efeito do fenômeno, nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de aumento no volume de precipitações, enquanto na região Sul, estiagem e temperaturas elevadas podem ser esperadas.
No Centro-Oeste e Sudeste, os impactos podem variar. Nas últimas ocorrências, essas regiões tiveram baixo volume de chuvas e queda de temperatura ao longo do verão.
A La Niña para a cafeicultura: fenômeno sinaliza preocupação no Brasil
O atraso na retomada das chuvas é uma tendência para as áreas cafeeiras do Brasil com a presença do fenômeno climático. Um período de estresse hídrico pode ocorrer devido a um pequeno atraso das chuvas.
“É claro que podemos ter algumas chuvas esparsas entre agosto e setembro, o que já pode provocar a abertura de flores, e em seguida uma florada tardia principal pode vir na segunda quinzena de outubro”, explica Ludmila.
De acordo com as previsões, o atraso na regularização das chuvas pode impactar em uma florada tardia nesta temporada. “Porém, precisamos destacar que quando as chuvas se regularizarem, dificilmente teremos longos períodos sem precipitações, o que acaba sendo bastante benéfico”, enfatiza Ludmila.

No ano passado, as altas temperaturas recordes prejudicaram bastante a cafeicultura brasileira. No entanto, sob efeito da La Niña, a tendência é de temperaturas normais, sem extremos. Ludmila pontua que, se tivermos um Atlântico mais frio, essas frentes frias não avançariam com tanta intensidade e, por isso, as chuvas podem ficar um pouco mais irregulares. “Mas, de maneira geral, em um ano de La Niña, que é caracterizado pelo resfriamento anormal do Pacífico, espera-se um comportamento climático mais equilibrado.”
Leia também:
Café: o clima pode influenciar o aparecimento de doenças?
Desafios climáticos e mercadológicos atuais da cafeicultura
El Niño e La Niña: saiba como esses fenômenos impactam o agro

Diante deste cenário, os cafeicultores devem se preparar para lidar com possíveis atrasos nas chuvas e variações climáticas. O monitoramento constante das previsões meteorológicas e a adoção de estratégias de manejo adequado podem ajudar a minimizar os impactos da La Niña sobre a produção cafeeira. A expectativa é que, mesmo com os desafios, as condições climáticas estabilizem de maneira a garantir uma colheita satisfatória.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.

