11/04/2026

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Bicho-mineiro no café: por que essa praga exige atenção redobrada?

O bicho-mineiro, está entre as principais pragas da cafeicultura. E ao longo dos últimos 20 anos, foi necessária uma jornada de transformação no setor, para o melhor enfrentamento da praga.  A grande desfolha que pode provocar na lavoura, ataca a produtividade também de safras futuras. A principal incidência ocorre por conta do clima seco e […]

Mercado e safra

Safra maior pressiona preços e muda dinâmica do mercado de café em 2026

O mercado de café iniciou 2026 sob um novo ritmo. Depois de dois anos marcados por preços elevados e forte valorização, o setor começa a viver um movimento de correção. A queda mais acentuada observada desde fevereiro sinaliza uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando no final de 2025. Segundo análise de Gil […]
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Nuvens formando para chuva e árvores

Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem

Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura  O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]

16/02/2025 • Mercado e safra

Grandes desafios aguardam o setor cafeeiro em 2024

Os cafeicultores devem enfrentar alguns desafios em 2024, o primeiro deles é o clima, com o fenômeno El Niño em ação, além do preço.

05/01/2024 • Mercado e safra

Dia a dia do campo

JOINER ® apresenta resultados surpreendentes no manejo de pragas

Diferente dos produtos convencionais no mercado, JOINER ® ️ também surpreende por ser uma tecnologia autossuficiente, em que independente do clima, continua agindo em campo.
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Inovações e tendências

Cupping: como funciona e para que serve?

O processo de cupping revolucionou a cafeicultura brasileira. A técnica elaborada pela SCA - Specialty Coffee Association, ajudou o mercado a entender melhor sobre os cafés especiais e a precifica-los.
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Experiências

Cafeterias e selos de qualidade impulsionam aumento no consumo de café 

Transformação do setor evidencia mudança do café brasileiro Cafeterias e selos de qualidade impulsionam o consumo de café, valorizando a produção sustentável e a conexão entre produtores e consumidores. Saiba como essa valorização acontece. Há mais de 300 anos, o cafezinho diário faz parte da rotina do brasileiro. O grão, que tem raízes fortes no […]
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Ver Também

Preços melhores em 2026?

Setor entra no ano com mais otimismo, mas ainda com desafios estruturais A cafeicultura brasileira entra em 2026 com um sentimento diferente. Embora o ano anterior tenha sido intenso, com oscilações climáticas, barreiras comerciais inesperadas e dificuldades estruturais, o setor encerrou o período com sinais claros de recuperação. De acordo com especialistas, o Brasil atravessou […]

O café brasileiro em 2025: desafios globais, preços firmes e o setor ainda mais forte

Mesmo diante de oscilações climáticas, tarifas inesperadas e pressões regulatórias internacionais, o Brasil fecha 2025 com saldo positivo no café  A cafeicultura brasileira atravessou 2025 enfrentando um conjunto de desafios que, embora conhecidos pelo setor, ganharam novas dimensões nos últimos anos. A presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, Carmem Lúcia Ucha, que […]

Hora do Drench: tecnologia promove vigor e produtividade do café 

Produtores e especialistas do Cerrado Mineiro mostram como tecnologia, manejo técnico e estratégias sustentáveis enfrentam nematoides, bicho-mineiro e desafios climáticos no café arábica.  O Cerrado Mineiro é uma das regiões mais tecnificadas da cafeicultura brasileira, e o drench contribuído para ampliação desse cenário. Com lavouras planas, mecanização praticamente total e produtores focados em eficiência, a […]

Chuvas devem ganhar ritmo em novembro e beneficiar o café brasileiro 

Nesse início de novembro, as previsões apontam para a regularização das chuvas nas principais regiões produtoras de café. Mais um vez, o fenômeno La Niña está na mira das principais preocupações dos produtores. “As chuvas se tornam mais frequentes, o que favorece o pegamento dos frutos e o desenvolvimento dos chumbinhos”, destaca Ludmila Camparotto, metereologista […]

Chuvas ligam alerta para Ferrugem e Phoma  

Carga elevada aumenta a predisposição à doença O volume constante de chuvas nas áreas de café arábica tem acendido um alerta fitossanitário importante nas principais regiões produtoras. Em especial neste verão, a combinação entre alta umidade, cargas pendentes elevadas e dificuldade operacional no campo cria o ambiente ideal para o avanço da ferrugem e da […]

Mercado e safra

18/12/2023

Café Conilon especial muda vida de produtores

O mercado do café conilon tem mudado com o fortalecimento da produção e valorização de qualidade. Descubra as tendências que movimentam o setor. Produtores investem em manejo sustentável e origem para mais qualidade do café robusta no Brasil O crescimento da produção do café robusta reafirma a busca pela qualidade da bebida nos últimos anos. […]...

O mercado do café conilon tem mudado com o fortalecimento da produção e valorização de qualidade. Descubra as tendências que movimentam o setor.

Produtores investem em manejo sustentável e origem para mais qualidade do café robusta no Brasil

O crescimento da produção do café robusta reafirma a busca pela qualidade da bebida nos últimos anos.

Famoso por seu sabor marcante e forte, o café Conilon – também conhecido como café robusta – tem sido a oportunidade para o Brasil abrir novos mercados na cafeicultura. Seu cultivo se dá entre o bioma da Mata Atlântica até o bioma Amazônico, e entre os principais diferenciais é destaque por sua entrega volumosa, resistência a pragas, e maior teor de cafeína em comparação ao arábica.

O que mais chama a atenção no café robusta é o volume de produção, maior em comparação com o arábica.

O que tem virado a chave para o Brasil nos últimos anos é a busca pela qualidade. Assim como na cafeicultura de arábica, a produção de Conilon também recebeu atenção e cuidados voltados para o pós-colheita. Nos últimos anos, produtores de diversas regiões do país têm buscado aprimorar e trabalhar melhor a qualidade desses cafés, resultando na emergência da cafeicultura especial de robusta.

Esse movimento tem contribuído para o aumento das exportações e demanda global desse café. Em regiões mais simples do país, como em Cacoal, Rondônia, a busca pela qualidade representou não apenas um avanço na produção da bebida, mas também uma melhoria social na vida dos produtores.

A Associação Caferon (Cafeicultores Associados da Região das Matas de Rondônia), desempenhou um papel crucial ao iniciar processos de pós-colheita na região.

Atualmente, os produtores descobriram as muitas possibilidades com o café especial

De acordo com Poliana Perrute, produtora e Líder do Movimento das Mulheres do Café de Rondônia, a produção de cafés na Amazônia é recente, e no caso da produção de cafés especiais, o cenário é ainda mais novo.

“Mas tudo isso trouxe o foco na melhoria da qualidade de vida dos produtores e eles entenderam que a cafeicultura especial é uma boa via de acesso ao melhor desenvolvimento da região. As famílias entenderam as possibilidades e estão conseguindo evoluir, entregando mais qualidade na xícara”, ressalta Poliana.

O sensorial dos cafés da região sempre foi caracterizado por notas de caramelo, amêndoa, chocolate ou nibs de cacau. No entanto, o movimento também liderado por Poliana tem ajudado os produtores a explorarem novos sabores na xícara, como frutas amarelas, frutas secas, tâmara, mirtilo e até mesmo chocolate com morango.

“A cada ano nos surpreendemos com o sensorial encontrado em nossos cafés. Evoluímos de um café que não era trabalhado para qualidade, apenas para gerar volume, até descobrimos o real sensorial do café robusta”, explica Perrute.

A maioria dessas produções tem ocorrido em áreas de reserva natural, valorizando ainda mais a bebida.

Vale destacar que o terroir – consiste nas características específicas referentes à geografia, geologia e ao clima de um lugar – também está sendo explorado por esses produtores. A ideia inicial é que o mundo conheça as muitas possibilidades dos cafés robustas. Em especial na região de Rondônia, esses cafés vêm sendo cultivados em solo da região amazônica, o que também ajuda a explicar o terroir diferente encontrado na xícara.

Enrique Alves, pesquisador da Embrapa, ressalta que a maioria desses produtores também evoluíram pela necessidade de trabalhar em conjunto com o meio ambiente. A proteção de nascentes e o reflorestamento em torno das lavouras tornaram-se práticas comuns.

“Principalmente diante de condições climáticas mais desafiadoras, a atenção voltada para a preservação de rios, córregos e nascentes já integra a rotina dos cafeicultores. Alguns, adicionalmente, direcionam investimentos para a construção de reservatórios de água destinados à irrigação. De maneira ainda mais específica, observa-se o início de investimentos por parte dos cafeicultores na arborização não só dos cafezais, mas também de suas áreas circundantes”, detalha Alves.

Produção de cafés especiais com o Conilon/Robusta insere produtores em mercados diferentes.

Produção de cafés especiais com o Conilon/Robusta insere produtores em mercados diferentes.

Além dos desafios climáticos, o desafio da informação também tem sido superado pelos produtores de robusta. Juan Travion, produtor e Presidente da Caferon destaca os desafios.

 “O desafio de fazer os produtores entenderem novas tecnologias e a importância da ciência e da comunicação externa, porque se queremos traduzir nosso terroir para o mundo, a gente precisa ser muito claro nisso e muito transparente”.

Do Espírito Santo a Rondônia, os produtores de Conilon encontraram novas oportunidades no mercado, já que com um teor alto de cafeína, esses cafés chegam a mercados especiais de saúde, nutrição e esporte.

“Sempre lembro os produtores que são nichos de mercado. Acho que o produtor tem que atender todos os tipos de clientes. Mas é muito bacana a diversidade sensorial, porque ela agrega mais experiências aos consumidores e mais possibilidades aos produtores”, ressalta Juan.

Vale destacarmos que nesta safra atual, a área de Conilon ficou em 2,24 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em comparação com a temporada anterior.

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