O mercado de café iniciou 2026 sob um novo ritmo. Depois de dois anos marcados por preços elevados e forte valorização, o setor começa a viver um movimento de correção. A queda mais acentuada observada desde fevereiro sinaliza uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando no final de 2025.

Segundo análise de Gil Barabach, economista da Safras & Mercado, o principal fator por trás dessa virada é o aumento do otimismo em relação à safra brasileira. A expectativa de maior oferta alterou o sentimento do mercado e pressionou as cotações para baixo.

grão de café beneficiado

“Além disso, outros elementos entram na conta: clima, dólar, tensões geopolíticas e ritmo das exportações. Portanto, entender essa engrenagem é essencial para o cafeicultor que está prestes a iniciar a colheita”, pontua Gil. 

Movimentos do mercado no início do ano

O movimento de baixa ganhou intensidade em fevereiro. Embora a remoção de tarifas internacionais já tivesse provocado ajustes no final do ano passado, foi neste início de ano que o mercado passou por uma correção mais significativa.

O motivo central é claro: expectativa de safra maior.

cotações do café arábica e conilon

A projeção atual é de 71 milhões de sacas para 2026, segundo a Safras & Mercado. Com mais café disponível, o mercado reage de forma previsível, os preços recuam.

“Em comparação com 2025, o cenário é diferente. No ano passado, os preços se mantiveram firmes após uma forte alta iniciada em 2024. Agora, entretanto, o mercado trabalha para ajustar esse excesso de valorização “, afirma Gil. 

Ou seja, o produtor ainda encontra preços remuneradores, mas em patamar inferior ao observado na temporada anterior.

Clima ainda pode impactar na safra

Apesar do cenário mais otimista em relação à produção, o clima segue como variável decisiva.

As chuvas mais regulares em fevereiro e as temperaturas amenas favoreceram o período de granação, o que reforçou a expectativa de safra cheia. No entanto, o cenário ainda está em aberto.

Lavoura de café arábica em Minas Gerais

Isso porque o conilon começa a ser colhido a partir de abril; o arábica entra em colheita a partir de maio e o inverno ainda está no horizonte.

“Portanto, qualquer evento climático adverso pode alterar novamente as projeções. Se o clima mantiver regularidade, a tendência de oferta maior se confirma. Caso contrário, o mercado pode reagir rapidamente”, diz Gil.   Essa é a essência da volatilidade: o mercado antecipa cenários, mas reage a fatos.

Outro fator determinante em 2026 é o câmbio. No ano passado, além do preço internacional elevado, o dólar operou em patamar mais alto. Isso ampliava o valor recebido pelo produtor em reais.

“Agora, a combinação é diferente: preço internacional mais baixo e dólar mais fraco. Consequentemente, o produtor recebe menos reais por saca”, afirma Gil.  

café cereja em Minas Gerais

O maior desafio de 2026: recalibrar expectativas

Os últimos dois anos foram excepcionais em termos de preço. Agora, o mercado tenta retornar a um padrão mais próximo da normalidade histórica.

Nesse contexto, o principal desafio da cafeicultura brasileira não é apenas produzir mais, mas ajustar expectativas.

“O produtor precisa compreender que: o ciclo de alta intensa ficou para trás; a oferta maior naturalmente pressiona as cotações e o câmbio já não compensa como antes. Portanto, gestão e timing passam a ser decisivos”, completa Gil. 

Em um ambiente de transição entre 2025 e 2026, atenção ao mercado é fundamental.

Alguns pontos são estratégicos: monitorar clima e relatórios de safra; acompanhar o comportamento do dólar. “Embora as condições de barter tenham sido bastante atrativas em 2025, é sempre necessário avaliar os números atualizados antes de fechar operações. Além disso, vender de forma escalonada pode reduzir riscos diante da volatilidade”, destaca Gil. 

Safra maior, preço menor, mas ainda favorável

O desenho atual indica produção maior, ajuste de preços para baixo e receita menor em reais devido ao câmbio.  Contudo, o cenário ainda é considerado favorável quando comparado a períodos históricos de baixa.

A grande questão para 2026 não é se haverá volatilidade, ela já está presente. O ponto central é como cada elo da cadeia vai se ajustar a esse novo patamar de mercado. Para você, cafeicultor, travamento de custos deixa de ser diferencial e passa a ser ferramenta de sobrevivência.

Além das variáveis econômicas, o produtor também precisa lidar com desafios agronômicos típicos do período pré-colheita.

Alerta para manejos que antecedem a pré-colheita 

O alerta fitossanitário nesse momento, é por conta do grande volume de chuvas constante nas áreas de arábica, principalmente. O verão somado a alta umidade, e cargas pendentes elevadas, cria uma dificuldade de determinadas operações no campo. O que por sua vez, tende a fomentar o avanço de doenças como ferrugem e phoma no café. 

Nesse contexto, a Syngenta destaca soluções que devem receber maior atenção nesse tipo de manejo. Principalmente em áreas com pressão silmutânea de ferrugem e phoma. As indicações principais são de Miravis Duo + Alto 400, que são estratégias eficientes para essas situações. 

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Ferramenta estratégica em meio a volatilidade de preços 

Em meio à volatilidade de preços e incertezas climáticas, a redução de custos se tornou uma estratégia importante para o melhor aproveitamento da safra. E nessa hora, que o Barter se consolida como uma das principais ferramentas de gestão para o cafeicultor brasileiro, permitindo previsibilidade, eficiência financeira e proteção da rentabilidade nesta safra. 

Dentro desse cenário, o Barter Nucoffee se destaca como uma das soluções mais completas e confiáveis do mercado. Com experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas, a empresa desenvolveu um modelo de gestão de risco que alia solidez financeira, transparência nas operações e acesso a um portfólio tecnológico de alto desempenho.

A Nucoffee permite ao cafeicultor travar seus custos de produção, acessar tecnologias de ponta e, ao mesmo tempo, manter proteção contra oscilações de mercado. Além disso, as operações são estruturadas com base em critérios claros, alinhadas às condições reais da safra e às dinâmicas do mercado do café.

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A Syngenta apoia o produtor rural em todos os momentos, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis. 

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