O preço do limão tahiti registrou forte valorização na entressafra, com alta de 226,4% na ponta produtora. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citados no material enviado, a caixa de 27,2 quilos no cinturão citrícola paulista passou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto.
A pressão também apareceu nas etapas seguintes da comercialização. Na Ceagesp, na capital paulista, o quilo saiu de R$ 1,82 em maio para R$ 8,62 no pico de setembro, aumento de 374%. Nas prateleiras de supermercados do Grande ABC, a fruta foi encontrada entre R$ 15,99 e R$ 16,99 por quilo.
Preço do limão reflete menor oferta após problemas climáticos
O movimento está associado a condições climáticas adversas em Bebedouro e Matão, regiões que, conforme o recorte, respondem por cerca de 68% da produção do cinturão citrícola. Chuvas acima da média e excesso de dias nublados no início do ano prejudicaram o desenvolvimento das floradas e o pegamento dos frutos, além de dificultarem os trabalhos de colheita.
A redução da disponibilidade coincidiu com uma procura maior pela fruta. O calor de agosto e setembro estimulou a demanda interna, enquanto as exportações para a Europa mantiveram seus volumes. O mercado europeu consome cerca de 11% da safra nacional, segundo as informações apresentadas no material.
Principais referências de preço citadas no levantamento:
- Na produção paulista: caixa de 27,2 quilos passou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto, alta de 226,4%.
- Na Ceagesp: quilo subiu de R$ 1,82 em maio para R$ 8,62 no pico de setembro, avanço de 374%.
- No varejo do Grande ABC: quilo foi encontrado entre R$ 15,99 e R$ 16,99.
Cotações mostram impactos em diferentes etapas da cadeia
Os valores apresentados se referem a períodos e etapas de comercialização distintos. O preço recebido pelo produtor, a cotação no entreposto atacadista e o valor nas prateleiras não são referências diretamente equivalentes e não permitem, isoladamente, calcular margens dos agentes da cadeia.
Ainda assim, os dados mostram que o encarecimento não ficou restrito ao campo. A menor disponibilidade, combinada com a demanda, repercutiu no atacado e chegou ao consumidor. As faixas citadas para o Grande ABC são referências locais e não representam necessariamente os preços praticados em todo o país.
Entrada da nova safra pode ampliar a oferta em novembro
Segundo a expectativa atribuída no recorte a pesquisadores do Cepea/Esalq e da Conab, o volume ofertado deve começar a se regularizar a partir de meados de novembro, com a entrada gradual da nova safra. O aumento da disponibilidade pode aliviar a pressão sobre o mercado, mas não garante uma queda imediata ou proporcional dos preços no varejo.
A evolução das cotações dependerá do ritmo de entrada das frutas e da procura dos compradores. A perspectiva de normalização trata da oferta e deve ser acompanhada ao longo das próximas semanas, sem ser confundida com uma redução de preços já observada.
Tomate também pesa no orçamento, mas limão lidera o destaque
O tomate aparece no material como outro produto que encareceu para o consumidor. A alta de 37,76% em setembro contribuiu para a inflação de alimentos medida pelo IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Grande ABC, o quilo era comercializado entre R$ 15 e R$ 16; no Rio de Janeiro, o recorte menciona valores superiores a R$ 22.
No caso do limão, o destaque está na intensidade da valorização entre a produção e o atacado e na expectativa de maior disponibilidade com a nova safra. Até que essa entrada se consolide, oferta, demanda e condições de colheita seguem entre os fatores de atenção para o mercado.
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