As chuvas fortes no Sudeste mantêm São Paulo e Minas Gerais em estado de atenção nesta terça-feira (15). Depois de provocar alagamentos, enxurradas e elevação do nível de rios em diferentes municípios, a instabilidade também aumenta os riscos para o setor agropecuário, com possíveis impactos em estradas rurais, lavouras e estruturas das propriedades.
Chuvas fortes no Sudeste ampliam riscos no campo
O excesso de água pode dificultar o acesso às fazendas e interromper o trânsito em estradas rurais. Em áreas que receberam grandes volumes em pouco tempo, o solo encharcado também impede a entrada de máquinas e pode atrasar operações de plantio, manejo e colheita.
Entre os principais impactos para o produtor estão:
- Erosão e perda da camada superficial do solo;
- Danos em lavouras e áreas recém-plantadas;
- Interrupção de acessos e pontes rurais;
- Queda de cercas, árvores e estruturas;
- Dificuldade para transportar insumos e produtos.
A recomendação é evitar a entrada de máquinas em áreas muito úmidas, reduzindo o risco de compactação do solo e de novos danos à lavoura.
São Paulo e Minas Gerais seguem em alerta
Em São Paulo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas laranja e amarelo para tempestades. Nas áreas de maior risco, a previsão inclui chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo. Além de alagamentos e quedas de árvores, essas condições podem provocar interrupções no fornecimento de energia e prejuízos às plantações.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte e outros 461 municípios estão sob possibilidade de chuvas intensas. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros por dia, com rajadas de vento de até 60 km/h.
Para os produtores mineiros, a combinação de chuva volumosa e vento representa risco para lavouras, estradas, cercas, galpões e demais instalações rurais.
Volume de chuva fica acima do esperado para setembro
A intensidade das precipitações chama atenção porque setembro costuma marcar o início da transição para a estação chuvosa no Sudeste, mas ainda não apresenta, normalmente, acumulados tão elevados.
Segundo a meteorologista Amanda Balbino, da Ampere Consultoria, o comportamento observado nos primeiros dias do mês está acima do padrão esperado para o período.
A frente fria que avançou pelo Sul passou a atuar entre o Sul, o Sudeste e áreas do Centro-Oeste. Esse sistema ainda favorece a formação de áreas de chuva nesta terça-feira, mantendo o tempo instável em parte da região.
Instabilidade deve perder força a partir de quarta-feira
A previsão indica enfraquecimento gradual da chuva a partir de quarta-feira (16). Ainda pode chover no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no leste de São Paulo, mas os volumes devem diminuir.
Na quinta-feira (17), o tempo tende a ficar mais firme em grande parte do Sudeste. Algumas áreas podem registrar acumulados baixos, entre 5 e 10 milímetros.
A redução da chuva deve abrir uma janela para que os produtores avaliem os danos, recuperem estradas e acessos e retomem as atividades de campo de forma gradual. Ainda assim, o retorno das máquinas deve considerar as condições de umidade do solo e a segurança das áreas afetadas.
O que o produtor deve acompanhar
- Atualizações dos alertas meteorológicos;
- Condições de estradas, pontes e acessos;
- Nível de rios e córregos próximos à propriedade;
- Estabilidade de encostas, galpões e cercas;
- Umidade do solo antes de retomar operações mecanizadas.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo: https://maisagro.syngenta.com.br/
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