Entre os dias 22 e 24 de setembro de 2026, Belo Horizonte (MG) recebeu o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no país. A edição aconteceu em um momento simbólico: a cotonicultura brasileira acabava de fechar a safra 2025/26 com a maior produção de pluma da sua história.
Um recorde, no entanto, também eleva a régua. Se a última safra mostrou até onde a cultura pode chegar, os três dias de congresso se dedicaram a discutir como sustentar e superar esse patamar. Nesse debate, três frentes ganharam destaque: o manejo do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura, a chegada de novas tecnologias e a forma como o produtor viabiliza esses investimentos.
Os destaques do 15º CBA em resumo:
- Safra histórica: 4,14 milhões de toneladas de pluma e produtividade recorde de 2.053 kg/ha, mesmo com área menor;
- Bicudo em foco: ecologia e toxicologia da praga no Cerrado debatidas por pesquisador do IMAmt;
- Lançamentos da Syngenta: INVENCIS®, inseticida com novo modo de ação para o manejo do bicudo, lagartas e outras pragas do algodão;
- Portfólio ao longo do ciclo: soluções químicas e biológicas que acompanham o algodão da semente à fase reprodutiva;
- Tecnologia com crédito: parceria entre Syngenta e Itaú BBA para apoiar o investimento do produtor.
Neste conteúdo, você acompanha esse caminho: o cenário da safra que serviu de ponto de partida, o debate sobre ecologia e toxicologia do bicudo no Cerrado, as soluções que a Syngenta apresentou para a próxima safra e a parceria com o Itaú BBA para levá-las ao campo. Continue a leitura e confira o que o 15º CBA deixa para a safra 2026/27!
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Realizado a cada dois anos pela Abrapa, o Congresso Brasileiro do Algodão conecta todos os elos da cadeia, da pesquisa à indústria. Na 15ª edição, a programação integrou ciência aplicada, inovação, mercado e estratégia.
| 15º Congresso Brasileiro do Algodão | |
| Data | 22 a 24 de setembro de 2026 |
| Local | Expominas BH, Belo Horizonte (MG) |
| Realização | Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) |
| Tema | “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência.” |
| Formato | Plenárias técnicas, conexões estratégicas, hubs especializados, workshops e minicursos |
A Syngenta participou com seu time técnico e comercial e recebeu no estande pesquisadores, consultores e parceiros que ajudaram a construir os debates do evento.

O ponto de partida do CBA: uma safra recorde
O bom momento da cultura foi o pano de fundo do CBA Segundo o 12º Levantamento da Safra de Grãos da Conab, divulgado em 15 de setembro de 2026, a produção de algodão em pluma na safra 2025/26 é a maior da série histórica.

O dado mais revelador está na terceira linha: mesmo com área menor, o país colheu mais. É a produtividade que puxa o resultado, e é ela que precisa ser sustentada. Fernando Juchem, da Ceres Consultoria, resumiu essa leitura:
“Estamos vindo de uma safra recorde, recorde de produtividade, recorde de produção. Então, essas tecnologias são importantes para a gente continuar elevando os patamares de produtividade nas próximas safras.”
Elevar esse patamar, porém, esbarra em um velho conhecido da cotonicultura.
O principal obstáculo: o bicudo-do-algodoeiro no Cerrado
Se existe uma praga capaz de colocar os ganhos de produtividade em risco, ela é o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis). O tema foi central na palestra de Guilherme Gomes Rolim, entomologista do IMAmt (Instituto Mato-Grossense do Algodão), que propôs olhar a praga por duas lentes ao mesmo tempo:
“Nós vamos ver a importância da toxicologia e a questão ecológica do bicudo, o que é que um influência no outro.”
A lógica é direta: o comportamento do inseto no ambiente define quando e onde ele está vulnerável, e a escolha das ferramentas de controle define se essa janela será bem aproveitada.

Ecologia: onde o bicudo está vulnerável
O bicudo ataca as estruturas reprodutivas do algodoeiro. As fêmeas depositam os ovos no interior de botões florais e maçãs, onde as larvas se desenvolvem protegidas, o que provoca queda de botões, perfuração de flores e prejuízo à fibra. Boa parte do ciclo da praga acontece, portanto, fora do alcance das pulverizações.
Outros traços tornam o manejo ainda mais exigente:
- Multiplicação rápida: a praga pode completar de 3 a 6 gerações em um único ciclo do algodão;
- Sobrevivência na entressafra: soqueiras, rebrotas e plantas voluntárias funcionam como ponte entre uma safra e outra;
- Colonização pelas bordas: os ataques costumam começar nas bordaduras e avançar para o interior da lavoura;
- Período crítico definido: a maior vulnerabilidade da cultura vai da emissão dos botões florais até a abertura dos primeiros capulhos.
Essas características fazem das práticas culturais a primeira camada do manejo: destruição de soqueiras logo após a colheita, eliminação de plantas voluntárias e controle de daninhas, respeito ao vazio sanitário e ao calendário de semeadura de cada Estado e monitoramento constante das bordaduras.
Toxicologia: o recado da resistência
A segunda lente tratada por Rolim, entomologista do IMAmt, é a relação entre a praga e as ferramentas químicas. Os relatos crescentes de menor sensibilidade a inseticidas convencionais mostram o custo de repetir o mesmo mecanismo de ação ao longo da safra: a pressão de seleção aumenta e as populações tolerantes se multiplicam.
Por isso, o manejo químico do bicudo se apoia em alguns pilares:
- Entrar no início da infestação de adultos, guiado pelo monitoramento;
- Rotacionar mecanismos de ação em janelas que não ultrapassem uma geração da praga;
- Respeitar dose, intervalo e número máximo de aplicações indicados em bula;
- Caprichar na tecnologia de aplicação, buscando cobertura que alcance o inseto abrigado nas brácteas.
É nesse ponto que entram as moléculas com novos modos de ação. Ao falar do portfólio disponível, Rolim destacou uma delas:
“A gente traz ferramentas, como é o caso do PLINAZOLIN® […], que são carros-chefes no controle do bicudo-do-algodoeiro.”
Novas ferramentas para a safra: as soluções Syngenta
A tecnologia PLINAZOLIN® citada pelo pesquisador está entre os destaques da Syngenta no CBA, junto a outras soluções que acompanham o algodão do plantio à fase reprodutiva.
INVENCIS®: novo modo de ação contra o bicudo, lagartas e outras pragas do algodão

INVENCIS® é um inseticida de última geração que combina a tecnologia PLINAZOLIN® e Clorfenapir para inaugurar o conceito Bicudo e Lagartas+, com controle de bicudo (Anthonomus grandis), lagartas (como Spodoptera frugiperda), ácaros e tripes.
Com um novo modo de ação, pertencente a um novo grupo químico, INVENCIS® se encaixa na lógica de rotação discutida no manejo do bicudo e outras pragas do algodão. Entre seus benefícios:
- + Mais performance: inauguram novo patamar de controle de bicudo e S. frugiperda;
- + Mais espectro: controle das principais pragas;
- + Mais resultados: Máxima proteção do potencial produtivo.
VICTRATO®: proteção incomparável da semente a planta jovem

Proteger a fase reprodutiva só faz sentido se a lavoura chegar até ela bem estabelecida. No início do ciclo, os nematoides e as doenças iniciais são a principal ameaça do algodão, e é para essa etapa que a Syngenta destacou VICTRATO®.
VICTRATO® é um nematicida com ação fungicida que, com a inovadora TYMIRIUM® technology, oferece um controle superior contra todos os nematoides e doenças iniciais, um marco inédito no tratamento de sementes de algodão.
| Dimensão | Benefício |
| Proteção acima do solo | Proteção única contra o complexo de doenças na fase inicial |
| Proteção abaixo do solo | Controle de todos os nematoides fitopatogênicos com choque e residual |
| Simplicidade | Baixa dosagem e fácil de aplicar, indicado para o tratamento de sementes |
| Sustentável | Mantém a atividade microbiológica do solo |
Em ensaios de campo em mais de 65 áreas no Brasil, VICTRATO® apresentou ganhos médios de +23 @/hectare no algodão.

Syngenta Biologicals: raízes mais exploradoras e fase reprodutiva ativada
Completando o portfólio, duas soluções da Syngenta Biologicals atuam em momentos complementares do ciclo.
AVAKITT® Neo: a micorriza que conecta raízes a produtividade

Baseado em fungos micorrízicos arbusculares, AVAKITT® Neo amplia o alcance do sistema radicular do algodão e auxilia no transporte de Zn e outros nutrientes com baixa ou muito baixa mobilidade no solo, oferecendo muitos benefícios ao cotonicultor:
- Nutrição: melhora a absorção de água e nutrientes do solo;
- Resiliência: plantas com maior tolerância a condições de estresse;
- Praticidade: facilidade operacional.
YIELDON™: ligue o modo produtividade do algodão
Já YIELDON™ é o bioativador para grandes culturas da Syngenta Biologicals desenvolvido para maximizar o desempenho da sua lavoura na fase mais crítica para a produtividade: o período reprodutivo do algodão.
YIELDON™ promove o chamado efeito verde, mantendo as folhas mais saudáveis, ativas e com maior eficiência fotossintética por mais tempo. Essa energia é o combustível essencial para que a cultura possa expressar seu máximo potencial produtivo.
- Maior produtividade: melhor transporte de açúcares e nutrientes;
- Melhora do balanço hormonal: pegamento de flores, vagens e peso de grãos;
- Efeito verde: maior assimilação de N.
As soluções da Syngenta que foram destaque no CBA
| Fase do algodão | Solução | Foco |
| Semeadura e estabelecimento | VICTRATO® | Nematoides e doenças iniciais |
| Semeadura e estabelecimento | AVAKITT® Neo | Desenvolvimento radicular e absorção de água e nutrientes |
| Fase reprodutiva | INVENCIS® | Controle de bicudo, lagartas, ácaros e tripes |
| Fase reprodutiva | YIELDON™ | Pegamento e enchimento das estruturas reprodutivas |
Da tecnologia ao campo: a parceria Syngenta e Itaú BBA
Em uma cultura de alto investimento por hectare, adotar novas tecnologias também é uma decisão financeira. Foi essa a proposta da parceria entre a Syngenta e o Itaú BBA, apresentada no segundo dia do congresso por Flávio Callejas, RTV da Syngenta:
“A Syngenta vai trazer as inovações da parte agronômica, os produtos inovadores, e o Itaú vai fazer esse suporte da parte de soluções financeiras para o produtor.”
O Itaú BBA esteve representado no evento por Erik Ono, Gerente Regional da instituição. Para o cotonicultor, a integração aproxima o planejamento do manejo e o planejamento financeiro, duas decisões que, na prática, são tomadas ao mesmo tempo.
O que o 15º CBA deixa para a safra 2026/27
O caminho percorrido ao longo do congresso pode ser resumido em quatro passos:
- O recorde veio da produtividade. A safra 2025/26 cresceu com menos área, o que reforça o peso da tecnologia e do manejo bem executado;
- O bicudo é o principal obstáculo. Ecologia e toxicologia precisam caminhar juntas, com práticas culturais consistentes e rotação de mecanismos de ação;
- Novas ferramentas cobrem o ciclo inteiro. Da semente à fase reprodutiva, inovações químicas e biológicas ampliam as opções do produtor;
- Viabilizar também é manejar. Alinhar decisões agronômicas e financeiras faz diferença no resultado.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.
Perguntas frequentes sobre o 15º Congresso Brasileiro do Algodão
1. O que é o Congresso Brasileiro do Algodão e quando aconteceu a 15ª edição?
É o principal encontro da cadeia produtiva do algodão no Brasil, realizado a cada dois anos pela Abrapa. A 15ª edição ocorreu de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas BH, em Belo Horizonte (MG).
2. Qual foi o tema do 15º CBA?
O tema foi “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência.”, com programação que integrou ciência aplicada, inovação, mercado e estratégia.
3. Como está a safra de algodão 2025/26 no Brasil?
Segundo o 12º Levantamento da Conab, a produção deve chegar a 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica, com produtividade média de 2.053 kg/ha, mesmo com redução de 3,2% na área.
4. Por que o bicudo-do-algodoeiro é considerado a principal praga do algodão?
Porque ataca botões florais e maçãs, onde as larvas se desenvolvem protegidas, pode completar várias gerações em um único ciclo e acumula relatos de redução da sensibilidade a inseticidas convencionais, o que dificulta o controle.
5. Qual a relação entre ecologia e toxicologia no manejo do bicudo?
A ecologia mostra onde e quando a praga está vulnerável, como na entressafra e na colonização pelas bordas. A toxicologia orienta a escolha e a rotação dos inseticidas. Juntas, as duas frentes ajudam a aproveitar melhor as janelas de controle e a reduzir a pressão de seleção.
6. Quais práticas culturais ajudam a reduzir a pressão do bicudo?
Destruição de soqueiras e restos culturais, eliminação de plantas voluntárias, respeito ao vazio sanitário e ao calendário de semeadura de cada estado e monitoramento constante das bordaduras.
7. O que é INVENCIS® e quando ele deve ser posicionado no algodão?
INVENCIS® é um inseticida de última geração que combina as tecnologias PLINAZOLIN® e Clorfenapir. No algodão, o posicionamento é no início da infestação de bicudo, com 3 aplicações em bateria.
8. Como VICTRATO® protege o algodão no início do ciclo?
Com TYMIRIUM® technology, VICTRATO® atua abaixo do solo, contra todos os nematoides fitopatogênicos, e acima do solo, contra o complexo de doenças na fase inicial. Em mais de 65 áreas no Brasil, os ganhos médios foram de +23 @/hectare.
9. Quais soluções da Syngenta Biologicals foram destaque no 15º CBA?
AVAKITT® Neo, biológico à base de fungos micorrízicos que melhora a absorção de água e nutrientes do solo, e o bioativador YIELDON™, indicado para a fase reprodutiva do algodão que promove o efeito verde.
10. O que é a parceria entre Syngenta e Itaú BBA apresentada no CBA?
É uma iniciativa que une as inovações agronômicas da Syngenta ao suporte em soluções financeiras do Itaú BBA, aproximando o planejamento do manejo e o planejamento financeiro do produtor de algodão.


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