O bicudo-do-algodoeiro é considerado, atualmente, uma das pragas mais devastadoras da cultura do algodão, capaz de causar perdas significativas na produtividade e na qualidade das fibras. Originário da América Central, esse pequeno besouro se espalhou por diversas regiões produtoras, incluindo o Brasil, onde se adaptou rapidamente às condições climáticas e se tornou um desafio constante para os cotonicultores.
Seu ataque ocorre em diferentes fases da planta, comprometendo diretamente a formação do produto final colhido. Diante do potencial destrutivo do bicudo, a adoção de medidas de controle é extremamente necessária.
No entanto, para alcançar um controle eficiente, é fundamental conhecer as características biológicas e comportamentais do inseto. Acompanhe, neste artigo, as principais informações sobre o bicudo-do-algodoeiro e descubra uma tecnologia capaz de elevar o patamar de controle dessa praga.
Conhecendo o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis)
O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), em sua fase adulta, é um pequeno besouro que mede entre 4 e 9 mm de comprimento, com coloração variando do marrom-acinzentado ao preto e pelos dourados sobre as asas.
Seu corpo possui sulcos longitudinais e ele se destaca pelo rostro (um “bico” alongado) escuro, que mede cerca de metade do seu corpo. Nele, ficam as peças bucais e as antenas. O inseto adulto costuma se movimentar lentamente e raramente voa, exceto quando busca locais para hibernar.
Ciclo de vida
O bicudo-do-algodoeiro completa seu ciclo de vida em quatro fases principais: ovo, larva, pupa e adulto. A fêmea deposita seus ovos preferencialmente em botões florais, flores e maçãs do algodoeiro, onde as larvas, após a eclosão, se desenvolvem, alimentando-se do interior dessas estruturas. As larvas são brancas, sem pernas e ficam encurvadas, podendo atingir até 7 mm de comprimento.
Essa estratégia não só fornece nutrientes, mas também proteção contra predadores e condições ambientais adversas. O desenvolvimento larval ocorre inteiramente dentro do botão, até que a pupação tenha início e, posteriormente, o adulto emerja. Na fase de pupa, o inseto é branco e já mostra características do adulto, como os olhos e o rostro.
A duração do ciclo biológico é fortemente influenciada pela temperatura. Em condições ideais (em torno de 25 a 30 °C), o período de incubação dos ovos e o estágio pupal são mais curtos, porém temperaturas muito elevadas (em geral acima de 30 °C) reduzem a viabilidade dos ovos e das pupas.
Além disso, a umidade proveniente das chuvas favorece a sobrevivência das larvas e pupas, principalmente em botões caídos no solo, que permanecem úmidos e protegidos.

Em média, o ciclo completo de ovo a adulto dura entre 24 e 35 dias. Os adultos apresentam longevidade média de aproximadamente 45 dias, com as fêmeas vivendo um pouco mais que os machos. No período reprodutivo, as fêmeas depositam em média 3 ovos por dia durante 25 dias, totalizando cerca de 79 ovos por fêmea.
Essa alta capacidade reprodutiva contribui para o rápido aumento populacional da praga em condições favoráveis.
Durante a entressafra do algodão, os adultos entram em um estado de baixa atividade metabólica, sobrevivendo com alimentação esporádica de pólen de outras plantas. Essa adaptação permite que a praga persista mesmo na ausência do hospedeiro preferencial.
Plantas hospedeiras alternativas
Durante a entressafra do algodão, o bicudo é capaz de sobreviver em plantas hospedeiras alternativas, principalmente espécies da família Malvaceae, como o algodoeiro-da-praia (Hibiscus tiliaceus) e o hibisco (H. rosa-sinensis). Essas plantas permitem que a praga se mantenha ativa e se reproduza mesmo na ausência do algodoeiro, dificultando seu controle.
No início da safra do algodão, os adultos também se alimentam do pólen de outras famílias vegetais, como Poaceae, Asteraceae e Fabaceae, presentes nas bordas das lavouras. Essa adaptação garante sua sobrevivência até que os botões florais do algodão estejam disponíveis.
Impacto e danos do bicudo no algodão
O bicudo-do-algodoeiro possui um potencial devastador, podendo dizimar lavouras inteiras quando não manejado adequadamente. Essa alta capacidade de destruição se deve a três fatores principais:
- o dano individual significativo causado por cada inseto,
- sua rápida reprodução,
- sua facilidade de dispersão na área cultivada.

Os prejuízos ocorrem principalmente pelos furos que os adultos fazem nas estruturas reprodutivas da planta durante sua alimentação e postura de ovos, com preferência pelos botões florais. Os orifícios de alimentação apresentam cerca de 1 mm de diâmetro e são cercados por um anel amarelo de pólen, enquanto os de oviposição possuem um revestimento ceroso protetor.

Esse ataque ainda favorece a entrada de patógenos, levando ao apodrecimento das maçãs. A cera depositada pelas fêmeas, composta por substâncias antimicrobianas e resíduos vegetais, forma uma barreira que protege os ovos contra a dessecação e os inimigos naturais.
Os botões do terço médio da planta são os mais visados para alimentação, enquanto os do terço superior são preferidos para a oviposição. Em situações de alta infestação ou escassez de botões, flores e maçãs também são atacadas. Nas maçãs, os danos causam abertura irregular e deformação (formando os chamados “carimãs”), além de manchas nas fibras que depreciam a qualidade comercial do algodão.
Tais danos podem ultrapassar os 80% da produção, e por isso, exigem medidas de controle que sejam eficientes e definitivas, protegendo a produtividade e o investimento do cotonicultor.
Como controlar o bicudo-do-algodoeiro na cotonicultura?
Essa praga representa uma grave ameaça à lucratividade do algodão, podendo causar perdas expressivas na produtividade e na qualidade da fibra quando não controlado adequadamente. Para evitar prejuízos econômicos, é fundamental adotar um Manejo Integrado de Pragas (MIP), combinando diferentes estratégias que reduzam significativamente a população do inseto.
A sustentabilidade do controle depende da adoção contínua de boas práticas, incluindo o respeito aos períodos de vazio sanitário e a eliminação de plantas voluntárias e hospedeiras alternativas presentes na área.
O monitoramento frequente da lavoura é a base desse controle, permitindo a identificação e quantificação da praga antes que os danos se tornem irreversíveis. Entre as medidas de controle, o manejo químico desempenha um papel crucial, desde que aplicado no momento certo e com um inseticida eficaz, que permita manter a população do bicudo abaixo do nível de dano econômico e eleve o patamar de controle.
SPONTA® para fechar o cerco contra o bicudo-do-algodoeiro

SPONTA® é a inovação da Syngenta que chega para elevar o patamar de controle dessa praga devastadora. Desenvolvido com PLINAZOLIN® technology, uma molécula inédita com formulação moderna e pertencente a um novo grupo químico, SPONTA® oferece um modo de ação diferenciado, se mostrando um importante aliado ao manejo da resistência que o bicudo desenvolveu a inseticidas tradicionais.
Essa característica entrega um controle sem precedentes não só do bicudo, mas também de pragas secundárias, como ácaros e tripes, proporcionando proteção abrangente ao algodoeiro.
SPONTA® se destaca por sua ação rápida, paralisando a alimentação do bicudo imediatamente após a aplicação, evitando danos aos botões florais e maçãs. Além disso, sua alta persistência foliar cria uma barreira protetora duradoura, dificultando novas infestações.
Com flexibilidade operacional, o produto pode ser aplicado tanto por via terrestre quanto aérea, essencial para a cultura do algodão, que exige cobertura eficiente em grandes áreas e plantas de porte elevado.
Com o conceito bicudo+, SPONTA® entrega alta eficácia contra o bicudo-do-algodoeiro e excelência no controle de tripes e ácaros. Com uma recomendação de até 3 aplicações, em intervalos de 5 dias, essa potente solução elimina a necessidade de misturas complexas de inseticidas, reduzindo custos operacionais e otimizando o manejo integrado de pragas.

Outro grande diferencial de SPONTA® é sua baixa dosagem de uso, que simplifica a logística e a aplicação no campo, sem comprometer a eficácia. Além disso, não apresenta fitoxicidade, preservando a saúde da planta e proporcionando um desenvolvimento saudável.
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