Fevereiro marca um período decisivo para a safra verão e as últimas aplicações de fungicida na soja. Enquanto em algumas regiões a colheita já avança, em áreas de plantio mais tardio a cultura ainda atravessa fases reprodutivas cruciais, como o enchimento de grãos.
Historicamente, o foco do produtor para o controle de doenças da soja concentra-se no estabelecimento da lavoura e no pré-fechamento das entrelinhas. No entanto, negligenciar o manejo fitossanitário nesta etapa final pode comprometer todo o investimento realizado.
É nesse momento que a cultura fica exposta ao complexo de Doenças de Final de Ciclo (DFCs).
Neste conteúdo, entenda a importância das últimas aplicações de fungicida na soja e como a escolha correta das ferramentas de manejo é essencial para o sucesso na reta final. Continue a leitura!
O final do ciclo da soja e sua importância para o enchimento de grãos
Muitos produtores acreditam que o rendimento da soja é construído apenas no vegetativo, mas a ciência mostra o contrário.
Estudos da Embrapa indicam que uma grande parte do peso final do grão provém dos assimilados (energia) produzidos pela fotossíntese realizada exatamente durante a fase de enchimento.
Isso acontece porque, nessa reta final, a soja muda sua dinâmica de transporte de nutrientes e direciona quase toda a sua demanda energética para os grãos, que atuam como drenos muito fortes de fotoassimilados.
Isso significa que a planta não está apenas realocando reservas antigas, ela está, na verdade, produzindo peso para os grãos em tempo real.
Nesse contexto, a manutenção das folhas verde e saudáveis no final do ciclo da soja torna-se inegociável, já que elas são o motor dessa produção contínua.
Qualquer perda prematura por doenças reduz a capacidade fotossintética justamente no pico da demanda, interrompendo o fluxo de nutrientes para as vagens. O resultado fisiológico é inevitável: grãos mal-formados, menor Peso de Mil Grãos (PMG) e produtividade comprometida na colheita.
Doenças de Final de Ciclo: ferrugem-asiática e cercospora
O cenário climático de fevereiro, frequentemente caracterizado por chuvas e alta umidade no dossel, favorece a incidência simultânea de diversos patógenos.
A proteção nesta fase deve focar no controle de duas doenças de final de ciclo da soja: a ferrugem-asiática e a cercospora.

Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi)
Considerada a principal doença da soja, a ferrugem-asiática exige monitoramento constante. O fungo causa desfolha precoce, impedindo o pleno enchimento dos grãos. Segundo o Consórcio Antiferrugem, em condições favoráveis e sem o devido controle, as perdas de produtividade podem chegar a 90%.
O manejo da ferrugem tem se tornado mais complexo devido à redução da sensibilidade do fungo a alguns grupos químicos tradicionais. Isso reforça a necessidade de rotacionar mecanismos de ação nas aplicações finais para manter a eficácia do controle, além de integrar outros métodos de controle.
Cercospora (Cercospora kikuchii)
Frequentemente subestimada, a cercospora é responsável pelo crestamento foliar e pela mancha púrpura na semente. Também conhecida como cercosporiose da soja, crestamento-foliar-de-cercospora ou mancha-púrpura, essa doença de final de ciclo afeta tanto a produtividade quanto a qualidade do grão colhido.
Dados indicam que, em cultivares suscetíveis e sob alta pressão, as perdas causadas pela cercospora podem ser superiores a 20%. Além de reduzir o rendimento da soja, a incidência deste fungo no final do ciclo resulta em grãos avariados e com menor vigor, impactando a comercialização e a produção de sementes.
Como escolher a ferramenta certa para a reta final, as últimas aplicações de fungicida na soja
As últimas aplicações de fungicida na soja atuam como uma ferramenta de consolidação da produtividade da cultura. O objetivo é manter as folhas verdes pelo maior tempo possível, permitindo que a planta complete seu ciclo de forma plena para o máximo enchimento dos grãos.
Para um manejo eficiente nesta etapa, o produtor deve considerar alguns pontos para a escolha do fungicida ideal.
Inovação química e rotatividade de ativos
Com a pressão de seleção sobre os fungicidas tradicionais, é fundamental buscar produtos que tragam novos ingredientes ativos para o programa de aplicações. Priorize soluções que apresentem modos de ação distintos dos fungicidas convencionais.
Essa inovação é crucial para o manejo antirresistência, pois atua em sítios diferentes do fungo, preservando as tecnologias já utilizadas e entregando maior eficácia no controle.
Dupla proteção: eficiência em ferrugem e cercospora
No final do ciclo, a lavoura sofre ataques simultâneos. Portanto, o fungicida escolhido não pode ser especialista em apenas uma doença. A ferramenta ideal deve oferecer um espectro de controle robusto, controlando tanto a ferrugem-asiática quanto a cercospora.
Essa dupla aptidão é o que permite que a lavoura permaneça limpa até a colheita.
Tecnologia de formulação e rápida absorção
As chuvas de verão são frequentes no final do ciclo da soja, o que exige produtos com alta conveniência e performance imediata. Busque fungicidas que possuam formulações estáveis e que sejam rapidamente absorvidos pela planta, para evitar perdas excessivas por lavagem e baixa eficácia.
Além disso, a capacidade de translocação é vital: o produto precisa se mover rapidamente dos pontos de aplicação para o restante das folhas, para entregar uma proteção completa para toda a área foliar da soja.
Reunir todas essas características em uma única ferramenta é o grande desafio do manejo moderno. Foi justamente para atender a esses critérios rigorosos e elevar o padrão de proteção na reta final da soja que a Syngenta desenvolveu uma solução inovadora e sob medida para esse momento.
Inovação na reta final: conheça o fungicida SEEKER®

Para as últimas aplicações de fungicida na soja, a Syngenta desenvolveu SEEKER®. Este fungicida foi desenhado especificamente para entregar performance superior no fechamento do ciclo da soja, trazendo traz máxima eficiência para o controle da ferrugem-asiática e cercospora na soja.
Inovação: novo ingrediente ativo e novo grupo químico
SEEKER® apresenta um novo ingrediente ativo (Fenpropidin), pertencente a um novo grupo químico (Piperidinas – FRAC 5).
O Fenpropidin atua em dois sítios de ação diferentes simultaneamente. Seu modo de ação é, portanto, diferente dos triazóis, estrobirulinas e carboxamidas, sendo um bom parceiro para dentro de um programa de manejo fitossanitário.
Na prática, essa característica traz uma ferramenta inédita para o controle das doenças de final de ciclo, essencial para um manejo integrado de doenças da soja de sucesso.
Máxima eficiência em ferrugem e cercospora na soja
SEEKER® é sucesso na reta final porque oferece controle robusto contra a ferrugem-asiática e é altamente eficaz contra a cercospora, protegendo as folhas e os grãos.

O resultado da inclusão de SEEKER® nas últimas aplicações é uma lavoura mais limpa e livre de doenças, protegendo o potencial produtivo construído ao longo da safra.
SEEKER® é conveniência
Além da sua formulação e performance, SEEKER® é conveniência. SEEKER® apresenta uma formulação estável, que permanece ativa na planta por mais tempo.
Ele também é rapidamente absorvido mesmo sem uso de adjuvantes. E depois de ser absorvido, é rapidamente translocado das áreas tratadas para o restante das folhas.
Por isso, ao integrar SEEKER® ao manejo, o produtor não apenas protege a soja das doenças de final de ciclo, mas blinda o investimento feito ao longo de toda a safra. É a tecnologia certa para transformar o potencial produtivo em grãos pesados e de qualidade, essencial para o sucesso na reta final.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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