A preocupação com pragas é uma constante na rotina do produtor de milho. A pressão da cigarrinha-do-milho, do percevejo-barriga-verde e de outras pragas do milho tem crescido de forma consistente, impulsionada pela intensificação dos sistemas produtivos e por outros fatores diversos. 

Essas pragas não apenas causam danos diretos ao sugar a seiva e injetar toxinas nas plantas, mas também atuam como vetores de doenças. O resultado é um risco real e direto à produtividade do milho e à rentabilidade do produtor. 

Diante desse cenário desafiador, como os produtores estão conseguindo proteger suas lavouras e o potencial produtivo? A resposta está na combinação de um monitoramento atento com a escolha de tecnologias de alta performance. 

A pressão das principais pragas do milho e seus riscos para a lavoura 

Compreender a real dimensão dos danos causados pela cigarrinha e pelo percevejo é o primeiro passo para um manejo eficiente dessas pragas do milho. 

Os prejuízos vão muito além do que se vê e podem comprometer a produtividade da lavoura de diferentes formas. 

Cigarrinha-do-milho e o complexo de enfezamentos 

cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é um inseto pequeno, mas com um potencial de dano gigantesco, principalmente por sua capacidade de transmitir patógenos que causam os enfezamentos. 

Close-up de várias cigarrinhas-do-milho adultas sobre uma folha de milho.

Danos diretos 

A cigarrinha se alimenta ao sugar a seiva das plantas de milho. Em altas populações, essa sucção contínua de seiva pode levar ao enfraquecimento da planta.  

Além disso, durante a alimentação, o inseto excreta uma substância açucarada conhecida como “honeydew”.  

Esse líquido favorece o desenvolvimento de um fungo de coloração escura, a fumagina, que cobre as folhas, interfere na fotossíntese e pode afetar o desenvolvimento da cultura. 

Danos indiretos 

Apesar dos danos diretos da cigarrinha serem preocupantes, o principal prejuízo causado por essa praga do milho é a sua capacidade de transmitir molicutes (fitoplasma e espiroplasma), os agentes causais dos enfezamentos pálido e vermelho.  

Close-up de uma planta de milho doente. A folha em destaque exibe os sintomas característicos do enfezamento, com faixas longitudinais de cor avermelhada e amarelada.

Ao se alimentar de uma planta doente, a cigarrinha adquire os patógenos e, após um período latente de três a quatro semanas, passa a transmiti-los para plantas sadias por toda a sua vida.  

A transmissão é do tipo persistente e propagativa, o que significa que o patógeno se multiplica dentro do inseto. 

Os sintomas dos enfezamentos são devastadores e incluem: 

  • encurtamento dos internódios, o que confere à planta um aspecto de “enfezada” ou de arbusto; 
  • multiplicação de espigas, que se tornam pequenas, malformadas e improdutivas; 
  • quebramento e tombamento de plantas, devido ao enfraquecimento do colmo. 

As perdas de produtividade podem ultrapassar os 70% em genótipos suscetíveis, tornando o controle do vetor uma medida indispensável para a viabilidade da lavoura. 

O percevejo-barriga-verde 

percevejo-barriga-verde (Diceraeus melacanthustornou-se uma praga primária no milho, especialmente no sistema de plantio direto. 

Um percevejo-barriga-verde (Diceraeus melacanthus) está pousado em uma pequena folha de milho. A folha verde está molhada com gotas de água, e o solo marrom aparece ao fundo.

Danos diretos 

O ataque do percevejo-barriga-verde ocorre principalmente nos estágios iniciais do desenvolvimento do milho

O percevejo se posiciona na base do colmo das plântulas e, com seu aparelho bucal sugador, perfura os tecidos para sugar a seiva.  

Durante esse processo, ele injeta secreções salivares tóxicas que causam necrose e deformações nos tecidos vegetais.  

Fotografia macro que ilustra o ataque do percevejo-barriga-verde. O inseto está na base do colmo de uma planta de milho, posição em que se alimenta e causa danos à cultura em seu estágio inicial.

Os danos são irreversíveis e se manifestam de várias formas: 

  • folhas enroladas ou “encharutadas”, com perfurações simétricas que surgem à medida que a folha se desenrola; 
  • perfilhamento excessivo e anormal da planta; 
  • redução drástica do porte e desenvolvimento lento; 
  • em ataques severos, pode ocorrer a morte da plântula, sintoma conhecido como “coração morto”, reduzindo o estande da lavoura. 

Danos indiretos 

Embora o principal dano do percevejo-barriga-verde seja direto, a presença dessa praga nas lavouras de milho também pode gerar impactos secundários.  

As plantas danificadas e com desenvolvimento mais lento se tornam “dominadas” pelas plantas sadias, sendo sombreadas e tendo sua capacidade produtiva ainda mais reduzida.  

Em casos extremos, a redução do estande abre espaço para uma maior infestação de plantas daninhas, que competem por recursos e podem hospedar outras pragas e doenças. 

Além disso, os ferimentos causados pela alimentação podem servir como porta de entrada para patógenos secundários.  

Os desafios no manejo da cigarrinha-do-milho e do percevejo-barriga-verde 

O manejo da cigarrinha-do-milho e do percevejo-barriga-verde é complexo devido a uma combinação de fatores biológicos e práticas agrícolas que favorecem sua proliferação e a disseminação. 

Leia também: Como ter mais resultado no novo cenário de pragas do milho? 

Tanto para a cigarrinha, quanto para o percevejo, a presença constante de plantas hospedeiras no campo, incluindo o milho voluntário e as daninhas, serve como uma “ponte verde” no período de entressafra. 

Isso faz com que essas pragas tenham constantemente uma fonte de alimento e abrigo para sobreviver e infestar a nova safra em seu momento mais vulnerável. 

Além disso, cada uma dessas pragas tem características e hábitos únicos que dificultam o seu controle. 

cigarrinha possui uma grande capacidade de migração. Isso significa que, mesmo que um produtor realize o controle em sua área, a lavoura pode ser rapidamente reinfestada por insetos vindos de áreas vizinhas, tornando o controle isolado pouco eficaz. 

Outro desafio reside no hábito do inseto de se abrigar no cartucho do milho, o que dificulta a ação dos métodos de controle, principalmente daqueles que dependem do contato direto da praga. 

Imagem que ilustra o comportamento da cigarrinha-do-milho. Vários insetos adultos estão abrigados na parte interna do cartucho do milho.

Esse comportamento mais discreto também acontece com o percevejo-barriga-verde. 

O sistema de plantio direto, embora benéfico para o solo, cria um ambiente ideal para o percevejo. Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde se abriga na palhada, onde se alimenta de grãos caídos da soja, sobrevivendo até a emergência do milho safrinha. 

Esse inseto também tem uma maior atividade nas horas mais amenas do dia (manhã e final da tarde) e fica escondido sob a palha nos períodos mais quentes.  

Esse comportamento dificulta sua visualização e o monitoramento preciso da infestação. Muitas vezes, a presença da praga só é notada quando os danos já são visíveis e irreversíveis. 

Resultados no campo: um manejo sem precedentes das pragas do milho 

Tendo em vista esses desafios, é possível perceber que o obstáculo é grande para controlar essas pragas do milho. Mas os agricultores estão conseguindo superá-los com um manejo que une estratégia e inovação.  

Marcos Paulo, Gerente Técnico no município de Arapuã, validou na prática o poder de um manejo de pragas bem executado. Ao testar diferentes estratégias, ele observou resultados que falam por si: 

“Sou gerente aqui da Unidade Arapuã e tivemos o privilégio para o primeiro ano de usar o manejo VERDAVIS®. Avaliamos três campos: um manejo que foi feito com uma aplicação, outro com duas aplicações, e o manejo com três aplicações de VERDAVIS®, aonde que a gente viu um melhor resultado. Com isso, acreditamos que vamos ter uma excelente colheita no futuro.” 

 Mas o que torna essa abordagem tão eficaz? 

VERDAVIS®: controle sem precedentes das pragas do milho

Banner do inseticida VERDAVIS®, da Syngenta. A imagem mostra um agricultor em uma lavoura de milho, com o texto "Controle sem precedentes. Sua lavoura muito mais protegida contra as pragas" e destaca benefícios como "Mais choque", "Amplo espectro" e "Máximo de controle".

Para enfrentar pragas tão agressivas quanto a cigarrinha-do-milho e o percevejo-barriga-verde, os produtores estão contando com VERDAVIS®, um inseticida da Syngenta que representa uma nova era no manejo de pragas do milho e de outras culturas. 

Sua fórmula combina duas moléculas potentes e complementares: a exclusiva tecnologia PLINAZOLIN® e a consagrada lambda-cialotrina

Essa combinação entrega benefícios-chave, que proporcionam os resultados necessários para virar o jogo contra as principais pragas do milho.  

+ Controle: a ciência a favor da proteção 

O controle sem precedentes de VERDAVIS® contra as principais pragas do milho é sustentado por três frentes de ação: 

  • + Mais choque: VERDAVIS® redefine o conceito de choque ao promover a paralisação imediata da alimentação das pragas, com um efeito de knockdown acelerado. O produto entrega altas taxas de mortalidade em poucas horas e ainda conta com efeito ovi-ninficida, essencial para a quebra do ciclo das pragas. 
  • + Mais espectro: VERDAVIS® oferece um amplo espectro de controle. Além da cigarrinha e do percevejo-barriga-verde, o produto é registrado para o controle de lagartas, ácaros e tripes, atuando tanto em pragas sugadoras quanto mastigadoras. 
  • + Mais dias de controle: VERDAVIS® também oferece um residual prolongado e looongo período de controle. Graças à tecnologia PLINAZOLIN® , VERDAVIS® fica fortemente aderido à superfície foliar. 

+ Resultados: mais controle, mais produtividade 

No final, toda a entrega de VERDAVIS® para proteção da sanidade do miho se traduz no que mais importa para o agricultor: produtividade. Dados de campo comprovam que VERDAVIS® protege o potencial produtivo do milho de forma sem precedentes

Em ensaios comparativos, o programa de manejo que incluiu 3 aplicações de VERDAVIS® resultou em um ganho de +54 sacas por hectare em relação à área sem tratamento. Em comparação, o programa padrão de inseticidas obteve um ganho de apenas +9 sacas/ha.

Gráfico de barras mostrando que o tratamento com VERDAVIS® (3 aplicações) resultou em um ganho de 54 sacas de milho por hectare em comparação à testemunha, superando os inseticidas padrões.

Isso demonstra que VERDAVIS® foi capaz de proteger a lavoura de pragas que os tratamentos convencionais não conseguiram evitar, representando um retorno sobre o investimento extremamente positivo para o produtor. 

Portanto, esses resultados e a experiência de produtores, como do Gerente Marcos Paulo, mostram que aliar as boas práticas agronômicas com ferramentas inovadoras como VERDAVIS® é o caminho para superar os desafios das pragas e alcançar um novo patamar de produtividade no milho. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.