Conforme a lavoura de soja avança para os estádios finais, há um aumento significativo na pressão de doenças de final de ciclo (DFCs), como a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a septoriose (mancha-parda) e a antracnose. Essas doenças tendem a se intensificar sob alta umidade e temperaturas elevadas, condições comuns no final da safra.
Elas, muitas vezes, começam de forma sutil nas folhas inferiores (baixeiro) e depois se espalham, aproveitando o microclima favorável dentro do dossel da cultura. Em consequência, patógenos foliares podem causar perdas severas de produtividade se não forem controlados.
Mesmo doenças até então consideradas “mais brandas”, como a mancha-parda (Septória), podem derrubar a produtividade em cerca de 30% quando ocorrem em conjunto com o crestamento de cercóspora, formando o complexo de DFCs.
Ou seja, ao final do ciclo da soja, a lavoura enfrenta um verdadeiro combo de doenças, o que torna a sanidade na reta final tão desafiadora quanto crucial.
Neste artigo, você vai entender por que as doenças de final de ciclo exigem atenção redobrada no momento final da safra e quais estratégias têm proporcionado produtividade até o fim – incluindo uma utilizada por todos os campeões de produtividade da soja CESB 2024/25!
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Prejuízos causados pelas Doenças de Final de Ciclo (DFCs) na produtividade
As doenças de final de ciclo (DFCs), como cercóspora e septória, causam desfolha precoce, especialmente no baixeiro. As folhas necrosam rapidamente, reduzindo a área fotossintética no momento mais crítico: o enchimento de grãos. Com menos folhas ativas, a planta pode antecipar a maturação, resultando em enchimento incompleto e perda de produtividade.
A morte precoce de folhas e ramos também gera desuniformidade na maturação, dificultando o ponto ideal de colheita e comprometendo o peso final dos grãos.
Além disso, essas doenças impactam diretamente a qualidade dos grãos. Fungos, como o Cercospora kikuchii, infectam vagens e sementes, causando grãos ardidos, manchados e com menor vigor germinativo. A presença do patógeno acelera a deterioração durante a armazenagem e facilita a entrada de outros fungos e insetos.
Dado importante: em cultivares suscetíveis e sob condições favoráveis, a cercosporiose pode causar perdas de até 50% na produtividade da soja.
Assim, as DFCs comprometem não só a quantidade produzida, mas também o valor comercial da colheita, devido à queda na qualidade dos grãos.
Dentre as doenças finais, a cercosporiose (crestamento foliar de Cercospóra) merece destaque especial
Embora seja classificada como DFC, a infecção pelo fungo Cercospora kikuchii pode começar ainda no período vegetativo, sobrevivendo em restos de cultura e infectando plantas jovens. Ela inicia nas folhas inferiores da planta, muitas vezes sem ser notada, e evolui gradualmente.
No estágio inicial, os sintomas podem passar despercebidos ou parecer pouco significativos, já que a planta compensa pequenas perdas foliares. Essa característica da cercospóra faz com que muitos produtores subestimem sua presença até que os danos já estejam aparentes.
Porém, se o patógeno não for controlado, a doença se agrava severamente na fase reprodutiva, exatamente quando a soja mais precisa de área foliar para encher os grãos.
Vale ressaltar que, ao desfolhar a planta antes do tempo, a cercosporiose não só reduz o rendimento imediato, mas também predispõe a lavoura a outras doenças oportunistas no fim do ciclo. Vagens expostas podem sofrer mais com antracnose, por exemplo, ou com patógenos secundários que penetram através de lesões foliares.
Importância estratégica das últimas aplicações de fungicida
Diante desse cenário de alta pressão de patógenos no final da safra, as últimas aplicações de fungicidas tornam-se decisivas para assegurar o potencial produtivo da soja. Produtores e especialistas enfatizam que um manejo fungicida completo abrange desde as primeiras aplicações (no vegetativo) até as derradeiras, próximas à colheita.
É um equívoco perigoso descuidar da lavoura na reta final achando que “o que tinha que produzir já está produzido”. Pelo contrário – é nesse momento que a soja está convertendo toda a energia foliar restante em peso de grãos.
Qualquer lacuna na proteção fitossanitária pode resultar em perdas significativas de rendimento e rentabilidade, mesmo faltando poucas semanas para a colheita.
As últimas aplicações de fungicida costumam coincidir com o período de enchimento de grãos
Nessa fase reprodutiva, a eficiência no controle dos patógenos é crucial – a soja não pode se dar ao luxo de perder área foliar para doenças agora. Por isso, recomenda-se um manejo estratégico, que inclui:
- escolher ingredientes ativos adequados ao complexo de doenças presente;
- usar misturas protetoras (multissítios) em conjunto para ampliar o espectro de controle e evitar resistência;
- aplicar no momento correto (antes que a doença tome conta da planta).
Em suma, a última aplicação de fungicida funciona como um escudo final da lavoura. Ela protege o investimento feito durante toda a safra, permitindo que todo o potencial produtivo construído não seja corroído nas últimas semanas.
Negligenciar essa etapa pode significar deixar cercóspora, ferrugem e outras manchas “roubarem” uma fatia do rendimento justamente na reta de chegada.
Por outro lado, manejar bem as doenças tardias assegura um final de ciclo saudável, com plantas verdes o suficiente para encher os grãos e entregar alta produtividade.
CYPRESS®: o fungicida para últimas aplicações utilizado por todos os campeões da soja CESB 2024/25

CYPRESS® é um fungicida sistêmico indicado para o manejo das principais doenças da soja, incluindo ferrugem-asiática, oídio e as temidas DFCs.
Essa solução foi utilizada por todos os vencedores do desafio de produtividade da soja realizado pelo CESB na safra 2024/25.
Sua formulação combina dois ingredientes ativos triazóis – o ciproconazol e o difenoconazol – de forma sinérgica e complementar. Cada um desses ativos desempenha um papel importante no espectro de atuação:
- O ciproconazol é um triazol altamente eficaz contra a ferrugem-asiática, responsável por proporcionar níveis elevados de controle desse patógeno.
- Já o difenoconazol é um triazol consagrado pelo amplo espectro de controle de manchas, atuando com excelência sobre doenças de final de ciclo (como septoriose e cercosporiose), além de combater o oídio e ser reconhecido pelo controle da antracnose, que vem ganhando expressividade no Brasil.

Um grande diferencial de CYPRESS® em relação a outros fungicidas do mercado é a sua alta concentração de ingredientes ativos triazóis. A fórmula foi desenvolvida com uma carga triazólica muito superior a dos principais concorrentes, o que se traduz em maior absorção e sistemicidade na planta.
Além disso, CYPRESS® possui conveniência operacional: sua formulação moderna dispensa o uso de adjuvantes, pois já contém componentes que asseguram ótima aderência e espalhamento na planta. Isso simplifica a aplicação e reduz custos extras, sem comprometer a performance – pelo contrário, proporciona seletividade máxima à cultura, evitando qualquer efeito fitotóxico nas plantas de soja.
Posicionamento de CYPRESS® no manejo final da soja
CYPRESS® deve ser posicionado no final do ciclo da soja – aproximadamente entre 75 e 100 dias após a emergência (DAE) da cultura, que corresponde ao período de enchimento de grãos – sempre em associação com um fungicida multissítio de contato.

Essa recomendação técnica visa potencializar o controle e também evitar a seleção de resistências dos patógenos. Essa estratégia de mistura (triazol sistêmico + protetor) confere uma camada extra de segurança, permitindo que mesmo doenças de difícil controle, como a cercóspora, permaneçam sob controle efetivo até o final.
Desempenho comprovado por produtores em todo o Brasil – incluindo os campeões de produtividade CESB
Não é apenas nos testes e recomendações técnicas que CYPRESS® se destaca – os resultados em campo também comprovam sua eficiência.





Nas últimas edições do Desafio CESB de Máxima Produtividade (principal concurso de produtividade da soja no Brasil), os sojicultores campeões adotaram fungicidas do portfólio Syngenta em seu manejo, e CYPRESS® esteve entre as soluções escolhidas por 100% dos vencedores da edição 2024/25.
A efetividade de CYPRESS® (associado a outros fungicidas de alta performance) foi essencial para construir lavouras campeãs, mantendo-as sadias até a colheita e permitindo alcançar produtividades recordes.
Produtores de alto rendimento confiam em CYPRESS® porque ele entrega resultados
Assim, CYRPRESS® consolida-se como a solução ideal para as últimas aplicações de fungicida na soja, permitindo que ferrugem e manchas foliares fiquem “na história” da lavoura, e não no presente – ou seja, sem impacto no resultado final.
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