A fase inicial de estabelecimento da lavoura é determinante para o sucesso produtivo, especialmente em culturas, como arroz, feijão e trigo, que dependem de um bom arranque inicial para expressar seu potencial. 

Tanto a germinação quanto a emergência são marcados por inúmeros desafios, já que, nessa fase, as sementes e plantas jovens estão passando por um momento de elevada vulnerabilidade a pragas iniciais e doenças do solo

Falhas na linha de plantio, desuniformidade no estande, diminuição do perfilhamento ou engalhamento, além de maior suscetibilidade aos estresses climáticos, são apenas alguns problemas que o uso de sementes que não receberam proteção adequada podem causar. 

Como consequência, essas perdas, muitas vezes, só são percebidas no momento da colheita, dificultando o manejo ao longo do ciclo e impactando diretamente a produtividade das culturas

Diante desse cenário, a escolha de um tratamento de sementes eficaz, confiável e adaptado para cada cultura configura-se como medida estratégica decisiva.  

Neste conteúdo, entenda os principais impactos das pragas iniciais e doenças de solo no desenvolvimento das culturas e como é possível proteger o arranque inicial das culturas com soluções para o tratamento de sementes. 

Arranque inicial: um momento crítico para a cultura 

O período inicial de desenvolvimento da cultura após o plantio, conhecido como arranque inicial, é considerado crucial para o sucesso da produção agrícola. Esse momento delicado, em que o embrião se torna plântula, é a gênese do potencial produtivo e também o primeiro ato de coragem da planta em um ambiente hostil. 

Abaixo e acima do solo, pragas e doenças aguardam. Eles atacam sementes e raízes desprotegidas, interrompendo processos vitais antes mesmo da emergência das culturas. 

Sem uma proteção eficaz contra esses desafios, as plantas podem até sobreviver, mas carregarão consigo, as plantas carregam consigo marcas permanentes que minam a produtividade das lavouras: sistemas radiculares subdesenvolvidos, menor área foliar e redução do perfilhamento/engalhamento. 

Diante dessa fragilidade que marca o arranque inicial das culturas, torna-se evidente que o futuro da lavoura depende da superação das pragas iniciais e doenças de solo, que causam prejuízos durante o estabelecimento das culturas, muitas vezes, irreversíveis. 

Pragas iniciais e doenças do solo desafiam o estabelecimento inicial do arroz, do feijão e do trigo 

Como vimos anteriormente, o estabelecimento inicial das culturas enfrenta uma série de desafios com as pragas iniciais e doenças de solo. Mas quais são essas ameaças? 

No arroz, as sementes e raízes são ameaçadas pelo cupins-de-montículo e as bicheiras-da-raiz-do-arroz, enquanto a cigarrinha-das-pastagens e o pulgão-da-raiz sugam a seiva de plantas emergentes. 

Lavoura de arroz apresentando sintomas do ataque de bicheira-da-raiz (Oryzophagus oryzae).
Sintomas do ataque de bicheira-da-raiz na lavoura de arroz. Fonte: Epagri, 2013.

No feijão, a vaquinha-verde-amarela assume uma posição de destaque na destruição dos tecidos das plantas, enquanto a mosca-branca estrangula o desenvolvimento inicial do feijão, sugando a seiva e inoculando viroses de grande relevância econômica. 

no trigo, o coró-das-pastagens, também conhecido como pão-de-galinha, é a principal praga inicial da cultura, responsável por danificar as raízes do trigo, enquanto o percevejo-barriga-verde fragiliza as plantas jovens sugando seiva e injetando toxinas. O pulgão-verde-dos-cereais completa a lista de ameaças, transmitindo viroses que paralisam o perfilhamento. 

Combinadas, essas pragas iniciais do arroz, do feijão e do trigo causam danos que, se não contidos, ecoam até a colheita, comprometendo irreversivelmente o potencial produtivo das culturas. 

Os desafios no controle das pragas do arroz, do feijão e do trigo 

Para vencer a batalha pela produtividade, o produtor precisa entender a fundo a estratégia por trás de cada ameaça. A verdadeira complexidade do manejo não está apenas na identidade de cada praga, mas nos desafios únicos que cada um desses inimigos apresenta para o manejo do produtor. 

Por que uma praga de solo é tão difícil de conter? Como a velocidade de transmissão de doenças muda completamente as regras do jogo? O que torna o ataque de certas pragas tão rápido e danoso?  

A seguir, vamos mergulhar em cada um desses cenários. 

1. O alvo do manejo nem sempre é fácil de alcançar 

Um dos maiores dilemas para o produtor ocorre no ambiente que ele não pode ver: abaixo do solo.  

Pragas, como o coró-das-pastagens no trigo, a bicheira-da-raiz e os cupins-de-montículo no arroz, travam uma batalha silenciosa contra a lavoura em formação, causando uma redução drástica e imediata no estande.  

O cenário é crítico porque o ataque acontece diretamente no maior investimento do produtor: a semente. Porém, muitas vezes, o produtor só percebe o problema quando os sintomas são visíveis na parte aérea, com plantas amareladas e subdesenvolvidas.  

Neste ponto, o dano à estrutura subterrânea já é severo e a perda de potencial uma realidade consolidada. Portanto, a dificuldade central é que o inimigo atua em um campo de batalha inacessível, em que as ferramentas de manejo convencionais, aplicadas na superfície, simplesmente não chegam. 

2. Muitas pragas também são vetores de doenças  

Outro cenário de alta complexidade imposto pelas pragas é a transmissão de doenças. Pragas, como a mosca-branca no feijão e o pulgão-verde no trigo, agem como “cavalos de troia” biológicos, introduzindo doenças devastadoras que podem dizimar a produtividade das lavouras. 

O Mosaico Dourado no feijão e o Vírus do Nanismo Amarelo (VNAC) no trigo estão entre essas doenças, cujo impacto econômico é severo. 

Dessa forma, a presença de um único inseto-vetor pode ser suficiente para iniciar um foco de infecção que se espalha rapidamente, potencializando os prejuízos causados nas lavouras. 

3. Os sistemas de produção também podem favorecer as pragas 

Finalmente, ainda existem pragas que se aproveitam do próprio ambiente agrícola para prosperar. Esse é o caso, por exemplo, do percevejo-barriga-verde no trigo e a cigarrinha-das-pastagens no arroz, pragas que, muitas vezes, já estão no ambiente agrícola ou chegam de forma inesperada e intensa na lavoura. 

Isso acontece porque elas são capazes de sobreviver na palhada da cultura anterior ou ainda migrar de áreas vizinhas infestadas, em um ataque massivo que pode levar à perda total em questão de dias.  

Por isso, é essencial blindar a lavoura desde o seu momento mais vulnerável através de uma estratégia já consagrada no campo: o tratamento de sementes

A importância do tratamento de sementes para o bom arranque inicial das culturas

Diante dos complexos desafios no campo, o tratamento de sementes se consolida como o pilar do Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD). E quando se fala em tratamento de sementes, o produtor rural sabe que pode contar com a tradição e a confiança de uma solução que o acompanha há mais de 20 anos: a família CRUISER®, da Syngenta. 

Mais do que uma linha de produtos, a família CRUISER® oferece uma proteção completa para o agricultor proteger seu maior investimento: a semente.  

Tratamento de sementes para arroz e trigo: CRUISER® OPTI 

CRUISER® OPTI é o tratamento de sementes para arroz e trigo essencial para o controle efetivo das principais pragas iniciais da rizicultura e da triticultura.  

Combinando tiametoxam (neonicotinoide sistêmico) e lambda-cialotrina (piretroide de contato), CRUISER® OPTI oferece dupla proteção no momento mais vulnerável do arroz e do trigo: a emergência. 

CRUISER® OPTI Arroz oferece um controle eficaz de cupins-de-montículo, bicheiras-da-raiz, cigarrinhas-das-pastagens e pulgão.

CRUISER® OPT Trigo, proporciona o controle de corós, percevejo-barriga-verde e o pulgão-verde. 

Quando integrado ao Manejo Integrado de Pragas (MIP), CRUISER® OPTI entrega uma emergência mais uniforme e vigorosa, além de mitigar perdas causadas por pragas iniciais do arroz e do trigo. 

Tratamento de sementes para feijão: CRUISER® Advanced

CRUISER® Advanced Feijão é o tratamento de sementes para feijão para o controle efetivo de pragas e doenças, essencial para ser incluso no MIP (Manejo Integrado de Pragas) e no MID (Manejo Integrado de Doenças).  

Além de toda a sua eficácia inseticida, CRUISER® Advanced é também um excelente e robusto fungicida. Ele foi desenhado para combater não apenas pragas-chave do feijão, mas também os inimigos silenciosos do solo.  

Sua formulação de excelência, que combina quatro ativos de alta performance, entrega:  

  • vigor superior das plantas e maior ganho líquido ao produtor; 
  • controle superior de vaquinhas e mosca-branca
  • eficácia no controle de Fusarium e do complexo de doenças do solo. 

Com CRUISER® Advanced, o produtor tem em mãos uma solução completa, que une o controle de pragas e doenças em uma única solução. 

Juntas, essas soluções refletem a essência da família CRUISER®: proteção confiável, lavoura mais protegida e produtividade desde o início.  

Quem usa, sabe. Quem confia, continua usando. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo. 

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