A presença do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) em território paulista deixou de ser uma ameaça distante e passou a ser uma realidade concreta. Em 3 de fevereiro de 2026, a Defesa Agropecuária de São Paulo confirmou o primeiro foco da planta daninha em uma lavoura de soja na região de São José do Rio Preto, com indícios de resistência a herbicidas, fator que eleva o risco e dificulta o controle.
A resposta foi rápida: em 4 de março, o Governo do Estado publicou a Portaria nº 06/2026, instituindo um plano operacional de prevenção e erradicação. As medidas incluem restrição ao trânsito de máquinas agrícolas e o georreferenciamento obrigatório das áreas afetadas.
O alerta acompanha o impacto potencial: estimativas indicam que a praga pode gerar perdas de até R$ 13 bilhões na produtividade agrícola paulista.
Santa Catarina entra no mapa de risco
A preocupação ganhou escala nacional em março, quando a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) confirmou um novo foco no município de Campo Erê (SC).
A ocorrência em dois estados reforça o caráter invasivo da espécie e amplia o risco de disseminação para outras regiões produtoras, especialmente em áreas com intenso fluxo de máquinas e insumos agrícolas.
Como identificar o caruru-gigante em campo
A identificação precoce é um ponto muito importante na vida do agricultor. Apesar de semelhante ao caruru comum, o Amaranthus palmeri apresenta características específicas:
- Crescimento acelerado, podendo ultrapassar 2 metros de altura.
- Caule robusto e altamente ramificado.
- Folhas alongadas, às vezes com marca em “V” esbranquiçada.
- Elevada produção de sementes (centenas de milhares por planta).
- Inflorescências longas e densas, principalmente nas plantas femininas.
Diferenças em relação ao caruru comum
Embora pertençam ao mesmo gênero, as diferenças são relevantes do ponto de vista agronômico:
- Maior competitividade: disputa recursos de forma mais agressiva
- Possível resistência a herbicidas: já observada em outros países
- Alto potencial de dispersão: sementes facilmente transportadas por máquinas, vento e água.
Notificação é obrigatória e imediata
Por se tratar de uma praga quarentenária, qualquer suspeita ou confirmação deve ser comunicada imediatamente aos órgãos de defesa agropecuária.
O protocolo inclui:
- Comunicação formal às autoridades competentes.
- Isolamento da área afetada.
- Restrição de trânsito de máquinas sem limpeza adequada.
- Acompanhamento técnico das ações de controle.
A omissão pode acelerar a disseminação e comprometer outras áreas produtivas.
Boas práticas para evitar a disseminação
A prevenção é uma das principais estratégias no campo. Entre outras medidas, cabe ao produtor buscar realizar sempre a limpeza rigorosa de máquinas e implementos, se restringir ao uso de sementes certificadas, monitorar com frequência as lavouras – sobretudo nas bordas – e utilizar correta e estrategicamente os herbicidas.
Herbicidas ideais para o combate à praga
Contar com produtos de qualidade comprovada durante o manejo é, sem dúvidas, um dos caminhos mais assertivos para promover a segurança da lavoura. Na cultura da soja, por exemplo, podemos destacar dois herbicidas eficazes no controle de pragas como o caruru-gigante.
EDDUS®
Com ele, você garante uma lavoura de soja limpa desde o início. Graças à mistura de dois princípios ativos, este produto atua no pré-emergente com alta seletividade e efeito prolongado no solo, eliminando plantas de difícil controle e protegendo o potencial da sua cultura.
FLEXSTAR™ GT
O FLEXSTAR™ GT é um herbicida sistêmico e seletivo, desenvolvido especificamente para o controle de plantas daninhas de folhas largas em lavouras de soja tolerantes ao glifosato. Sua fórmula combina fomesafem e glifosato (sal di-amônio), oferecendo um duplo mecanismo de ação essencial para prevenir e manejar a resistência de invasoras. Além de sua eficácia técnica, o produto faz parte do Programa Manejo Limpo da Syngenta, reforçando o compromisso com a produtividade e a saúde da cultura.
Um problema local com impacto nacional
A confirmação de focos em São Paulo e Santa Catarina transforma o caruru-gigante em uma ameaça concreta à produção brasileira de grãos. Em um cenário de margens já pressionadas, a rapidez na identificação e na resposta pode ser determinante para evitar prejuízos maiores.
Mais do que nunca, informação, monitoramento e ação coordenada serão fundamentais para conter o avanço da praga.
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