O período de brotações dos citros está exigindo, novamente, atenção extra dos citricultores. A plataforma Alerta Psilídeo, desenvolvida pelo Fundecitrus, revelou um aumento da incidência de psilídeo, o principal vetor do greening.
Dados da plataforma do Fundecitrus apontaram para um aumento de 10% nas capturas do psilídeo em armadilhas na segunda quinzena de julho de 2025, acompanhado também pelo aumento de 55% no número de brotações, em comparação à quinzena anterior.
Essa notícia vem preocupando os citricultores, visto que o psilídeo é o principal vetor do greening, uma doença incurável já presente em quase metade das árvores do cinturão citrícola brasileiro.
Entenda o que está por trás do aumento do psilídeo em citros, os problemas que essa praga causa nos pomares e a importância do manejo fitossanitário para controle do psilídeo nesse período crítico.
Por que a incidência de psilídeos aumenta durante a brotação dos citros?
Você sabia que mais da metade das capturas de psilídeos em armadilhas ocorrem durante o período de brotação dos citros? É o que explicou o pesquisador do Fundecitrus, Juan Camilo Cifuentes Arenas.
A razão? As brotações jovens dos citros, com seus tecidos tenros, proporciona acesso facilitado à seiva e elevada concentração de nutrientes, condições ideais para alimentação e desenvolvimento do psilídeo Diaphorina citri.
Além disso, dois fatores críticos intensificam essa dinâmica: a presença de plantas infectadas com o greening no pomar e o clima.
Plantas infectadas pelo greening exibem brotação antecipada em até dois meses e com intensidade significativamente maior que as saudáveis. Somado a isso, a mudança no padrão climático no segundo semestre do ano potencializa o crescimento dos pomares, como também a reprodução dos psilídeos.
O tempo seco ajuda na dispersão do psilídeo, enquanto o clima mais frio estende o seu ciclo de vida. Com o avanço dos meses, as chuvas se intensificam e as temperaturas aumentam, o que encurta o ciclo do psilídeo, permitindo que ele atinja a fase adulta mais rapidamente.
O resultado é a formação de um ciclo epidemiológico amplificado: brotações sucessivas atraem populações crescentes de psilídeos, que encontram condições ideais para se multiplicarem, bem como intensificarem a transmissão da bactéria causadora do greening.

Quais os problemas causados pelo psilídeo nos pomares?
A presença do psilídeo (Diaphorina citri) representa uma grande ameaça à citricultura. Ele é a principal praga dos citros e vetor do greening (huanglongbing/HLB), uma doença incurável causada pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus.
O cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro vem registrando um constante aumento no número de casos de greening nos pomares. Em 2024, mais de 90 milhões de árvores estavam infectadas com a doença, o que representa quase metade do total do cinturão.
Somado a isso, o comportamento dos psilídeos infectados também acelera exponencialmente a contaminação de plantas sadias. Pesquisas revelaram que psilídeos contaminados pela bactéria do greening:
- produzem 40% mais ovos;
- realizam voos de dispersão até 45% mais longos;
- alimentam-se com frequência 30% maior.
Além da disseminação do greening, o ataque direto do psilídeo causa danos críticos nos citros. A alimentação contínua nas brotações novas suga nutrientes vitais, levando ao definhamento vegetativo e à redução da capacidade fotossintética.
Diante desse cenário, o manejo fitossanitário torna-se decisivo para conter o avanço do greening e controlar o psilídeo.
A importância do manejo fitossanitário para controle do psilídeo no período de brotação
Diante da vulnerabilidade dos pomares ao psilídeo durante a fase das brotações, a adoção de medidas fitossanitárias precisas torna-se imperativa.
O cerne da estratégia reside na proteção contínua das brotações por meio de pulverizações direcionadas, mantidas rigorosamente até que as folhas atinjam maturação completa.
Paralelamente, o monitoramento via plataforma Alerta Psilídeo oferece a base para decisões assertivas. Essa ferramenta permite mapear em tempo real a dinâmica populacional do psilídeo, identificando focos emergentes antes que se tornem surtos incontroláveis
Assim, a integração entre dados de campo e intervenções fitossanitárias cria um ciclo virtuoso: as aplicações protegem os brotos em formação, enquanto o monitoramento indica quando e onde intensificá-las.
Ao integrar pulverizações precisas com o monitoramento inteligente via Alerta Psilídeo, os citricultores transformam conhecimento técnico em barreiras efetivas contra o avanço do greening e do psilídeo.
Essa abordagem proativa permite que os pomares sobrevivam ao período de maior vulnerabilidade, consolidando as bases para safras vigorosas e produtivas.
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