O café é a segunda bebida mais presente no cotidiano do brasileiro, ficando atrás apenas da água. Diariamente, é consumido pelas pessoas nos ambientes domiciliares e em estabelecimentos comerciais, em pequenas, médias e grandes cidades do país.
No ranking mundial de produção e exportação de café, o Brasil ocupa, atualmente, a 1ª posição. Já em relação ao consumo por volume, o país ocupa a 2ª posição, atrás apenas dos Estados Unidos.
Apesar do sucesso em produção e qualidade do café brasileiro, as condições climáticas recentes têm pressionado o manejo de pragas. Fenômenos climáticos cada vez mais extremos, que trazem temperaturas acima da média e chuvas irregulares, criam o ambiente ideal para o desenvolvimento de insetos.
No café, o destaque vai para a broca-do-café, que é favorecida em períodos quentes com chuvas irregulares, especialmente quando há frutos remanescentes na lavoura, que servem de reservatório e origem para novas infestações, causando perdas drásticas em volume e qualidade da safra.
Confira, neste artigo, as características, o ciclo biológico, os danos provocados na cultura e como realizar o manejo correto da broca-do-café diante do cenário atual.
Danos da broca-do-café
A broca-do-café (Hypothenemus hampei) provoca queda prematura dos frutos, apodrecimento das sementes e redução do peso dos grãos por conta da sua atividade de perfuração e ataque.
Estudos estimam redução de até 20% no peso dos grãos infectados. Em casos graves, a infestação pode consumir cerca de 35% do rendimento da lavoura.
Esses danos afetam diretamente a qualidade da bebida: grãos “brocados” perdem valor e, em café especial, chegam a impedir o embarque para exportação. Além disso, os orifícios feitos pela broca abrem portas para fungos e microrganismos, agravando a deterioração da saca.


Características da broca-do-café
A broca-do-café é um besouro pequeno e escuro: as fêmeas medem ~1,4–1,8 mm de comprimento e são as que voam; os machos são menores (~1,2–1,3 mm), possuem asas atrofiadas e não voam. Os machos habitam principalmente o interior dos frutos, enquanto as fêmeas (voadoras) realizam a perfuração dos frutos e depositam ovos dentro das sementes.

O ciclo de vida varia de 21 a 57 dias conforme temperatura e umidade:
- Ovo: 4 dias;
- Larva: ~15 dias (a 27 °C);
- Pré-pupa: 2 dias;
- Após 8 dias de pupa, transforma-se em adulto.

Os machos vivem em torno de 40 dias; as fêmeas, até ~156 dias.

Como ocorrem os ataques?
Durante a safra, as fêmeas da broca perfuram os frutos verdes e depositam ovos no interior. Após a eclosão, as larvas alimentam-se das sementes, causando os maiores danos.

Normalmente, cerca de 60 dias após a florada principal (dezembro/janeiro), as fêmeas que sobreviveram em frutos remanescentes da entressafra migram para novos frutos ainda verdes e iniciam uma nova infestação. No início desse segundo ciclo, as fêmeas fazem perfurações sem ovipor, até que o fruto atinja o estágio de granação (>20% de matéria seca); então ovipositam no interior.
Frutos remanescentes (não colhidos) em lavouras esqueletadas ou até quimicamente tratadas no ano anterior são reservatórios importantes da praga – por isso, a presença de resíduos culturais amplia a infestação na safra seguinte.
O clima exerce grande influência nessa dinâmica
É importante ressaltar que, além de frutos remanescentes das safras anteriores, as condições climáticas são um fator determinante para definir a intensidade da pressão de broca-do-café no decorrer da safra.
Em outras palavras, as precipitações dentro da normalidade nas regiões produtoras de café durante os meses de setembro a dezembro, seguidas de leves períodos de estiagem de janeiro a abril, podem determinar uma condição altamente favorável para a ocorrência de broca nos cafezais.
Manejo integrado da broca-do-café
O controle da broca-do-café deve seguir as práticas do Manejo Integrado de Pragas (MIP), combinando monitoramento cuidadoso e diferentes ferramentas de manejo. Confira as principais recomendações:
- Histórico do talhão: áreas com recorrência ou alto registro de broca safra após safra demandam monitoramento intensivo desde cedo.
- Frutos remanescentes: antes de a safra nova começar, verifique a quantidade de frutos brocados deixados na planta ou no chão. Frutos maduros remanescentes abrigam a broca até a próxima safra. Eliminar manualmente esses frutos (colhendo os que caíram e retirando aqueles que ficaram presos na árvore) é essencial para evitar que a praga perpetue. Em áreas com muitos frutos no solo, recomenda-se arruar e triturar os resíduos culturais.
- Monitoramento: a partir de 60 dias após a florada principal, colha 500 frutos com estágio uniforme em pelo menos 20 pontos de amostragem no talhão. Conte o número de frutos perfurados pela broca no interior. Esses dados definem a gravidade da infestação. Em geral, níveis de infestação entre 1% e 3% já exigem medidas de controle. Um método prático é percorrer o talhão em zigue-zague, colher frutos e calcular a porcentagem brocada. Nas recomendações da CNA/BASF, por exemplo, o controle químico é indicado quando ≥3% dos frutos apresentam perfurações.
- Limpeza de lavoura: colher cuidadosamente os frutos maduros no solo e remover detritos ajuda a interromper o ciclo. Frutos deixados no chão continuam abrigando brocas que podem atacar a nova safra. Uma colheita bem feita e a retirada de grãos caídos são práticas culturais simples, porém fundamentais para reduzir o banco de pragas no talhão.
- Armadilhas auxiliam a detectar picos de voo e apoiar o timing.
- Repasse e arruação pós-colheita, com trituração de frutos do solo, reduzem drasticamente o banco de brocas.
- O controle biológico (ex.: Beauveria bassiana) pode compor o programa em momentos e condições favoráveis.
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