No agro brasileiro, a tecnologia deixou de ser diferencial e passou a ser condição essencial para competir. No entanto, o verdadeiro desafio está em transformar inovação em resultado prático dentro da lavoura, todos os dias.
Nesse contexto, a equipe técnica fundamenta as decisões em dados e valida cada solução antes de recomendá-la ao produtor.
A Coamo segue exatamente esse caminho, da pesquisa à aplicação no campo. Sediada em Campo Mourão (PR), a cooperativa se consolidou como referência em tecnologia no campo.

Para mostrar como a inovação sai do discurso e chega à propriedade rural, o programa De Produtor para Produtor visitou o berço da cooperativa, que há 55 anos leva assistência técnica, conhecimento e soluções avaliadas de forma constante para dentro das propriedades.
Uma história construída com base na ciência

A trajetória da Coamo se confunde com a própria evolução da agricultura no Paraná. No início, os solos da região eram considerados fracos e ácidos. A área ficou conhecida como a “terra dos três S”: saúva, sapé e samambaia.
Produzir, naquele contexto, exigia mais do que esforço. Exigia ciência. A partir da organização dos produtores, a cooperativa iniciou um trabalho sistemático de correção de solo e incorporou novas tecnologias ao sistema produtivo. Ao longo das décadas, os produtores transformaram a paisagem e ampliaram significativamente os índices de produtividade.
Segundo José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo, o avanço só foi possível porque a tecnologia foi incorporada de forma estratégica.
“Sem o uso de tecnologia, não teríamos o desenvolvimento que temos hoje. Foi ela que permitiu transformar uma região que não produzia nada em uma das mais produtivas do Brasil.”
Fazenda Experimental Coamo: onde a tecnologia é validada antes de chegar ao produtor
Antes de recomendar qualquer solução aos cooperados, a Coamo testa cada tecnologia na Fazenda Experimental.
O espaço funciona como um centro de validação tecnológica, onde a equipe técnica conduz mais de 200 ensaios por ano. Ali, os especialistas comparam produtos e manejos, medem resultados e tomam decisões com base no desempenho técnico e no retorno econômico.
Além disso, a cooperativa não adota exclusividade de marca. Pelo contrário, a equipe avalia as tecnologias de forma imparcial e só recomenda aquelas que realmente comprovam eficiência.
Dessa forma, a Coamo reduz riscos para o produtor e potencializa a produtividade no campo.
“Recomendamos aquilo que realmente funciona, porque produtividade alta muda completamente a renda do produtor”, destaca a diretoria técnica da cooperativa.
Inclusive, áreas originais de solo foram preservadas e compõem o chamado “museu do solo”, onde o impacto da tecnologia pode ser visualizado de maneira concreta ao longo das décadas.
Quando a tecnologia entra na porteira

O produtor percebe o impacto desse modelo diretamente dentro da propriedade rural. Na prática, ele integra planejamento, execução e avaliação em todas as etapas do processo produtivo.
Inicialmente, testa novas tecnologias em áreas menores. Posteriormente, ao confirmar os resultados, amplia a adoção para toda a propriedade. Assim, transforma a inovação em estratégia, e não apenas em aposta.
Nesse cenário, o produtor fortalece práticas como plantio direto, rotação de culturas e manejo integrado. Como resultado, constrói sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis.
“A tecnologia está presente desde o planejamento da safra até a comercialização. Ela nos ajuda a tomar decisões melhores em todas as etapas”, afirma João Luiz Ferri, produtor cooperado
Além disso, a cooperativa considera a presença constante da assistência técnica um diferencial estratégico. Ela mantém centenas de profissionais no campo, que ajustam as orientações à realidade de cada produtor.
Segundo Deivid de Paula, RTV da Syngenta na região, inovar exige proximidade. “Hoje, o produtor precisa pensar como empresa rural. A tecnologia é fundamental, mas o olhar técnico e a experiência continuam sendo decisivos.”
Inovação no agro como estratégia de longo prazo

Na Coamo, a inovação não representa um fim, mas um meio para alcançar produtividade, sustentabilidade e segurança econômica. Ao longo dos anos, a cooperativa consolidou um modelo estruturado, no qual a equipe técnica toma decisões com base em validação agronômica e acompanhamento contínuo.
Além disso, a prática comprova que, quando o produtor aplica a tecnologia de forma correta, ele reduz riscos e amplia a rentabilidade.
Portanto, mais do que adotar ferramentas modernas, o diferencial está na maneira como a cooperativa testa, recomenda e implementa essas soluções no campo.
Quer entender, na prática, como a Coamo aplica tecnologia no campo e transforma inovação em resultado real?
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