Proteger a lavoura de algodão é um desafio duplo, pois é necessário garantir alta produtividade e, ao mesmo tempo, assegurar a máxima qualidade da fibra, uma exigência crucial do mercado. No entanto, o sucesso da safra é constantemente ameaçado pelo complexo de pragas do algodão, que afeta a lavoura do início ao fim do ciclo.
Para enfrentar essa pressão, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) se consolida como a base para uma cotonicultura moderna e sustentável. Dentro dessa estratégia, o controle biológico surge como um pilar fundamental, trazendo a inteligência da natureza para o controle das principais pragas do algodão.
A adoção dessas tecnologias representa a evolução do manejo fitossanitário, oferecendo uma defesa mais resiliente e sustentável.
Continue a leitura para entender como essa abordagem inovadora supera os desafios do algodoeiro e conheça uma solução de alta performance que une máximo controle com máxima praticidade.
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Os desafios no manejo de pragas do algodoeiro
A cotonicultura moderna é uma atividade de alta complexidade, cujo sucesso não é medido apenas pela produtividade, mas também pela qualidade superior da fibra.
Proteger ambos os fatores exige um manejo fitossanitário preciso, pois a lavoura é vulnerável a um diversificado complexo de pragas durante todo o seu ciclo.
Pragas do algodão, como a mosca-branca, o pulgão-do-algodoeiro e os percevejos, representam um dos maiores entraves à rentabilidade da cultura. Na fase inicial, comprometem o desenvolvimento e o vigor das plantas, enquanto, na fase final, próximo à colheita, seu ataque deprecia severamente a qualidade das fibras do algodão
A dupla ameaça dos sugadores: a mosca-branca e o pulgão-do-algodoeiro
Entre os sugadores, duas pragas do algodão se destacam pela frequência e pelo tipo de dano que causam: a mosca-branca e o pulgão-do-algodoeiro.
Ambos compartilham a capacidade de prejudicar a planta diretamente com sua alimentação e, de forma ainda mais grave, por transmitir doenças e prejudicar a qualidade da fibra do algodão.
Mosca-branca
A mosca-branca (Bemisia tabaci) é um inseto polífago que se beneficia principalmente dos sistemas de produção, usando uma cultura como ponte para infestar a outra. Seu ataque direto pela sucção de seiva enfraquece a planta, enquanto a injeção de toxinas durante a alimentação pode causar deformação de folhas, ramos e flores.
A mosca-branca também atua como vetor de doenças, sendo responsável pela transmissão do vírus-do-mosaico-comum no algodoeiro. Surtos populacionais são favorecidos por temperaturas elevadas e déficit hídrico, tornando seu manejo ainda mais complexo e desafiador.

Pulgão-do-algodoeiro
Compartilhando muitas dessas características, o pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii) também se estabelece precocemente na cultura, representando outra frente de preocupação para os cotonicultores.
Seu ataque direto causa o encarquilhamento das folhas dos ponteiros e a deformação dos brotos, prejudicando o desenvolvimento inicial da lavoura.

Além disso, assim como a mosca-branca, o pulgão-do-algodoeiro também é responsável pela transmissão de viroses, como o vírus do mosaico-das-nervuras e “doença-azul”.

Sintomas da mosaico das nervuras atípico (à esqueda) e da doença-azul (à direita) em algodão, viroses transmitidas pelo pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii). Fonte: Galbieri et al., 2010.
Pragas do estabelecimento do algodão e outras ameaças
Ainda durante a fase de estabelecimento do algodão, um dos períodos de maior vulnerabilidade da cultura, existem outras pragas específicas que podem causar danos irreversíveis que impactarão toda a safra.
Tripes
O tripes (Frankliniella schultzei) é uma praga-chave nesse período inicial, com seu ataque sendo mais crítico da emergência até os 30 dias de idade das plantas. Suas infestações são mais severas em condições de baixa umidade e causam alterações na consistência das folhas, que se tornam coriáceas e quebradiças.
Os sintomas clássicos do ataque de tripes incluem o espessamento e o encarquilhamento das folhas do ponteiro, que adquirem uma coloração verde-brilhante e manchas prateadas. O dano na gema apical pode levar à quebra da dominância e ao superbrotamento, alterando a arquitetura da planta e prejudicando seu potencial produtivo.

Outras pragas do algodão, como os ácaros, também podem surgir como um problema secundário, muitas vezes como consequência do próprio manejo adotado.
Ácaro-rajado
O ácaro-rajado (Tetranychus urticae), por exemplo, pode ser favorecido por desequilíbrios nutricionais, como a adubação nitrogenada em excesso, ou pelo uso de inseticidas não seletivos, que eliminam a população de inimigos naturais.

O ataque às estruturas reprodutivas: percevejo-marrom
Conforme a safra de algodão avança, outras pragas passam a atacar a cultura. Esse é o caso do percevejo-marrom, uma ameaça que se intensifica durante a fase reprodutiva do algodão, atacando diretamente as estruturas que irão formar a produção.
Seu dano se concentra nos botões florais e, principalmente, nas maçãs, onde sua alimentação causa os maiores prejuízos.
Ao perfurar as maçãs para se alimentar, o percevejo injeta toxinas que causam necrose interna e deformações, resultando no sintoma conhecido como “maçã bico-de-papagaio“.
Essas estruturas apresentam abertura comprometida, o que prejudica a liberação da fibra e afeta negativamente o desenvolvimento do caroço, resultando em perda significativa na qualidade e na produtividade da safra
Além do dano direto, as perfurações servem como porta de entrada para fungos e bactérias oportunistas. Esses patógenos causam o apodrecimento interno dos capulhos, manchando e apodrecendo a fibra, o que a torna imprestável para a colheita e a comercialização.
Esse desequilíbrio ecológico reforça a necessidade de um manejo integrado e criterioso, que considere o impacto de cada intervenção na lavoura.
Diante da complexidade de manejar pragas com diferentes períodos de ataque e impactos que vão da perda de estande à contaminação da fibra, torna-se fundamental construir um sistema de defesa mais estratégico e resiliente.
Para atender a essa necessidade, o uso de produtos biológicos no algodão tem ganhado cada vez mais destaque dentro dos programas de manejo integrado.
A força da natureza a favor da lavoura: entendendo o papel dos bioinsumos no controle de pragas de algodão
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) no algodão é uma estratégia que enxerga a lavoura como um ecossistema complexo.
Para colocar essa estratégia em prática, os produtos biológicos, ou bioinsumos, surgem como ferramentas fundamentais. Eles são desenvolvidos a partir de organismos vivos, como fungos e bactérias, e atuam como reguladores populacionais das principais pragas do algodão.
A decisão de incorporar produtos biológicos ao manejo de pragas do algodoeiro proporciona benefícios que se estendem por toda a safra e além dela, representando um investimento na sustentabilidade e na resiliência da produção.
Alta seletividade
O benefício mais imediato é a alta seletividade. Por se tratar de uma estratégia de controle com grande especificidade à praga-alvo, o uso de biológicos no manejo de pragas do algodão contribui para a manutenção de populações de inimigos naturais já presentes na lavoura.
Preservação das tecnologias de controle
A longo prazo, a vantagem mais estratégica é a preservação das tecnologias de controle. A rotação dos métodos de controle com biológicos, que possuem modos de ação completamente diferentes, diminui a pressão de seleção sobre as pragas. Isso protege a eficácia das tecnologias, prolongando sua vida útil.
Múltiplas barreiras de defesa
Finalmente, os biológicos atuam em sinergia com outras ferramentas. Eles não vêm para substituir, mas para somar, criando um sistema de manejo com múltiplas barreiras, muito mais robusto e preparado para os complexos desafios fitossanitários da cotonicultura moderna.
Portanto, a incorporação de bioinsumos no manejo do algodoeiro representa uma evolução na proteção de cultivos. É uma decisão estratégica que não apenas protege a lavoura na safra atual, mas também investe na longevidade e na resiliência do sistema produtivo, aliando alta performance com responsabilidade ambiental.
Para que essa filosofia de manejo se traduza em resultados práticos no campo, o produtor precisa de ferramentas que materializem esses benefícios. A ciência por trás do controle biológico avançou para criar soluções que unem eficácia, seletividade e facilidade de uso, respondendo diretamente às necessidades do cotonicultor moderno.
NETURE™: o biológico que abre novos horizontes no controle de pragas do algodão

NETURE™ é a materialização da ciência biológica avançada em uma ferramenta de alta performance para o cotonicultor. Esse bioinseticida da Syngenta foi desenvolvido para se integrar ao Manejo Integrado de Pragas (MIP), oferecendo rápido poder de ação, maior residual e espectro no controle das pragas do algodão.
Ele representa a nova geração do controle biológico. Sua formulação inovadora foi projetada para proteger tanto a produtividade quanto a qualidade da fibra, os dois pilares da rentabilidade na cultura do algodão.
Um mecanismo de ação inteligente e multifacetado
O poder de NETURE™ reside na combinação sinérgica de duas espécies de bactérias exclusivas: a Pseudomonas chlororaphis e a Pseudomonas fluorescens. Juntas, elas proporcionam um controle robusto por meio de múltiplos e complementares modos de ação.
A ação de controle direto é liderada pela Pseudomonas chlororaphis. Ela produz metabólitos inseticidas, como precursores de nicotina (nornicotina), que ficam prontamente disponíveis após a aplicação e têm forte ação sobre um amplo espectro de sugadores, garantindo a rapidez de ação do produto.
Adicionalmente, essa bactéria produz as proteínas FitD e FitE. Quando ingeridas pelos insetos, elas atuam diretamente no sistema nervoso, causando paralisia da musculatura, e no trato digestivo, interrompendo o processo de alimentação e levando as pragas à morte.
Um grande diferencial de NETURE™ é sua capacidade dos seus agentes biológicos de induzir a planta a produzir terpenos voláteis. Esses compostos atuam como repelentes naturais, liberando voláteis que afastam os insetos da lavoura, contribuindo para uma proteção mais eficiente e prolongada.
Enquanto a praga é controlada, a Pseudomonas fluorescens trabalha a favor da lavoura. Ela produz quitinases e sideróforos que promovem o crescimento das plantas, melhorando o estabelecimento da cultura, o vigor vegetativo e a tolerância a estresses ambientais.
Foco preciso: controle das principais pragas do algodão
NETURE™ é um bioinseticida com um amplo espectro de controle, direcionado para o controle dos principais alvos que ameaçam a cultura do algodão, conforme registrado em bula.
NETURE™ é eficaz contra:
- pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii), praga-chave do início do ciclo e transmissora de viroses;
- mosca-branca (Bemisia tabaci raça B), um dos principais alvos, devido ao seu potencial de dano e contaminação da fibra;
- percevejo-marrom (Euschistus heros), que ataca as estruturas reprodutivas e compromete a formação das maçãs;
- tripes (Frankliniella schultzei) e caro-rajado (Tetranychus urticae), pragas que causam danos significativos no estabelecimento da cultura e em fases posteriores.
Aliando performance agronômica à praticidade operacional
A inovação de NETURE™ vai além de sua eficácia no campo. Ela se estende à versatilidade e à conveniência, fatores decisivos no dia a dia da fazenda.
Um dos seus maiores benefícios práticos é o armazenamento, pois NETURE™ não necessita de refrigeração, facilitando toda a logística e o manuseio do produto.
Além disso, sua formulação foi desenvolvida para ser compatível em misturas de tanque com os principais defensivos químicos. Essa característica é fundamental para otimizar as pulverizações, reduzindo o número de entradas na lavoura e, consequentemente, economizando tempo, combustível e recursos do produtor.
A incorporação de NETURE™ ao manejo representa, portanto, um salto de performance. Seu amplo espectro sobre o complexo de sugadores do algodoeiro, aliado à maior rapidez de ação entre os biológicos, entrega um controle robusto e confiável. Essa combinação de eficácia e velocidade se traduz no que todo cotonicultor busca para proteger sua lavoura: máximo controle.
Aliado a esse poder, NETURE™ foi projetado para a realidade do campo, oferecendo versatilidade e conveniência. A característica de não necessitar de refrigeração e ser compatível em misturas de tanque simplifica a logística e otimiza as operações. Essa facilidade de uso define a máxima praticidade do produto, consolidando-o como o biológico que abre novos horizontes no controle de pragas.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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