Café
Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem
Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]
Grandes desafios aguardam o setor cafeeiro em 2024
Os cafeicultores devem enfrentar alguns desafios em 2024, o primeiro deles é o clima, com o fenômeno El Niño em ação, além do preço.
O papel da Agricultura de Precisão no futuro do agro
O ritmo do agronegócio mudou e quem não acompanhar pode ficar para trás. A agricultura de precisão já é realidade em quase metade das propriedades brasileiras e se consolida como a estratégia mais eficiente para produzir mais, gastar menos e reduzir riscos. Entenda por quê.
Mercado brasileiro de biodefensivos cresce 18% e movimenta R$ 4,35 bilhões na safra 2024/25
Resistência de pragas a defensivos químicos e exigência por alimentos com menor resíduo impulsionam expansão do setor; Syngenta amplia portfólio biológico para atender nova demanda
Safra de café 2026 começa com otimismo, mas divergências nas estimativas ainda geram cautela
A colheita de café no Brasil já começou em diferentes regiões produtoras, trazendo um cenário amplamente positivo no campo. Produtores relatam uma safra de boa qualidade, com grãos maiores e bem formados, fator que impacta diretamente o rendimento, já que menos grãos são necessários para completar uma saca de 60 quilos. Esse desempenho inicial é […]
Previsão do El Niño 2026/2027: INMET confirma fenômeno forte e alerta produtores
A previsão do El Niño 2026/2027 foi oficializada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que confirmaram a configuração do fenômeno em junho e projetam intensidade elevada nos próximos meses. Os modelos climáticos apontam probabilidade acima de 90% de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027, com alta chance de […]

22/04/2026
El Niño 2026: saiba como ele pode afetar a sua lavoura
O setor agropecuário brasileiro já acendeu o sinal de alerta. Após um período de neutralidade climática, as projeções mais recentes do Centro de Previsão Climática (CPC) da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indicam uma probabilidade superior a 80% para a consolidação do fenômeno El Niño até o final de 2026. Com indícios de que o evento possa atingir […]...
O setor agropecuário brasileiro já acendeu o sinal de alerta. Após um período de neutralidade climática, as projeções mais recentes do Centro de Previsão Climática (CPC) da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indicam uma probabilidade superior a 80% para a consolidação do fenômeno El Niño até o final de 2026.
Com indícios de que o evento possa atingir forte intensidade, o chamado “Super El Niño”, o produtor rural precisa antecipar decisões para proteger a produtividade e a saúde financeira do negócio.
O cenário climático: a “gangorra” das chuvas no Brasil
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, o que altera drasticamente a circulação atmosférica global. No Brasil, esse fenômeno atua como uma “gangorra” climática, provocando efeitos opostos entre as regiões:
- Região Sul: historicamente, o El Niño favorece volumes de chuva significativamente acima da média, especialmente durante o inverno e a primavera.
- Norte e Nordeste: o risco de secas severas e ondas de calor extremo aumenta, o que pode comprometer a disponibilidade hídrica para as lavouras e pastagens.
- Centro-Oeste e Sudeste: a transição para o fenômeno tende a trazer instabilidade, com temperaturas elevadas e chuvas irregulares que podem atrasar a janela de plantio da safra de verão.
Impactos nas principais culturas: do café aos grãos
A chegada do El Niño no segundo semestre de 2026 impacta diretamente o calendário agrícola de culturas estratégicas. Segundo especialistas da Rural Clima, culturas como o café e a cana-de-açúcar podem enfrentar dificuldades se o inverno e a primavera forem excessivamente úmidos, o que atrapalha as operações de colheita e prejudica a qualidade do produto final.
Para os grãos (soja e milho), o cenário é misto. Embora a maior regularidade de chuvas no Sul possa beneficiar o desenvolvimento vegetativo inicial, o excesso de umidade no solo dificulta a entrada de máquinas no campo e aumenta a vulnerabilidade a pragas e doenças fúngicas, como a ferrugem asiática. No trigo, o excesso de chuva durante a fase de floração e colheita costuma reduzir o pH dos grãos e a produtividade total.
Estratégias de manejo para enfrentar o “Super El Niño”
Diante da iminência de um evento intenso, o manejo técnico passa a ser o diferencial entre o lucro e o prejuízo. O planejamento deve começar pela escolha da semente e pelo ajuste do cronograma de atividades.
- Ajuste da janela de plantio: monitorar os boletins meteorológicos locais para evitar o semeio em períodos de saturação hídrica ou veranicos prolongados.
- Proteção fitossanitária: com a umidade alta, o uso estratégico de fungicidas foliares deve ser intensificado para conter surtos de doenças que prosperam no calor úmido.
- Gestão de solos e drenagem: no Sul, a manutenção de sistemas de drenagem e a adoção do plantio direto são muito importantes para evitar a erosão e o encharcamento.
- Irrigação eficiente: no Norte e Nordeste, sistemas de irrigação bem dimensionados podem ser necessários para atenuar os efeitos da estiagem prolongada.
Monitoramento constante é a chave
Institutos como o INMET e a Epagri/Ciram pontuara que, embora a probabilidade do El Niño seja alta, sua intensidade exata e o tempo de duração ainda podem oscilar conforme a transição climática avança. O produtor que investe em tecnologia de precisão e monitoramento hídrico terá ferramentas melhores para reagir rapidamente às mudanças.
O fenômeno não deve ser visto apenas como uma ameaça, mas como um fator previsível que exige adaptação. Com o PIB agropecuário projetado para um crescimento modesto de 0,5% em 2026, a eficiência no manejo climático será o principal pilar para garantir a rentabilidade da porteira para dentro.
Você já revisou o seu cronograma de pulverização considerando o aumento da umidade previsto para o próximo semestre?
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