A agricultura brasileira, reconhecida por sua resiliência e capacidade de inovação, precisa lidar com um campo em constante evolução. Safra após safra, o produtor de milho se depara com desafios que testam os limites de suas estratégias e tecnologias.
Como discutido em nosso conteúdo anterior, a pressão crescente de pragas do milho, como a cigarrinha-do-milho e o complexo de percevejos, já havia se consolidado como um dos principais fatores limitantes da produtividade.
No entanto, o cenário atual revela que a complexidade desse desafio atingiu um novo patamar.
A combinação de sistemas de cultivo intensificados, a imprevisibilidade climática e, principalmente, a impressionante capacidade de adaptação biológica das pragas, criou uma “tempestade perfeita” nas lavouras.
Por isso, a nova era do manejo de pragas no milho demanda uma visão sistêmica, que construa, desde a base, uma lavoura mais forte, equilibrada e, acima de tudo, resiliente.
Este conteúdo aprofunda o diagnóstico desse novo cenário, analisa os dados alarmantes das últimas safras e aponta o caminho para a evolução do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no milho, em que a tecnologia e a biologia andam de mãos dadas para proteger o futuro da sua produtividade.
Pragas no milho: por que o manejo precisa ir além do convencional?
Por anos, o agricultor confiou em um conjunto ferramentas que, juntas, ofereciam um controle eficiente das principais pragas no milho.
Contudo, a dependência em um número limitado de estratégias convencionais nas últimas safras, somada à pressão de seleção contínua das populações de pragas, começou a expor desafios nesse modelo de manejo.
Na última safra de milho, o custo direto de produção disparou com o maior número de aplicações de defensivos, muitas delas não previstas no planejamento inicial da safra.
Ao mesmo tempo, o potencial de perda de produtividade é alarmante. Infestações severas de cigarrinha podem levar a perdas superiores a 70% da produção, enquanto o ataque de percevejos na fase inicial pode comprometer até 50% do potencial produtivo do milho.
Isso tornou o manejo de pragas no milho mais complexo e oneroso, exigindo uma reavaliação crítica e a integração de novas táticas de controle no campo.

Inclusão de bioinseticidas no manejo integrado de pragas do milho: a evolução do MIP
O controle biológico, com o uso de bioinseticidas de alta performance, tem se tornado, cada vez mais, um novo componente central da proteção do milho.
Bioinseticidas de alta performance: a ciência a favor do campo
Longe da imagem de soluções simples, a nova geração de produtos biológicos representa um verdadeiro salto tecnológico no campo.
A ciência por trás desses produtos evoluiu de forma exponencial, resultando em bioinseticidas que unem a força da natureza com a precisão da ciência para trazer consistência e eficiência para o controle de pragas do milho.
Como os bioinseticidas agem no controle das pragas do milho?
A eficiência dos bioinseticidas modernos está em seus mecanismos de ação, que são seletivos e complementares a outras ferramentas do MIP.
Uma das frentes de ação é o controle direto da praga. Os agentes biológicos atuam como verdadeiras “biofábricas”, produzindo um complexo de metabólitos e proteínas inseticidas que levam os insetos à morte.
Além dessa ação de choque, os agentes biológicos podem induzir a planta a produzir compostos voláteis que exercem um forte efeito de repelência, afastando pragas e novas infestações da lavoura de forma prolongada.
Complementando o controle, alguns microrganismos ainda atuam diretamente no fortalecimento da planta. Elas produzem compostos que, além de auxiliarem na ação inseticida, ativam as defesas naturais do milho.
Todos esses mecanismos de ação, quando somados, trazem inúmeros benefícios para o produtor.
Leia também: Cigarrinha e percevejos: como os biológicos protegem o milho

Vantagens que simplificam a rotina: os benefícios dos bioinseticidas no campo
A nova geração de bioinseticidas foi desenvolvida para superar as barreiras operacionais que historicamente dificultaram a adoção de biológicos no MIP. Eles oferecem vários benefícios que trazem mais praticidade para o manejo do produtor.
Dentre elas, podemos destacar:
- Facilidade de integração operacional: a evolução nas formulações dos bioinseticidas modernos removeu barreiras logísticas significativas. Muitos produtos atuais apresentam maior estabilidade, dispensando a necessidade de armazenamento refrigerado e simplificando o manejo no dia a dia da fazenda.
- Otimização das pulverizações: desenvolvidos com foco na rotina do campo, os bioinseticidas de nova geração são projetados para serem compatíveis com a mistura em tanque junto a outros defensivos. Isso permite que o produtor integre o controle biológico às suas aplicações já programadas, otimizando o uso de maquinário e mão de obra.
- Consistência e rapidez de resultados: a tecnologia biológica de ponta oferece uma performance robusta e confiável. Com ação rápida e eficácia comprovada contra um amplo espectro de pragas, esses produtos se consolidam como ferramentas estratégicas e consistentes dentro do MIP.
Essa união entre alta performance e conveniência operacional define a nova geração de defensivos biológicos. A Syngenta Biologicals materializa essa evolução em NETURE®, uma inovação que redefine o padrão de controle de pragas no milho.
Leia também: Inseticidas biológicos: solução sustentável no manejo de pragas
NETURE®: o biológico que abre novos horizontes no controle de pragas do milho

Desenvolvido para entregar máximo controle com a máxima praticidade, o bioinseticida NETURE® da Syngenta Biologicals é a prova de que o manejo integrado de pragas no milho pode ser eficiente, sustentável e perfeitamente integrado à rotina do campo.
Sua alta eficácia no controle de pragas no milho está baseada na ação sinérgica de duas espécies de bactérias, Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens, que entregam uma dupla ação.
Ação inseticida e repelente
A bactéria P. chlororaphis atua de forma robusta no controle direto das pragas. Ela produz um complexo de metabólitos e proteínas inseticidas, como as proteínas FitD e FitE.
Quando ingeridas por insetos-praga, como cigarrinhas e percevejos, essas proteínas causam paralisia e a interrupção imediata da alimentação, levando-os à morte.
Além dessa ação de choque, a bactéria induz a planta a produzir terpenos voláteis, compostos que criam um verdadeiro escudo repelente, afastando novas pragas da lavoura e oferecendo uma proteção prolongada.
Ação bioativadora
Complementando o controle, a bactéria P. fluorescens atua diretamente no fortalecimento da planta. Ela produz compostos que, além de auxiliarem na ação inseticida, promovem o crescimento e ativam as defesas naturais do milho.
Esse efeito bioativador resulta no melhor estabelecimento do milho, maior vigor e maior tolerância a estresses, tanto bióticos (ataque de pragas) quanto abióticos (como o estresse hídrico).
Portanto, a ação dos agentes biológicos de NETURE® é aditiva ao manejo do produtor: além de controlar as principais pragas do milho, ela é benéfica às plantas, tornando-as mais fortes e mais capazes de se defender.
Máximo controle, máxima praticidade: integrando NETURE® ao manejo integrado de pragas no milho
NETURE® também foi desenvolvido pensando no dia a dia do produtor, oferecendo uma série de benefícios que facilitam a sua integração ao MIP. Dentre os principais, pode-se destacar:
- Sem necessidade de refrigeração: uma das principais vantagens de NETURE® é que o produto não precisa ser refrigerado, eliminando um grande obstáculo logístico e facilitando o dia a dia na fazenda.
- Compatibilidade em tanque: sua formulação é totalmente compatível com a mistura em tanque com os principais defensivos químicos, permitindo que o produtor integre o controle biológico em suas operações de pulverização já planejadas, otimizando tempo e recursos.
- Amplo espectro e rapidez de ação: NETURE® entrega a performance e a confiabilidade que o produtor espera de uma tecnologia de ponta, com um controle rápido e eficaz sobre um amplo espectro de pragas do milho.
Esses diferenciais de NETURE® provam que adotar uma estratégia mais sustentável e resiliente não significa sacrificar a conveniência ou a performance. Pelo contrário, a tecnologia biológica moderna oferece o máximo controle com a máxima praticidade.
O presente e o futuro do manejo de pragas no milho é mais inteligente, mais forte e mais biológico
A jornada da cultura do milho nessa última safra deixou uma lição clara: o cenário de pragas mudou de forma fundamental e as estratégias de manejo precisam acompanhar essa transformação.
A crescente pressão de cigarrinhas, percevejos e lagartas, somada à perda de eficácia de ferramentas convencionais, demonstrou que o manejo convencional de pragas do milho precisa evoluir.
Com base nesse novo paradigma, NETURE® está se tornando um pilar na nova era de manejo de pragas do milho.
Ao unir múltiplos modos de ação com um efeito bioativador, NETURE® é a resposta para os novos desafios no manejo de pragas do milho, oferecendo eficácia, previsibilidade e sustentabilidade.
O futuro do manejo é, sem dúvida, mais inteligente, mais resiliente e mais biológico.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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