colheita da cana-de-açúcar chega carregada de expectativa. Após um ciclo marcado por estiagem, incêndios e queda de na produção de cana, as projeções da Conab apontam para 709,1 milhões de toneladas produzidas, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior. 

É o cenário de recuperação que o setor esperava. E é exatamente por isso que o que acontece dentro da porteira, neste momento, importa mais do que nunca. 

Em um ano de maior volume projetado, proteger o potencial produtivo é o que vai definir quem transforma expectativa em tonelada colhida. E esse processo começa pelo que o campo já está revelando. 

Neste conteúdo, você vai entender por que a colheita da cana é um dos momentos mais críticos para a tomada de decisão no canavial, quais riscos operam de forma oculta durante essa fase e como a leitura técnica correta pode proteger o TCH e preservar a longevidade do canavial. Continue a leitura! 

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Perspectiva de alta, com riscos que variam por região 

A projeção de Conab representa mais do que um número: é a confirmação de que o setor superou os impactos do ciclo anterior e chega à nova safra em posição mais robusta.  

Mas cada região traz consigo desafios que podem afetar diretamente a colheita da cana: 

  • São Paulo: maturação tardia por excesso de umidade pressiona o ATR no início da colheita; 
  • Minas Gerais: ATR sob pressão nas áreas que sofreram com estiagem, altas temperaturas e incêndios na safra anterior, comprometendo a rebrota e o desenvolvimento das lavouras; 
  • Mato Grosso do Sul: avanço do bicudo-da-cana nas áreas produtoras; 
  • Paraná: veranicos que podem comprometer o desenvolvimento dos canaviais. 

Identificar quais desses riscos estão presentes em cada área é o primeiro movimento de quem colhe com resultado. 

O que pressiona o resultado na colheita da cana 

O resultado da colheita da cana é pressionado por múltiplas frentes ao mesmo tempo. Algumas aparecem de forma direta na balança, enquanto outras permanecem ocultas ao longo do ciclo.  

Clima 

A mais clara é o clima. A safra 2025/26 deixou a lição em números: estiagem prolongada, altas temperaturas e incêndios derrubaram o TCH médio em 4,1%, com quedas ainda mais expressivas em Estados como Goiás e Minas Gerais.  

A safra 2026/27 começou em condição mais favorável, e o tempo mais seco de abril contribuiu para acelerar o ritmo da colheita nas principais regiões produtoras. Mas o El Niño já está no radar dos modelos meteorológicos para o segundo semestre, com potencial de interferir no regime de chuvas e nas temperaturas durante fases críticas do desenvolvimento dos canaviais. 

Pragas, doenças e nematoides 

Pragas, doenças e nematoides formam uma pressão crescente sobre os canaviais brasileiros e, diferentemente do clima, não dependem de um evento pontual para causar dano: agem de forma contínua ao longo do ciclo da cana, reduzindo TCH e ATR safra após safra, até que a soqueira já não tenha condição de recuperação. 

No Mato Grosso do Sul, um dos estados com melhor desempenho de TCH no ciclo anterior, o bicudo-da-cana avança em soqueiras antigas e já exige manejo intensivo das usinas. Em casos graves, as infestações podem causar a morte de até 60% dos perfilhos, com perdas de 20 a 30 toneladas por hectare ao ano, forçando reformas antes mesmo do segundo corte. 

Dano no colmo da cana pelo bicudo-da-cana (Sphenophorus levis).

Operação  

Por fim, não podemos deixar de destacar os próprios impactos das operações de colheita e pós-colheita. O maior volume a ser colhido reduz a janela disponível para o manejo adequado das soqueiras.  

pós-colheita carrega o mesmo peso de decisão. Estudos da Embrapa indicam que a maior parte das falhas em soqueiras ocorre por falta de correção nutricional adequada e por estresses acumulados, problemas que se instalam nas primeiras semanas após o corte e só aparecem com clareza no ciclo seguinte. 

É nesse contexto que o produtor se vê diante de um conjunto de decisões necessárias para reduzir os riscos para o próximo ciclo da cana. 

O movimento certo: ler o canavial antes de agir 

Fazer o movimento certo após a colheita da cana começa por ler o canavial antes de agir, considerando as particularidades de cada área.  

Uma área que sofreu déficit hídrico no ciclo anterior carrega riscos distintos de outra afetada por excesso de chuvas na brotação.  

Um talhão em terceiro corte com histórico de TCH estável tem necessidades diferentes de uma soqueira em quinto corte com reboleiras de nanismo. 

Independente do cenário, o canavicultor precisa de informação para agir. Não qualquer informação, mas aquela que transforma observação de campo em diagnóstico, e diagnóstico em decisão.  

Saber onde está o risco, qual é o seu tamanho e quando a janela de intervenção ainda está aberta é o que diferencia uma decisão bem fundamentada de uma resposta ao problema que já virou perda. 

Produtor fazendo o monitoramento do canavial.

Por que essa decisão pesa mais agora 

Com o ATR projetado em queda de 6,4% para a próxima safra e os custos operacionais ainda pressionados, cada tonelada não colhida por problema fitossanitário, cada soqueira comprometida por manejo pós-colheita insuficiente e cada reforma antecipada pesam mais na conta do canavicultor. 

É nesse processo que a Syngenta atua como parceira estratégica: com informação, suporte técnico e tecnologia para apoiar produtores e usinas a identificarem o risco antes que ele se transforme em desconto na balança.  

Em um ambiente de margens pressionadas e variabilidade crescente, o diferencial não está em reagir mais rápido ao problema, mas em antecipá-lo com a informação certa, no momento certo e aplicando a melhor solução para o desafio do canavial. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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