O Brasil deve ampliar a área de cultivo de soja pela vigésima vez consecutiva na safra de soja 2026/27. É o que aponta o primeiro levantamento da consultoria Datagro, que projeta 49,3 milhões de hectares semeados com a oleaginosa no país. O número representa um incremento de apenas 0,3% frente à área de 2025/26, mas confirma a tendência de expansão que já dura duas décadas. 

Produtividade recorde impulsiona a safra de soja 2026/27 

Se as condições climáticas se mantiverem favoráveis, ainda que com alguma instabilidade localizada, a Datagro estima uma produtividade média nacional de 3.763 kg por hectare. Confirmado, esse rendimento superaria em 1% o recorde já registrado no ciclo atual, de 3.718 kg/ha. 

A combinação de área maior com produtividade recorde eleva o potencial produtivo do país a 185,6 milhões de toneladas de soja, um avanço de 1% sobre o volume colhido na temporada atual. 

Primeira safra de milho tem área maior, mas produtividade menor 

Para o milho de primeira safra, a Datagro projeta: 

  • Área de 4,3 milhões de hectares, alta de 2% frente a 2025/26 
  • Produtividade média de 6.871 kg/ha, queda de 3% na comparação anual 
  • Produção potencial de 29,4 milhões de toneladas, 1% abaixo do colhido na safra atual 

Safrinha de milho projeta extensão recorde de área 

Responsável por mais de 80% da produção nacional do cereal, o milho de inverno também deve crescer em área na temporada 2026/27. A consultoria calcula: 

  • 19,4 milhões de hectares, 3% acima de 2025/26 e extensão recorde para a safrinha 
  • Produtividade média preliminar de 6.606 kg/ha 
  • Potencial produtivo de 118,1 milhões de toneladas, 2% acima do previsto para a safra atual 

Somando as duas safras de milho, a Datagro projeta um volume total de 147,5 milhões de toneladas, 2% superior a 2025/26, o que renovaria o recorde histórico do cereal no país. 

O que esperar até a confirmação dos números 

Os dados divulgados pela Datagro são preliminares e dependem diretamente do comportamento do clima ao longo do plantio e desenvolvimento das lavouras. Instabilidades localizadas já são consideradas na projeção, mas qualquer mudança relevante no regime de chuvas pode alterar tanto a área efetivamente semeada quanto a produtividade final, tanto da soja quanto do milho. 

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