A safra de cana-de-açúcar 2026/27 no Brasil, que se inicia em abril, projeta um aumento significativo na produção total em comparação com o ciclo anterior, segundo o primeiro levantamento da Conab.  

A estimativa inicial aponta para 709,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, representando um crescimento de 5,3% em relação à safra de cana-de-açúcar 2025/26. Esse volume é um reflexo das condições climáticas mais favoráveis observadas em 2025, o que contribui para uma produtividade média superior. 

Esse cenário promissor, contudo, é acompanhado por uma dinâmica de mercado complexa, com a pressão nos preços internacionais do açúcar contrastando com a maior atratividade do etanol. 

Neste artigo, será abordado o panorama completo da safra de cana-de-açúcar 2026/27, explorando as projeções de produção, as tendências de mercado para açúcar e etanol, e as implicações para o setor sucroenergético brasileiro, que se posiciona como protagonista global. Confira! 

O cenário da produção de cana-de-açúcar para 2026/27 

primeiro levantamento da Conab para a safra de cana-de-açúcar 2026/27 indica uma perspectiva positiva para a produção nacional. A cana-de-açúcar tem demonstrado vigor, impulsionada por um clima que beneficiou a cultura ao longo de 2025.  

Esse crescimento é suportado não só pelo clima, mas também pela expansão da área cultivada. Observa-se a migração de áreas de pastagem e, em alguns Estados, áreas anteriormente destinadas a culturas anuais para o cultivo de cana-de-açúcar.  

Essa ampliação reflete a expectativa de manutenção do Brasil como o principal produtor mundial de açúcar e o aumento na produção de etanol. 

Destaques regionais da safra de cana-de-açúcar 2026/27 

As regiões produtoras de cana-de-açúcar apresentam diferentes dinâmicas no início da safra de cana-de-açúcar 2026/27. A região Sudeste, a principal do país, estima uma produção de 459,1 milhões de toneladas, 6,8% acima da safra anterior. A área colhida nesta região deverá crescer 2,1%, atingindo 5,7 milhões de hectares. 

  • Sudeste: produtividade média de 80.852 kg/ha, crescimento de 4,6%. Este volume dará suporte ao aumento na produção de etanol anidro e hidratado. 
  • Centro-Oeste: com 154,5 milhões de toneladas, aumento de 2,8%. A produtividade média deverá ser de 77.595 kg/ha, com crescimento de 1%. 
  • Nordeste: a produção de cana-de-açúcar é estimada em 55,2 milhões de toneladas, 3,7% a mais do que na safra 2025/26. A colheita deve iniciar na maioria dos Estados da região a partir de agosto. 
  • Norte: estima-se 4,2 milhões de toneladas, um crescimento de 9,7% impulsionado por um aumento de 10,2% na produtividade média, apesar de uma leve redução de 0,5% na área colhida. 
  • Sul: a produção na região deverá ser de 36,2 milhões de toneladas, um aumento de 0,6% em comparação com a última safra. 

A dinâmica de açúcar e etanol no mercado 

O cenário para os subprodutos da cana-de-açúcar em 2026/27 revela tendências distintas. Enquanto a produção de etanol segue em trajetória de expansão, a de açúcar enfrenta pressões no mercado internacional. 

produção de açúcar é estimada em 43,95 milhões de toneladas, uma redução de 0,5% em relação à safra anterior. A manutenção da produção de açúcar tem como desafio os preços internacionais, que permanecem pressionados.  

Em contraste, o mercado se mostra mais favorável ao etanol. A produção de etanol total, somando as fontes de cana-de-açúcar e milho, é estimada em 40,69 bilhões de litros, um aumento expressivo de 8,5% sobre a safra anterior. 

  • Etanol de cana-de-açúcar: projeta-se 29,26 bilhões de litros, um aumento de 7,1%. Desse total, 10,97 bilhões de litros são de etanol anidro (+8,4%) e 18,29 bilhões de litros de etanol hidratado (+6,3%). 
  • Etanol de milho: continua sua trajetória de crescimento, com uma estimativa de 11,43 bilhões de litros, representando um recorde e um aumento de 12,3% para a safra. A Região Centro-Oeste é a principal produtora, mas o Nordeste também ganha destaque com novas unidades. 

Essa dinâmica é influenciada pelas tensões geopolíticas mundiais e pela alta nos preços do petróleo, o que torna o biocombustível mais competitivo. A flexibilidade industrial das usinas permite ajustar o mix produtivo conforme o comportamento dos preços. 

O que esse ciclo significa para o produtor e o gestor de fazenda 

Diante do cenário de uma safra de cana-de-açúcar 2026/27 com projeções positivas de volume, mas com desafios no mercado de açúcar e oportunidades na produção de etanol, o planejamento estratégico torna-se fundamental para o produtor rural. As incertezas associadas ao petróleo, ao câmbio e ao cenário geopolítico global continuam a influenciar as decisões de mix e a formação de preços. 

É recomendável que o produtor avalie de perto as condições de manejo da lavoura, otimizando o uso de tecnologias e práticas agrícolas que potencializem a produtividade e a qualidade da cana-de-açúcar. A busca por informações atualizadas e o diálogo com especialistas são essenciais para ajustar as estratégias ao longo do ciclo produtivo. 

A Syngenta, como parceira do produtor, oferece soluções e conhecimentos para auxiliar no manejo da lavoura de cana-de-açúcar, permitindo que as decisões sejam tomadas com base em dados técnicos e manejo consciente. 

Perspectivas e decisões estratégicas na safra de cana-de-açúcar 2026/27 

A safra de cana-de-açúcar 2026/27 começa com um diagnóstico claro: maior área, melhor produtividade e um mercado que favorece o etanol. Mas como em todo início de ciclo, os números das projeções só se confirmam (ou se ajustam) ao longo dos meses.  

A informação, neste contexto, não é só uma vantagem competitiva, é uma necessidade operacional. 

Para o produtor, o foco no manejo da lavoura e na adoção de tecnologias que otimizem a produtividade e a qualidade do ATR (Açúcar Total Recuperável) é crucial.  

A capacidade de adaptar o mix de produção entre açúcar e etanol, conforme a dinâmica do mercado, será um diferencial competitivo. O Brasil, como líder global, fortalece sua posição ao aliar volume produtivo com inteligência de mercado, essencial para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do ciclo que se inicia. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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