O uso de biofungicida no controle de cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) tem se mostrado uma estratégia cada vez mais relevante dentro dos programas de manejo do milho. Em um cenário de pressão crescente por produtividade, sustentabilidade e proteção das tecnologias químicas, o uso de soluções biológicas à base de microrganismos como os Bacillus spp. vem ganhando protagonismo, especialmente quando integrado ao manejo convencional de doenças foliares.
A cercosporiose é uma das principais doenças foliares do milho no Brasil. Causada por um fungo que se dissemina facilmente via esporos transportados pelo vento e respingos de chuva, ela compromete o aparato fotossintético das plantas, acelera a senescência foliar e pode reduzir significativamente o rendimento da lavoura, com perdas que variam de 20% a mais de 60%, dependendo da severidade e da suscetibilidade do híbrido. O impacto se torna ainda maior em áreas de plantio sucessivo e em regiões com alta umidade e temperatura, o que favorece o ciclo do patógeno.
Diante desse desafio, soluções inovadoras e complementares ao controle químico têm ganhado espaço no campo. É nesse contexto que os biofungicidas, especialmente aqueles formulados com microrganismos antifúngicos comprovados, como Bacillus subtilis, B. velezensis e B. pumilus, vêm se consolidando como aliados estratégicos na proteção do milho. Seu uso permite ao produtor ampliar o espectro de defesa da lavoura, preservar a eficácia das moléculas químicas e contribuir para um sistema produtivo mais equilibrado e sustentável.
Ficha rápida: cercosporiose do milho
| Agente causal | Cercospora zeae-maydis |
| Perda de produtividade | 20% a mais de 60%, dependendo da severidade e do híbrido |
| Sintomas | Lesões retangulares acinzentadas com halo amarelado nas folhas |
| Condições favoráveis | Alta umidade e temperatura; plantio sucessivo (milho safrinha) |
| Sobrevivência do fungo | Restos culturais na superfície do solo (plantio direto) |
| Agentes biológicos | Bacillus subtilis, B. velezensis e B. pumilus |
| Solução Syngenta | REVERB® |
Principais pontos
- A cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) pode causar perdas de 20% a mais de 60% na produtividade do milho.
- O fungo sobrevive em restos culturais, favorecido pelo plantio sucessivo e pela ausência de rotação de culturas.
- O Manejo Integrado de Doenças (MID) combina híbridos tolerantes, rotação de culturas e monitoramento constante.
- Biofungicidas à base de Bacillus reduzem a pressão de seleção sobre os fungicidas químicos.
- REVERB® combina 3 espécies de Bacillus (subtilis, velezensis, pumilus), com alta capacidade de colonização foliar.
- REVERB® é compatível com fungicidas químicos, permitindo aplicações combinadas ou intercaladas.
O que é a cercosporiose e como ela afeta o milho?
A cercosporiose do milho é provocada por um fungo do gênero Cercospora que sobrevive em restos culturais e se propaga principalmente por esporos disseminados pelo vento e pela água.
Seu ciclo epidemiológico é favorecido por áreas cultivadas com milho em sucessão (milho safrinha), ausência de rotação de culturas e plantio direto, práticas que mantêm resíduos vegetais na superfície do solo, facilitando a sobrevivência do patógeno.
As lesões típicas da doença têm forma retangular e coloração acinzentada, com halo amarelado em volta. Elas se desenvolvem lentamente, mas, em condições favoráveis, coalescem e cobrem a maior parte da superfície foliar, resultando em redução drástica da fotossíntese e do vigor da planta.
Com ciclos de infecção curtos e alta capacidade de reprodução do fungo, a cercosporiose no milho pode se alastrar rapidamente pelo talhão. Além da redução de produtividade, em casos severos pode ocorrer o acamamento das plantas, dificultando a colheita e agravando ainda mais as perdas.
Qual a importância do manejo integrado no controle da cercosporiose?
A cercosporiose é uma doença foliar complexa, de alta adaptabilidade e difícil controle quando manejada de forma isolada. Nesse cenário, o manejo integrado de doenças (MID) se consolida como a principal abordagem recomendada pelos especialistas em fitopatologia, pois permite enfrentar a doença sob múltiplas frentes, promovendo não só o controle imediato, mas também a sustentabilidade e a longevidade das tecnologias utilizadas na lavoura.
O conceito de manejo integrado vai além da combinação de produtos: trata-se de uma estratégia baseada na tomada de decisão técnica, preventiva e sustentável, que considera o conhecimento da biologia do patógeno, as condições ambientais, a dinâmica populacional da doença e as interações do agroecossistema.
No caso da cercosporiose do milho, essa abordagem é ainda mais crítica, pois o patógeno sobrevive em restos culturais, possui elevada capacidade de esporulação e se dissemina rapidamente, exigindo respostas estratégicas por parte do produtor.
Entre os principais pilares do MID para cercosporiose, destacam-se:
- Uso de híbridos com tolerância genética à doença, como primeira barreira contra a infecção;
- Rotação de culturas e espaçamento adequado entre plantas, que reduzem o inóculo inicial e favorecem a circulação de ar na lavoura;
- Eliminação ou manejo de resíduos culturais infectados, visando interromper o ciclo do patógeno;
- Monitoramento constante da lavoura, com base em níveis de dano econômico, para decisões mais assertivas sobre aplicações;
- Aplicações químicas estrategicamente posicionadas, preferencialmente com alternância de ingredientes ativos para evitar resistência;
- Inclusão de soluções biológicas preventivas, que fortalecem a planta, reduzem a pressão do inóculo e contribuem para o equilíbrio do microbioma foliar.
A integração desses métodos fortalece o sistema de defesa da lavoura e evita a dependência de uma única ferramenta. Em outras palavras, o MID atua como um sistema inteligente, em que, se uma medida falhar, outras seguem funcionando para conter a doença.
Outro ponto fundamental é a preservação da eficiência dos fungicidas químicos, um recurso essencial, porém, cada vez mais desafiado pela evolução de isolados de Cercospora com menor sensibilidade a determinados modos de ação.
A inserção de biofungicidas à base de Bacillus spp., por exemplo, contribui para a diversificação dos mecanismos de controle e reduz a pressão de seleção sobre os produtos químicos, colaborando com o manejo antirresistência.
Além disso, o manejo integrado alinha-se às boas práticas agrícolas e às exigências dos mercados internacionais, que valorizam alimentos produzidos com menor impacto ambiental e maior rastreabilidade. Nesse sentido, o produtor que adota o MID ganha em produtividade, mas também em reputação, acesso a mercados e resiliência frente aos desafios climáticos e fitossanitários.
Portanto, o manejo integrado é um investimento estratégico na estabilidade da lavoura, na longevidade das tecnologias e na sustentabilidade do sistema produtivo como um todo.

Quais os benefícios de integrar biofungicidas ao manejo do milho?
A integração de biofungicidas ao manejo fitossanitário do milho representa um avanço importante na busca por uma agricultura mais eficiente, sustentável e resiliente. Quando bem posicionados no programa de manejo integrado de doenças (MID), os produtos biológicos baseados em microrganismos benéficos, como os Bacillus spp., entregam benefícios que vão muito além do controle pontual de patógenos.
Um dos principais diferenciais dos biofungicidas é a ação multimecanística. Eles agem por diversos caminhos simultâneos: inibem o crescimento de fungos, competem por espaço e nutrientes, produzem compostos antifúngicos e, ainda, estimulam as defesas naturais da planta. Essa complexidade reduz a probabilidade de surgimento de resistência e amplia a eficácia do manejo ao longo do tempo.
O uso contínuo de fungicidas com o mesmo modo de ação favorece a seleção de isolados resistentes de patógenos, como Cercospora zeae-maydis. Os biofungicidas, ao atuarem por mecanismos diferentes, como a produção de lipopeptídeos, antibióticos naturais e ativação de resistência sistêmica, ajudam a reduzir essa pressão, contribuindo para preservar a eficácia dos produtos químicos disponíveis no mercado.
Diversas cepas de Bacillus spp., além de atuarem no controle de doenças, também promovem melhora no desenvolvimento radicular, na absorção de nutrientes e no metabolismo das plantas. Com isso, o milho expressa melhor seu potencial genético, mesmo em condições adversas.
Ao reduzir perdas por doenças, melhorar o desenvolvimento da planta e ampliar o tempo de ação protetiva, os biofungicidas ajudam a manter a lavoura mais uniforme, com maior sanidade e, consequentemente, com melhor potencial de rendimento.
Como o REVERB® controla a cercosporiose do milho?

Em um cenário de alta pressão de doenças foliares, como a cercosporiose, produtores de milho têm buscado soluções que combinem eficiência e sustentabilidade. Nesse contexto, o biofungicida para controle de cercosporiose do milho, REVERB®, surge como uma inovação estratégica no controle biológico da doença, integrando-se de forma sinérgica aos programas de manejo integrado de doenças (MID).
Formulado pela Syngenta Biologicals, REVERB® é um biofungicida composto por um consórcio de três espécies do gênero Bacillus, Bacillus subtilis, Bacillus velezensis e Bacillus pumilus. Cada uma dessas bactérias foi cuidadosamente selecionada por sua alta capacidade de colonização foliar, antagonismo a fitopatógenos e ativação de respostas fisiológicas de defesa na planta. Quando combinadas, essas cepas atuam de forma complementar, protegendo a lavoura em diferentes fases do ciclo da doença.
REVERB® foi desenvolvido com foco em três pilares fundamentais:
- Atuação multialvo, controlando patógenos como Cercospora zeae-maydis, mas também outras doenças foliares;
- Compatibilidade e sinergia, podendo ser usado em conjunto com fungicidas químicos, potencializando a performance do manejo;
- Alta concentração de endósporos viáveis, promovendo proteção eficiente e duradoura ao longo do ciclo da cultura.
Seu modo de ação múltiplo protege as plantas desde os primeiros estágios, colonizando a superfície foliar, inibindo a germinação dos esporos do fungo e induzindo a defesa da planta.
REVERB® alia inovação biológica à praticidade operacional. Apresenta alta concentração de endósporos viáveis, formulação em suspensão concentrada (SC) de fácil aplicação e grande estabilidade, permitindo seu uso tanto em pulverizações isoladas quanto em misturas em tanque com fungicidas químicos.
Com REVERB®, o produtor de milho incorpora ao seu manejo uma tecnologia de ponta, baseada em ciência e performance de campo, capaz de fortalecer a sanidade da lavoura, preservar o potencial produtivo e aumentar a resiliência do sistema produtivo frente aos desafios da agricultura moderna.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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Perguntas frequentes
1. O que causa a cercosporiose do milho?
É causada por um fungo do gênero Cercospora (Cercospora zeae-maydis) que sobrevive em restos culturais e se dissemina por esporos transportados pelo vento e pela água.
2. Qual a perda de produtividade causada pela cercosporiose?
Pode variar de 20% a mais de 60%, dependendo da severidade e da suscetibilidade do híbrido de milho.
3. Quais práticas favorecem o desenvolvimento da cercosporiose?
Plantio sucessivo de milho (safrinha), ausência de rotação de culturas e plantio direto mal manejado, que mantêm resíduos vegetais infectados na superfície.
4. O que é o Manejo Integrado de Doenças (MID) para cercosporiose?
É uma estratégia que combina híbridos tolerantes, rotação de culturas, eliminação de resíduos infectados, monitoramento constante e biofungicidas preventivos.
5. Como os biofungicidas ajudam no controle da cercosporiose?
Competem por espaço e nutrientes com o patógeno, produzem compostos antifúngicos e induzem a resistência sistêmica da planta, reduzindo a pressão de seleção sobre os fungicidas químicos.
6. O que é o REVERB®?
Um biofungicida da Syngenta Biologicals formulado com Bacillus subtilis, Bacillus velezensis e Bacillus pumilus, para o controle da cercosporiose e outras doenças foliares do milho.
7. REVERB® pode ser usado com fungicidas químicos?
Sim. É compatível com fungicidas químicos, podendo ser aplicado em pulverizações isoladas ou em misturas em tanque.
8. Como o REVERB® protege as plantas?
Colonizando a superfície foliar, inibindo a germinação dos esporos do fungo e induzindo a defesa natural da planta.


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