O preço da soja registrou a terceira queda consecutiva em Paranaguá (PR) na terça-feira, 20 de outubro. O indicador Cepea/Esalq recuou 0,54%, para R$ 153,40 por saca, em um cenário de oferta considerada confortável e de menor expectativa de retorno às máximas recentes.
No interior, as cotações também caíram em praças monitoradas no texto-base. Em Ponta Grossa (PR), a saca foi indicada a R$ 147, queda de R$ 1 em relação ao dia anterior. Em Primavera do Leste (MT), recuou R$ 2, para R$ 137; em Luís Eduardo Magalhães (BA), caiu R$ 1, para R$ 139.
Preço da soja perde força apesar das dúvidas sobre o clima
A possibilidade de efeitos do El Niño segue no radar do setor, mas a preocupação com o clima perdeu intensidade em relação ao início da safra, segundo a análise fornecida. Há chuvas em regiões onde se esperava maior restrição hídrica, incluindo áreas do Centro-Oeste e do Norte. No Sul, apesar do excesso de precipitação em algumas localidades, o desenvolvimento da soja foi descrito como satisfatório até o momento.
Esse quadro ajuda a explicar por que o clima, por si só, não tem sustentado uma retomada imediata das cotações. A avaliação do risco climático é regional e pode mudar com novas previsões; as condições observadas até agora não garantem o resultado final da safra nem eliminam a possibilidade de oscilações nos preços.
Plantio brasileiro avança e amplia a atenção à oferta
Como contexto adicional, o levantamento semanal da Conab reportado em 19 de outubro apontou que o plantio da soja 2026/27 havia alcançado 30,1% da área prevista, com base em dados até 16 de outubro. O ritmo superava os 21,4% registrados no mesmo período do ciclo anterior e a média de 26,4% das últimas cinco safras.
O avanço da semeadura não determina sozinho o preço à vista, mas é um indicador acompanhado pelo mercado para avaliar o estabelecimento da nova safra. A oferta disponível, as condições climáticas, o câmbio e as cotações internacionais continuam influenciando as referências físicas em conjunto.
Retorno às máximas acima de R$ 160 é visto como improvável
A avaliação de mercado reproduzida no material considera reduzida, neste momento, a possibilidade de Paranaguá voltar às máximas anuais acima de R$ 160 por saca. A combinação de disponibilidade favorável e expectativa de avanço da safra limita o espaço para uma recuperação imediata, embora mudanças de clima, câmbio ou demanda possam alterar o cenário.
As referências regionais reforçam que o movimento de baixa não se restringiu ao porto. Ainda assim, diferenças de localização, logística, qualidade e condições de entrega fazem com que os preços variem entre municípios; as cotações listadas são retratos do levantamento para 20 de outubro, não valores em tempo real.
Pontos para acompanhar nos próximos dias:
- Clima nas regiões produtoras: distribuição das chuvas e possíveis efeitos sobre o desenvolvimento das lavouras.
- Ritmo do plantio: novos levantamentos da Conab e avanço da semeadura por estado.
- Mercado físico: comportamento das cotações em Paranaguá e nas principais praças do interior.
Por ora, o mercado combina preços em queda com condições de lavoura avaliadas como satisfatórias em várias regiões. A evolução da oferta e a confirmação do clima nos próximos períodos serão importantes para determinar se a pressão sobre as cotações continua.
Meta-descrição:
Preço da soja caiu pela terceira sessão em Paranaguá e ficou em R$ 153,40 por saca. Plantio brasileiro avançou a 30,1% da área prevista, segundo a Conab.


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