A triticultura brasileira evoluiu muito na última década. Observando a série histórica da Conab, nota-se que a produção teve um incremento de 109% entre 2012 (4.379,5 mil toneladas) e 2022 (expectativa de 9.161,1 mil toneladas), sendo a região Sul responsável por cerca de 90% dessa produção. Nesse contexto, é importante destacar que o avanço no controle das doenças do trigo é muito significativo para o aumento da produção no Brasil, especialmente por meio de estudos sobre o comportamento dos patógenos e a elevação da pressão de manchas foliares na cultura em sua relação com as condições climáticas que vêm afetando as lavouras.

Na atual safra de inverno, a colheita do cultivo de trigo avançava para mais de 22% no início de outubro, a expectativa é de recorde de produção, com um aumento de 10,6% na área cultivada e de 10,2% de produtividade, em comparação com o último ciclo. Nessa estimativa, o Estado do Rio Grande do Sul é o que apresenta a maior projeção de produção (4.281,4 mil toneladas), seguido pelo Paraná (3.772,4 mil toneladas).

Há regiões do RS em que o trigo foi semeado mais cedo, de maneira que as lavouras já entraram em fase de maturação em setembro (4%), embora a maior parte das lavouras iniciou outubro em fase reprodutiva. A cultura demonstrou bom desenvolvimento, graças à boa quantidade de chuvas, condição que também favoreceu o aumento da pressão de doenças do trigo, o que tornou-se uma preocupação para produtores dessa região e da parte central do Paraná.

O resultado foi um potencial produtivo muito elevado, com grãos de alta qualidade e as lavouras entrando no período chuvoso em boas condições sanitárias e doenças controladas.

Assim, o monitoramento da incidência de patógenos e a escolha de fungicidas poderosos para realizar o controle foram as grandes estratégias do triticultor, com o intuito de manejar inimigas como mancha-amarela e giberela, duas doenças recorrentes na cultura de trigo e que representam riscos aos resultados desde safras passadas.

As doenças do trigo: um perigo à cultura em tempos de mudanças climáticas

A alta umidade favorece o desenvolvimento de fungos nas plantações, assim como as chuvas são potentes na dispersão de doenças do trigo. Por isso, em tempos chuvosos, a possibilidade de infestação generalizada é mais alta. Não é à toa que o trigo é cultivado entre abril e setembro, período de clima mais seco nas principais regiões produtoras do Brasil.

No entanto, os produtores vivenciam um momento de mudanças climáticas que impacta severamente o planejamento agrícola. Alta pluviosidade em períodos inesperados e baixa precipitação em locais onde se esperava por chuva em abundância são fatores que dificultam o manejo, prejudicam as operações e bagunçam as estratégias de controle.

De fato, percebe-se que as doenças do trigo vêm aumentando em severidade e incidência, o que torna importante que o triticultor conheça as inovações do mercado e conte com fungicidas de amplo espectro, residual prolongado e de rápida absorção, para, assim, controlar uma grande variedade de doenças do trigo com eficiência, mesmo em tempos de instabilidade climática.

O manejo integrado unido a soluções inovadoras permite que as doenças do trigo não se tornem um limitador de produtividade. Afinal, o alcance de tetos produtivos cada vez maiores demanda um manejo eficiente, com soluções de alta performance. De toda forma, a escolha da formulação certa para a lavoura depende do conhecimento acerca das doenças, a fim de identificá-las e monitorá-las corretamente ao longo do ciclo.

Giberela no trigo: características e potencial de dano

Causada pelo fungo Gibberella zeae, a giberela é uma doença que causa preocupação aos triticultores há mais de duas décadas. Ela é responsável por grandes epidemias ao redor do mundo e, no Brasil, é muito recorrente na região Sul, principal produtora de trigo no país. Sua severidade aumenta de acordo com a frequência das chuvas, sendo, por isso, considerada uma doença esporádica.

A doença pode comprometer a produtividade de determinada área em níveis irreversíveis, principalmente nas situações em que as chuvas coincidem com as fases de florescimento e enchimento de grãos. Assim, quando há um longo período de alta umidade, é possível perceber o avanço da doença, que forma uma camada rosada de esporos nos grãos, de maneira a deformá-los, resultando em perda de quantidade e qualidade do trigo.

Infográfico 1

Fonte: Scielo, 2004.

Por que a giberela é tão preocupante para a triticultura?

O patógeno da giberela apresenta uma ampla variedade de hospedeiras, de maneira que plantas daninhas e restos culturais de outros cultivos de interesse econômico podem se tornar ponte verde para a doença nas lavouras de trigo. A ampliação da rotação de culturas, prática que apresenta bons resultados na otimização do manejo no contexto da agricultura brasileira, também favorece a presença do fungo.

Isso porque o G. zeae pode estar presente na lavoura sobre a palhada proveniente do cultivo anterior, onde produz esporos que se dispersam por meio da chuva e do vento, podendo ser carregados por longas distâncias, o que favorece uma situação de epidemia. Alta umidade e temperatura entre 20 ºC e 30 ºC favorecem a infecção dos tecidos das plantas e dos grãos, que pode se espalhar por toda a espiga em poucos dias.

A gravidade da giberela vai para além dos danos ao rendimento do trigo, pois o patógeno produz micotoxinas, substâncias consideradas um risco sanitário para animais e humanos, o que pode tornar os grãos de trigo inadequados para consumo alimentar. Em 2011, a Anvisa determinou um limite tolerável de micotoxinas no trigo, o que elevou ainda mais a necessidade de um controle efetivo da giberela, com a preocupação de manter a qualidade dos grãos para comercialização.

A giberela é classificada como uma doença da espiga, ou seja, afeta diretamente os grãos de trigo. Quando incide no estágio inicial da espiga, pode impedir a formação de grãos ou ainda levar a produção de grãos muito leves, que são perdidos no momento da colheita. Com todo esse potencial de danos à cultura e à produtividade, é recomendável um manejo preventivo, com aplicação de um fungicida poderoso antes da chegada das chuvas, momento favorável para a infecção das espigas.

Mancha-amarela no trigo: características e potencial de dano

A mancha-amarela é uma doença fúngica causada pelo patógeno Drechslera tritici-repentis, significando uma das doenças foliares mais preocupantes para a cultura do trigo, pois vem aumentando em incidência nos últimos anos e causando muitos problemas aos triticultores, especialmente quando os períodos de plantio e desenvolvimento do trigo coincidem com condições ambientais de alta umidade.

Por conta disso, algumas regiões, principalmente no Centro-Sul, enfrentaram alta pressão da doença nas lavouras de trigo durante a safra 2022/23, de maneira que estratégias de manejo eficientes são urgentes para a manutenção das perspectivas de produção.

A mancha-amarela pode ser identificada logo após a emergência do trigo, em forma de manchas cloróticas nas folhas que evoluem para necroses de cor parda. As lesões em forma de elipse podem chegar a 12 mm e têm a ímpar característica de um contorno amarelado.

Mancha-amarela

Mancha-amarela em folhas de trigo. Fonte: Mais Agro, 2022.

Incidência da mancha-amarela na triticultura brasileira

As manchas são desafiadoras para a produção de cereais, portanto, são consideradas as principais doenças do trigo. A mancha-amarela, por sua vez, é encontrada em cerca de 60% das áreas reservadas à triticultura e representa um problema para os produtores, com maior severidade a cada safra.

Muito comum nas lavouras do Sul, ela incide no cultivo por meio de sementes infectadas, de restos da cultura anterior ou ainda de plantas daninhas hospedeiras, como o azevém. Além da dispersão rápida, podendo infectar grande parte da lavoura, o patógeno, a partir da expansão da lesão, libera toxinas que comprometem a folha de maneira generalizada.

Assim, pode causar danos de até 40% na produtividade, a depender do histórico da área, das condições climáticas e da suscetibilidade da cultivar.

O momento certo para o manejo de doenças do trigo

Como uma cultura de inverno, o período da triticultura nacional favorece a ocorrência de doenças do trigo, como a giberela e a mancha-amarela. As variações climáticas observadas nos últimos anos dificultam a tomada de decisão a respeito do controle dessas ameaças, uma vez que os produtores encontram dificuldade operacional para as ações de manejo em solo com alta umidade.

Além disso, chuvas inesperadas após as aplicações de fungicidas podem diminuir a eficiência do produto em um momento delicado, quando o desenvolvimento e a dispersão do patógeno são favorecidos pelo clima.

Nesta safra de trigo, agricultores vivenciaram bruscas mudanças climáticas desde o começo da implantação das lavouras em abril. Em agosto, a cultura, de maneira geral, encaminhou-se para a formação de grãos, o momento decisivo para a obtenção de altas produtividades, em que não se pode dar brecha para as doenças.

Em períodos críticos como os verificados nos últimos meses, a escolha certa é por soluções inovadoras, que controlam as doenças do trigo sem chances de insucesso, oferecendo um longo residual, rápida absorção e amplo espectro de controle.

O fungicida simplesmente poderoso contra manchas e giberela no trigo

Desde maio deste ano, os produtores estão atentos para a revolução no manejo de doenças, quando a Syngenta anunciou o lançamento de uma nova molécula fungicida eficiente contra mais de 40 doenças em 30 culturas diferentes: Adepidyn.

Felizmente, essa solução chega ao mercado em uma formulação exclusiva para o manejo do trigo, oferecendo controle superior de mancha-amarela e giberela. Miravis® é um fungicida simplesmente poderoso composto por uma molécula três em um, que combina:

  • poder de controle;

  • excelente residual;

  • amplo espectro de ação.

Com isso, verifica-se um salto de qualidade no manejo de doenças do trigo, com resultados comprovados por ampla realização de testes em campo.

Miravis® revoluciona o manejo de doenças no trigo

Miravis® trigo é um produto à base de Adepidyn®, molécula exclusivamente desenvolvida dentro dos laboratórios Syngenta depois de cerca de uma década de estudos e pesquisas. A estrutura molecular inédita de Miravis® o classifica em um novo grupo químico (N-metoxy-pyrazol-carboxamida), que atua como inibidor de succinato desidrogenase.

Suas principais características são:

  • molécula única e inovadora: alta atividade intrínseca de controle, com rápida absorção e lenta liberação;

  • excelente efeito residual: aumenta o período de controle;

  • melhor aliado de qualquer programa de aplicação: parceiro para elevação do patamar de controle.

Isso acontece porque a molécula é rapidamente absorvida pelo tecido foliar, mas é liberada gradualmente nas folhas, resultando em um efeito poderoso contra o complexo de doenças do trigo sob qualquer condição climática.

Infográfico 2

Comparação do efeito residual do fungicida Miravis. Fonte, Syngenta, 2022.

Resultados de Miravis® contra mancha-amarela no trigo

Em situações de infecção por doenças de difícil controle, como a mancha-amarela no trigo, Miravis® favorece o alcance de um novo patamar de produtividade, por proporcionar um maior poder intrínseco de controle. É, assim, uma revolução no controle de manchas.

Em estudos sistemáticos, Miravis® alcançou um resultado de 98% de controle em mancha-amarela, contra 78% da solução concorrente, demonstrando sua eficiência e importância em tempos de maior incidência da doença.

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Resultados de Miravis em combinação com Priori Xtra. Fonte: Syngenta, 2022.

Quando aplicado junto a outro fungicida de qualidade, como Priori Xtra®, o controle é ainda melhor, por conta da combinação de princípios ativos que impedem o desenvolvimento do patógeno e protegem as folhas.

Resultados de Miravis® contra giberela no trigo

Miravis® não apenas eleva o patamar de controle de giberela no trigo, como também protege a qualidade dos grãos ao reduzir as micotoxinas, sendo altamente recomendado pelas principais referências no mercado em cereais de inverno.

Com grande seletividade à cultura do trigo, o produto tem alta performance contra o fungo, sem prejudicar o cultivo, de maneira que os grãos ficam protegidos durante o processo de maturação, oferecendo poder para que as plantas expressem seu máximo potencial produtivo.

Como o fungicida Miravis® favorece a produtividade do trigo?

Com Miravis®, o produtor tem em mãos não apenas uma solução para otimizar o manejo de doenças do trigo, como também para aumentar a produtividade da lavoura, uma vez que as plantas com folhas e grãos protegidos conseguem um bom desenvolvimento, com desempenho excelente no momento da formação e do enchimento de grãos.

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Resultados de produtividade (scs/ha) com aplicação de Miravis® em cultivo de trigo. Fonte: DTM, 2020.

Na mesma área, foi feito um levantamento sobre a porcentagem de área verde como resultado da aplicação desse fungicida simplesmente poderoso. Mais uma vez, os resultados alcançados impressionaram os pesquisadores, que verificaram a superioridade do produto no que diz respeito à proteção da folhagem e à seletividade.

Uma pesquisa realizada em sete diferentes áreas produtoras nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná demonstra os resultados superiores de produtividade com uso de Miravis® em regiões estratégicas, tanto por sua importância na produção de trigo no Brasil quanto pelos altos índices de incidência de doenças que vêm sendo observados.

Infográfico 4

Percentual de área verde após a aplicação de Miravis®. Fonte: DTM, 2020.

Dessa forma, é possível perceber que esse produto exclusivo oferece à triticultura brasileira um caminho confiável para conquistar lavouras sadias e altamente produtivas.

O posicionamento de Miravis® é recomendável a partir da elongação até o momento da formação de grãos, sendo o melhor parceiro de qualquer fungicida, apresentando resultados elevados quando em combinação com Priori Xtra®.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

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