Podridão das vagens na soja é problema preocupante que afeta a produtividade; manejo adequado ajuda a preservar qualidade e rendimento. Saiba como agir.
Durante os últimos anos, a podridão de vagens e grãos (anomalia da soja) vem acometendo as lavouras de soja e tem sido motivo de preocupação para os produtores devido a sua frequente ocorrência nas últimas safras, principalmente na região do Cerrado.
O apodrecimento de grãos e vagens em estádio final de formação pode causar uma séria redução na produtividade de lavouras com alto potencial produtivo e, por isso, tem sido alvo de estudos e pesquisas para um melhor entendimento de sua incidência e quais seriam os melhores métodos para evitar os prejuízos por ela causados.
No conteúdo de hoje, entenda o que é a podridão de vagens e grãos da soja, impactos para cultura e como controlar de forma efetiva.
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O que é e a podridão de vagens e grãos da soja?
A podridão de vagens e grãos da soja é um problema fitossanitário recente que consiste na ocorrência de apodrecimento de grãos e vagens no início da fase de enchimento de grãos.
Em 2022, uma pesquisa realizada por um grupo multidisciplinar liderado pela Embrapa Soja acompanhou a incidência do fenômeno em algumas áreas produtoras do Mato Grosso. Segundo estimativas, cerca de 2,5 milhões de hectares apresentaram alguma anomalia, o que pode afetar até 40% dos grãos. Os danos foram ainda mais graves na região da BR-163.
Além disso, produtores e diversas outras instituições têm buscado encontrar alternativas, avaliando práticas de manejo que possam minimizar o problema e seus impactos na produtividade e na rentabilidade.
Como surge a podridão de vagens e grãos?
A identificação do fator causal é o ponto central dos estudos sobre a anomalia na cultura da soja. A evidência sugere que o problema não é monofatorial. De acordo com os pesquisadores, a hipótese mais forte é que a podridão esteja associada a uma combinação de fatores, sendo a época de semeadura um componente importante nesse complexo de causas.
Sendo assim, a podridão pode estar relacionada a fatores ambientais e climáticos, que podem interferir no crescimento e desenvolvimento da soja, exercendo maior ou menor influência sobre ela, dependendo da intensidade e do período de ocorrência durante o ciclo da cultura.
Sendo assim, a podridão pode estar relacionada a fatores ambientais e climáticos, que podem interferir no crescimento e no desenvolvimento da soja, exercendo maior ou menor influência sobre ela, dependendo da intensidade e do período de ocorrência durante o ciclo da cultura.
Possíveis causas associadas à podridão de vagens e grãos de soja
Outras causas que também vêm sendo consideradas são as condições de solos com elevada densidade e compactados, além de elevadas temperaturas.
É importante ressaltar que a compactação do solo dificulta o desenvolvimento do sistema radicular das plantas e isso as torna mais suscetíveis a problemas que incidem sobre a parte aérea, como doenças.
Além disso, outras questões, como um ambiente favorável ao desenvolvimento de fungos fitopatogênicos/saprofíticos, vêm sendo apontadas, haja vista que diferentes patógenos têm sido associados a podridão de vagens e grãos (anomalia da soja), estando presentes na maior parte dos casos, como os dos gêneros Colletotrichum, Cercospora, Phomopsis, Corynespora, Fusarium e Macrophomina, além de bactérias que causam doenças na cultura.
Pesquisadores relatam que existe algum estímulo externo para essa situação acontecer nas lavouras, seja ele edafoclimático (clima e solo), de manejo ou a junção desses fatores, e que estão tornando as plantas mais suscetíveis ao ataque de microrganismos aproveitadores.
Sintomas da anomalia da soja
De acordo com a pesquisa liderada pela Embrapa, o principal sintoma da podridão é o escurecimento interno da vagem e dos grãos, com maior intensidade no médio inferior, que são mais facilmente identificados nos estádios finais do enchimento de grãos, como na imagem abaixo:
Alguns estudos apontam que os sintomas de apodrecimento ocorrem principalmente em vagens onde há abortamento de sementes, o que pode acontecer até mesmo na fase final de enchimento de grãos.
Isso ocorre devido ao desbalanceamento na relação fonte/dreno, não existindo um padrão de abortamento, ou seja, pode ocorrer em sementes em qualquer posição nas vagens. Com a elevada umidade e temperaturas mais amenas em determinados meses, após o abortamento, começa a ocorrer o crescimento de fungos em vagens e sementes abortadas.
Outros sinais comuns do problema incluem:

Boas práticas de manejo contra a anomalia da soja
As boas práticas agrícolas são extremamente importantes para proteger os componentes de produtividade da soja, evitando o apodrecimento de vagens e a incidência de doenças na lavoura. Portanto, é fundamental identificar inicialmente qual é o fator que está causando o problema na cultura.
No caso de ser um fator abiótico, ou seja, que vem em decorrência de estresse hídrico ou condições relacionadas ao clima, os produtores devem colocar em prática estratégias, como:
- manejo do solo, para evitar compactação e adensamento;
- adoção de rotação de culturas;
- uso de condicionadores de solo e microrganismos benéficos, proporcionando um ambiente favorável às plantas.
Vale ressaltar que solos bem preparados e estruturados permitem melhor distribuição de água e nutrientes, retendo umidade e favorecendo o desenvolvimento do sistema radicular das plantas.
Outras ações de manejo são a adequação do espaçamento entre linhas e do números de plantas por metro, práticas que favorecem o nível de fertilidade do solo, contribuindo para a preservação do terço inferior das plantas e a exposição das folhas à luz solar.
Além disso, um manejo consciente de doenças é uma estratégia fundamental para amenizar danos em vagens e proteger a qualidade dos grãos, uma vez que diversas espécies de patógenos estão associadas aos casos de podridão.
Fungicidas para controle preventivo e curativo da podridão de vagens e grãos
Diante da constatação de diferentes patógenos em casos de podridão de vagens e grãos, foi verificado por diversas instituições de pesquisa nas últimas safras que a aplicação de fungicidas em momentos estratégicos reduziu a ocorrência dos danos.
Além disso, o uso de fungicidas é essencial para o controle de outras doenças foliares da soja que acontecem de forma simultânea ao abortamento.
Por isso, realizar um manejo adequado do começo ao fim do ciclo é essencial para evitar a disseminação do complexo de doenças e da podridão de vagens e grãos. Uma dessas medidas é a aplicação de fungicidas eficientes, que promovem tanto o controle preventivo como o curativo.
Sempre atenta às necessidades do produtor no campo e ciente do aumento da podridão das vagens e dos grãos na lavoura de soja, a Syngenta indica a solução SCORE FLEXI®.
Aplicação zero com Score Flexi®
É no estádio vegetativo que o controle de doenças começa, com a aplicação zero de SCORE FLEXI®. O fungicida tem ação preventiva graças à combinação de dois potentes ingredientes ativos – propiconazol e difenoconazol – proporcionando alta performance na cultura.
A aplicação zero deve ocorrer no período entre 25 e 30 dias após a emergência da cultura, evitando que patógenos prejudiquem o estádio vegetativo da soja. Além disso, essa tecnologia apresenta outros benefícios, tais como:
- Eficácia comprovada no controle de doenças.
- Soja mais limpa e saudável do início ao fim do ciclo da cultura.
- Excelente custo-benefício ao produtor, contribuindo para a diminuição da pressão de doenças ao longo do ciclo.
Diversos patógenos podem permanecer entre uma safra e outra em restos culturais (fonte do inóculo), e, por isso, iniciar a proteção da cultura já no estágio vegetativo se torna extremamente importante na construção da sanidade foliar.
Nesse sentido, a aplicação zero ainda proporciona uma maior proteção do terço inferior das plantas, o que é traduzido em um melhor processo fotossintético e maiores produtividades.
Depois da aplicação zero
Após a aplicação zero, vem um momento de extrema importância quando pensamos no manejo de doenças: as primeiras aplicações. Esse momento é crucial para a proteção da sanidade das plantas.
Para isso, é preciso contar com ferramentas que sejam eficientes contra todo um complexo de doenças. Dentre as principais e que está diretamente relacionada com sintomas nas vagens, temos a antracnose (Colletotrichum truncatum).
Alade® e Mitrion® são ferramentas que entregam excelência no controle das principais doenças da soja, com ativos de alta eficácia e formulação inovadora, além de se destacarem no controle da antracnose.
Alade®: consistência e alta proteção à soja
Alade® é considerado o fungicida para qualquer situação, devido à sua alta eficácia contra o complexo de doenças da soja. Isso porque é o único que apresenta uma formulação moderna com três ativos que, juntos, maximizam a proteção da lavoura.
Os três ingredientes ativos são:
- Solatenol: proporciona alta retenção e aderência do produto às plantas.
- Ciproconazol: um triazol de rápida penetração nas folhas e alta mobilidade.
- Difenoconazol: além da alta penetração, oferece um amplo espectro de proteção.
Essa sinergia resulta no melhor efeito preventivo à soja, reduzindo a pressão de doenças como oídio (Microsphaera diffusa), antracnose (Colletotrichum truncatum), cercosporiose (Cercospora kikuchii) e septoriose (Septoria glycines).
Confira as vantagens oferecidas por Alade®:
- Consistência: o maior espectro de controle do mercado.
- Dupla ação sistêmica: sinergia entre dois triazóis seletivos e de alta performance.
- Máxima proteção: melhor efeito preventivo com solatenol.
Assista ao vídeo abaixo e veja como o produtor de Dourados (MS) obteve alta proteção na lavoura com a aplicação de Alade®:
Mitrion®: onde tem potência, não tem doença
Outro fungicida de alta performance que compõe o portfólio robusto da Syngenta é Mitrion®, que oferece a combinação dos dois mais potentes ativos do mercado:
- Solatenol: carboxamida moderna com alta capacidade de aderência e penetração;
- Protioconazol, um triazol com poder curativo para o início da infecção, protegendo o interior das folhas com alta mobilidade do produto na planta.
Essa combinação proporciona uma performance superior no controle da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) e do complexo de manchas, como a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), diminuindo os riscos de propagação dos patógenos na lavoura.
Outro diferencial de Mitrion® é a capacidade de absorção e retenção que proporciona à planta, o que faz toda diferença no desempenho do produto. Além disso, oferece os seguintes benefícios:
- Combinação inovadora: composto pelos dois ativos mais eficientes do mercado, tem alta eficiência na soja.
- Máxima potência: controle superior sobre manchas e ferrugem.
- Segurança: conta com o melhor efeito preventivo e curativo, desde que utilizado no início da infecção.
- Conveniência: formulação moderna que eleva o patamar de controle.
Observe o comparativo abaixo, que mostra um cultivo sofrendo com a podridão de vagens e grãos sem o uso de um portfólio de fungicidas em relação a uma lavoura que fez o manejo adequado de doenças:
Assista ao vídeo técnico e veja ainda mais vantagens de escolher Mitrion® no controle de doenças, evitando, inclusive, a podridão de vagens e grãos:
Syngenta: as melhores tecnologias para soja
A Syngenta conta com um portfólio completo de fungicidas para o controle do complexo de doenças. Líder mundial no setor agrícola, a marca sabe da importância da soja para o agronegócio nacional.
Por isso, busca sempre viabilizar os melhores resultados da cultura no campo, a fim de revolucionar o mercado, utilizando tecnologia de ponta com soluções integradas.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.
Acesse o portal da Syngenta e acompanhe os artigos do Mais Agro para saber tudo o que está acontecendo no campo!




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