Monitorar pragas na cana-de-açúcar é crucial para prevenir danos e evitar perdas; técnicas eficazes garantem saúde da lavoura e bons resultados. Saiba mais.
Em períodos de chuva, é essencial que os produtores rurais estejam atentos aos desafios impostos pelas pragas na cultura da cana-de-açúcar.
A cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e a broca-da-cana (Diatraea saccharalis) emergem como protagonistas nesse cenário, iniciando um aumento significativo de suas populações nos canaviais.
Desprezar ou relaxar o monitoramento e controle, especialmente no início do ciclo, pode acarretar sérias consequências. O propósito fundamental do controle, especialmente com inseticidas, é interromper o ciclo das pragas no momento correto, evitando que suas populações se expandam descontroladamente e resulte em danos substanciais.
À medida que o ano avança, observa-se uma redução natural no período de maior infestação. Entretanto, é comum que produtores que tenham aplicado medidas preventivas no início do ciclo relaxem sua vigilância, resultando em perdas significativas, aliadas a maior necessidade de aplicações de inseticidas, acarretando duplo prejuízo – produção/qualidade e custos.
Panorama de ocorrência de pragas na cana-de-açúcar
Dessa forma, é importante manter uma vigilância constante, direcionada tanto à cigarrinha-das-raízes quanto à broca-da-cana. Este monitoramento contínuo não apenas preserva a saúde das plantações, mas também resguarda o investimento dos produtores.
Cigarrinha-das-raízes
No início dos anos 2000, durante o boom da produção de cana-de-açúcar no Brasil, a transição da colheita com queimada para a colheita mecanizada marcou uma fase crucial para a aparição e relevância da cigarrinha-das-raízes nos canaviais. Desde então, essa praga persiste como uma ameaça significativa.
Potencial de danos causados pela cigarrinha-das-raízes
É crucial compreender o comportamento da cigarrinha para avaliar seu impacto nos canaviais. As ninfas, por exemplo, apresentam um comportamento alimentar de sucção, direcionando-se ao floema para extrair a seiva elaborada. Esse ato compromete a nutrição da planta, prejudicando o acúmulo de açúcar no colmo e a absorção de nutrientes, resultando em danos ascendentes.

Os adultos, por sua vez, realizam a sucção nas folhas e raízes, injetando saliva durante o processo. Esse hábito intoxica as plantas do canavial, evidenciado pelo aspecto bronzeado e amarelado adquirido pelas folhas.
Mesmo em condições chuvosas, a capacidade de absorção de água e nutrientes pelas plantas é reduzida, muito em função dos danos provocados nas raízes, mas também nas folhas. Esses efeitos combinados resultam em consideráveis quedas na produtividade e na qualidade da cana-de-açúcar.

A negligência no controle dessa praga, quando as populações estão abaixo do nível de dano econômico, pode ser desastrosa. A cigarrinha-das-raízes é uma das principais responsáveis por prejuízos substanciais, provocando reduções tanto na produtividade quanto na qualidade da cana destinada à indústria.
A contaminação por patógenos é uma ameaça adicional, gerando impactos significativos na indústria canavieira. Em última análise, a ausência de medidas efetivas de controle pode resultar em perdas expressivas, estimadas entre 30% e 40% na produção do canavial.
Portanto, a implementação de estratégias de manejo eficientes se mostra essencial para preservar a saúde e a rentabilidade do cultivo de cana-de-açúcar.
Planejamento do controle da cigarrinha-das-raízes
O período úmido emerge como o mais propício para a ocorrência da cigarrinha-das-raízes, e a eficácia do controle reside na amostragem criteriosa. No passado, a amostragem era conduzida manualmente por pontos, uma tarefa que demandava uma considerável força de trabalho e tempo. Atualmente, essa prática evoluiu, utilizando armadilhas que conferem agilidade ao processo de monitoramento.
O planejamento do controle da cigarrinha-das-raízes deve ser iniciado durante o período seco. Nesse momento, um banco de ovos permanece em diapausa, ou seja, em um estado viável. Quando as condições ambientais tornam-se favoráveis, as ninfas eclodem, iniciando os danos ao canavial mencionados anteriormente.
É crucial interromper o ciclo da cigarrinha, considerando que os ovos no solo têm uma viabilidade baixa, variando de 6% a 10%. No entanto, essa população inicial pode aumentar rapidamente, uma vez que os ovos da segunda geração da praga apresentam mais de 80% de viabilidade.
Nos canaviais, é comum os produtores relatarem que a população da praga “explodiu”. Na realidade, o que ocorreu foi que a primeira geração, composta por ovos de baixa viabilidade, não foi controlada de maneira eficaz, resultando na origem da segunda geração, que possui uma viabilidade e potencial de aumento significativos, provocando perdas expressivas.
A partir de setembro, inicia-se o monitoramento e amostragem com os adultos, denominados “temporão”, utilizando armadilhas mesmo durante os períodos secos. Com um controle adequado nesse momento crucial, os produtores conseguem quebrar o ciclo da praga, evitando um aumento expressivo e descontrolado da segunda geração de ninfas.
Essa abordagem estratégica, aliada à utilização de armadilhas modernas, possibilita um manejo mais eficiente e sustentável, preservando a saúde dos canaviais e garantindo uma produção mais robusta.
Período chuvoso é o momento que é fundamental quebrar o ciclo da praga
A cigarrinha é uma praga de base de touceira, ou seja, em períodos quentes tende a se refugiar nas radicelas e se aprofunda, quando há período chuvoso ela sobe para a parte superior.
Segundo o Gerente da Global Cana, Dr. José Francisco Garcia, três pontos são fundamentais para o sucesso no controle da cigarrinh-das-raizes:
- preparação da área com desleiramento: desidratação superficial já reduz o número de ovos, mas o objetivo principal é preparar a área para a primeira aplicação de inseticida
- tecnologia de aplicação: trazer as aplicações por terrestre via pingente e localizada traz melhores resultados, produtos começam a performar a partir de 250 litros de calda por hectare;
- escolha da ferramenta utilizada no controle da praga: principalmente na dose correta do produto.
Broca-da-cana
Desde canaviais mais jovens a mais adultos, a broca-da-cana-de-açúcar é um problema crescente, especialmente pelo fato de que 1% de infestação tem potencial de reduzir até 0,8 toneladas de cana por hectare, mas não para por aí.
Além disso, a praga causa danos indiretos. Como causa perfuração nos tecidos da planta, favorece a entrada de patógenos causadores de doenças, como o causador da podridão vermelha do colmo, de difícil visualização e danos expressivos ao canavial.

Com o ataque da broca-da-cana e danos diretos provocados, outro dano indireto que pode ocorrer é a redução do teor de brix, impactando o teor de sacarose, e por consequência resultando em menor ATR, que afeta a produção de açúcar e etanol na indústria.
Primeiras aplicações no canavial são fundamentais para a obtenção de altas produtividades
Para o controle eficiente das principais pragas do canavial, é fundamental que o manejo seja realizado no timing correto, mesmo em baixas populações da praga, evitando assim a sua rápida proliferação e danos produtivos, como também maior custo de controle. Para essas situações, a Syngenta conta com um portfólio robusto e ideal para qualquer situação.
Controle da cigarrinha-das-raízes
Para garantir um controle químico mais eficiente da cigarrinha, é crucial identificar e agir contra a infestação durante a primeira geração. A aplicação oportuna de Actara® nesse estágio reduz a necessidade de pulverizações adicionais ao longo do ciclo de cultivo.
Caso a presença da praga seja detectada após as primeiras chuvas, é importante iniciar a aplicação do inseticida sistêmico da Syngenta. Na dose recomendada, o produto exerce um efeito bioativador, promovendo o desenvolvimento das plantas e fortalecendo a resistência do canavial às adversidades climáticas, preservando seu potencial produtivo.
Principais benefícios de Actara®:
- consistência de controle: alta eficácia e longo residual;
- rentabilidade: incrementa a produtividade como nenhum outro;
- flexibilidade: único permitido em todas as aplicações.
Observar as condições climáticas no momento da aplicação, incluindo temperatura e incidência do vento, e empregar técnicas que assegurem que a calda atinja o alvo são tarefas essenciais. Portanto, seguir as orientações da bula e da receita é de extrema importância.
Actara® representa a tradição e contribui significativamente para o aumento da produção!
Principais pontos de controle da Actara®:
- tiametoxam tem alta sistematicidade, posicionando o produto na primeira aplicação, paralisando a alimentação tanto de ninfas quanto de adultos.
- segundo ponto é a paralisação da alimentação da praga.
- importante ter flexibilidade, falando de eficiência operacional, Actara® pode ser aplicado via área, vinha vinhaça localizada, drench e pingente.

Além disso, Actara® tem potencial de aumentar entre 7 e 10 toneladas de produtividade tendo em vista seu efeito bioativador.
Controle da broca-da-cana
Já para o manejo da broca-da-cana, Ampligo é um inseticida de maior velocidade de controle, impedindo imediatamente os danos provocados pela broca-da-cana, mantendo longo período residual, trazendo sustentabilidade, sendo ainda comprovadamente seguro para os insetos benéficos, como os inimigos naturais das pragas do canavial.
Além disso, Ampligo confere versatilidade e flexibilidade de aplicação, a depender do potencial produtivo do canavial e intensidade de pressão da broca. Possui a combinação entre lambda-cialotrina e clorantraniliprole, conferindo sinergia e alta eficácia de controle.
Os principais benefícios de Ampligo incluem:
- ação imediata e duradoura: sua velocidade de ação superior garante um longo período de controle, assegurando que uma única aplicação proteja a planta por até 90 dias;
- eficiência e seletividade: sem causar impacto significativo no número e na diversidade das populações dos inimigos naturais da broca, como a Cotesia;
- duplo modo de ação: oferece controle superior e eficácia no manejo anti-resistência, destacando-se como uma escolha estratégica para a proteção dos canaviais.
No gráfico abaixo é possível observar o pico populacional da praga, bem como o posicionamento de Ampligo e doses recomendadas.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.


Bom dia .
Sou de Foz do Iguaçu PR.
Estou tentando fazer umas mudas de cana, para plantar em Quedas do iGuaçu PR.
onde pretendo instalar um engenho de cachaça artesanal, mas estou com um serio problema de broca.
O que posso fazer para resolver?
Onde e o que comprar para aplicar?
Olá, Denetis! Que projeto bacana em Quedas do Iguaçu (PR)! 👏
A broca-da-cana é um grande desafio para a formação do canavial. O monitoramento constante e o manejo integrado logo no início são fundamentais para evitar perda de estande e proteger as mudas.
Como o manejo exige produtos de uso agrícola profissional e dosagens específicas para a sua área, recomendamos procurar um engenheiro agronomista ou um canal de distribuição parceiro em Foz ou na região de Quedas do Iguaçu. Para consultar opções de compra e distribuidores autorizados Syngenta, você também pode falar com o nosso canal C.A.S.A. pelo 0800-704-4304. Sucesso no engenho e boa sorte no plantio! 🌾🚜✨