O uso de inseticida biológico no controle de tripes tem se consolidado como uma tática fundamental para o produtor rural moderno.
Essa praga, muitas vezes favorecida por instabilidades climáticas, como longos períodos de estiagem, representa um dos maiores desafios da agricultura, causando danos diretos e indiretos que comprometem severamente a produtividade de culturas essenciais, como a soja, o algodão e o hortifrúti.
Nesse cenário, a adoção de práticas sustentáveis impulsiona a busca por soluções que unam alta eficiência e equilíbrio ecológico. Os produtos de origem biológica, como os inseticidas biológicos, ganham destaque como ferramentas poderosas, capazes de controlar pragas e doenças de forma inteligente e integrada, alinhando-se perfeitamente às estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Nesse conteúdo, conheça, em detalhes, o desafio do tripes, os prejuízos causados por essa praga na agricultura e como o MIP, com ênfase nos inseticidas biológicos, é fundamental!
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Tripes: conheça o inimigo das grandes culturas e do hortifrúti
O tripes é um pequeno inseto da ordem Thysanoptera, medindo entre 1 e 2 mm de comprimento. Seu corpo é estreito e alongado, com uma coloração que pode variar entre amarelo-claro, marrom e preto, dependendo da espécie.
Frequentemente, se alojam em locais protegidos da planta, como a face inferior das folhas, o interior de flores e brotos, o que dificulta sua visualização e controle.

Folha de soja infestado pelo tripes (Caliothrips braziliensis), em sua fase adulta. Fonte: PASINI, 2020.
O ciclo de vida do tripes é relativamente curto, compreendendo as fases de ovo, larva, pupa e adulto. À temperatura ótimas para o seu desenvolvimento, o período de ovo a adulto do tripes dura de 12 a 15 dias. Uma fêmea adulta pode colocar de 100 a 200 ovos durante sua vida.
Os adultos possuem dois pares de asas estreitas e franjadas, que facilitam seu voo em curtas distâncias.
A proliferação da praga é favorecida por períodos quentes e secos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas pode reduzir substancialmente a infestação, atuando como um controle mecânico da praga.
Os danos do tripes: pequeno no tamanho, gigante nos prejuízos
O ataque dos tripes causa prejuízos significativos, que vão desde a perda de qualidade e produtividade até a inviabilização de lavouras inteiras devido à transmissão de doenças.
Danos diretos: o impacto da alimentação na planta
As larvas e os adultos causam injúrias diretas quando se alimentam das plantas. Com seu aparelho bucal do tipo perfurador-sugador, eles rompem as células vegetais e se alimentam do conteúdo celular.
Esse processo provoca o aparecimento de pontuações ou estrias prateadas nas folhas e flores, que podem evoluir para zonas necróticas, prejudicando a capacidade fotossintética da planta, comprometendo seu desenvolvimento.
Danos indiretos: a perigosa transmissão de viroses
Além dos danos diretos, os tripes são vetores de inúmeras viroses.
- Em culturas de hortifrúti, como o tomate, o tripes pode ser responsável pela transmissão do vírus que causa a doença “vira-cabeça”, um dos maiores problemas da cultura.
- Em grandes culturas, como a soja, o tripes é considerado o principal vetor do TSV (Tobacco streak virus), causador da “queima-do-broto-da-soja”, que se manifesta pela necrose dos brotos e deformação de vagens.
Impacto nas principais culturas: soja, algodão e hortifrúti
Os tripes são insetos polífagos, ou seja, se alimentam de diversas espécies de plantas, tendo mais de 300 espécies hospedeiras. Além disso, a diversidade de espécies é imensa, sendo encontradas cerca de 700 somente no Brasil.

Diferentes espécies de tripes. Em ordem: 1. Frankliniella insularis; 2. Frankliniella gardeniae; 3. Frankliniella gemina; 4. Frankliniella occidentalis; 5. Frankliniella schultzei (forma clara); 6. Frankliniella schultzei (forma escura); 7. Haplothrips gowdeyi; 8. Microcephalothrips abdominalis; 9. Psydrothrips kewi. Fonte: GORETTI & LIMA, 2019.
O tripes ataca uma ampla variedade de culturas agrícolas, com destaque para grandes culturas, como a soja e o algodão, e culturas do hortifrúti, como o tomate. Seus danos se concentram principalmente nos primeiros estádios vegetativos da cultura, podendo também atacar as plantas em sua fase reprodutiva.
Para cada uma das culturas que ataca, os danos do tripes podem causar prejuízos grandes para o produtor:
- Soja: infestações mais severas podem levar a perdas de rendimento de 10% a 25% devido à desfolha precoce, flores abortadas e menor número de vagens nas plantas.
- Algodão: assim como na soja, o algodão também sofre com o ataque do tripes. Danos severos nas folhas do ponteiro, paralisia de crescimento da planta, raspagens em botões-florais e maçãs novas estão entre os problemas causados por essa praga, causando perdas significativas para a cultura.
- Hortifrúti: as culturas de hortifrúti são outro alvo do tripes. Deformação de folhas, flores e frutos e transmissão de viroses estão entre os problemas mais comuns causados pela praga.
Dessa forma, é imprescindível fazer o controle do tripes através da construção de um manejo integrado.
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Manejo Integrado de Pragas (MIP): a estratégia-chave para o controle de tripes
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) se baseia em uma combinação estratégica de táticas para garantir um controle eficaz e sustentável. A abordagem funciona como a construção de múltiplas camadas de defesa, cada uma com um papel específico.
Tudo começa com o monitoramento, a ferramenta-chave que serve como alicerce para todas as decisões. Essa prática, que deve ser feita periodicamente, permite determinar a presença e o nível populacional da praga, orientando os próximos passos.

A partir das informações coletadas, a primeira linha de defesa é formada por táticas preventivas. O controle cultural é uma delas, incluindo ações, como a eliminação de plantas daninhas, que servem de hospedeiras, e a formação de barreiras vegetais. Essa defesa é reforçada pelo controle genético, que foca na utilização de sementes de boa qualidade e variedades resistentes às viroses transmitidas pelo tripes.
O controle químico também é outra estratégia do MIP muito empregada para supressão do tripes. Seu uso deve ser feito com cuidado, preferencialmente apenas quando necessário, alternando os princípios ativos para manter a eficácia das tecnologias de controle.
Paralelamente, e ganhando cada vez mais importância estratégica no MIP, está o controle biológico. Um exemplo proeminente dessa tática é o uso de bioinseticidas, que oferecem inúmeros benefícios para o produtor, sendo uma ferramenta fundamental para uma agricultura mais sustentável e resiliente.
NETURE™: o bioinseticida da Syngenta Biologicals para o controle do tripes e outras pragas
A Syngenta Biologicals apresenta NETURE™, um bioinseticida indicado para o controle de pragas de difícil controle.
Sua tecnologia o torna uma solução de alta performance para o manejo de tripes (Caliothrips brasiliensis e Frankliniella schultzei), além de outras pragas de grande importância agrícola, como os percevejos e a mosca-branca.
A tecnologia por trás do NETURE™: como o produto funciona?
NETURE™ é baseado na ação de duas espécies bacterianas:
- Pseudomonas chlororaphis: produz metabólitos e proteínas inseticidas (FitD, FitE) que atacam o sistema digestivo e nervoso das pragas, interrompendo a alimentação e levando-as à morte.
- Pseudomonas fluorescens: produz quitinases e sideróforos que promovem o crescimento e a resistência das plantas.
Além disso, o produto induz a produção de compostos voláteis que exercem alta repelência nos insetos, afastando-os da planta e oferecendo uma proteção prolongada.
Principais benefícios e diferenciais para o produtor
- Amplo espectro de ação: é o único inseticida microbiológico que controla tripes, percevejos, mosca-branca, sendo eficaz contra um amplo espectro de pragas.
- Rapidez de ação: seus metabólitos inseticidas estão prontamente disponíveis após a aplicação, proporcionando um controle imediato das pragas.
- Versatilidade e conveniência: não necessita de refrigeração para armazenamento e é compatível com misturas de tanque com defensivos químicos.
- Promoção do crescimento vegetal: o produto também melhora o estabelecimento da cultura e o vigor vegetativo, resultando em maior tolerância a estresses ambientais.
Construindo uma agricultura sustentável com o uso de bioinseticidas no manejo do tripes
O controle de tripes é um desafio complexo que demanda uma abordagem integrada e sustentável. O Manejo Integrado de Pragas, que combina diferentes táticas de controle, é o caminho mais seguro e eficaz.
Dentro dessa estratégia, os inseticidas biológicos surgem como protagonistas, oferecendo um controle eficiente e em equilíbrio com o meio ambiente.
Soluções inovadoras como NETURE™ demonstram o potencial da tecnologia biológica, entregando não apenas proteção, mas também saúde e vigor para as plantas.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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