Soja
Comercialização de soja: família Braucks supera desafios
Os desafios da comercialização da soja e as conquistas dos produtores brasileiros nos últimos anos.
Agricultura Brasileira: o avanço tecnológico que revolucionou a produtividade
A revolução na produção de grãos no Brasil, começou no Cerrado. E a tecnologia foi essencial para o avanço produtivo da região, que impactou toda cadeia brasileira. Luisa Nogueira, foi conhecer de perto esses avanços.
Mercados agrícolas na semana: soja e milho recuam, enquanto café tem movimentos opostos
Semana encerrada em 23 de outubro foi marcada por pressão de oferta sobre grãos, estabilidade do algodão e do arroz e movimentos distintos nos mercados de café, açúcar e etanol.
Esmagamento de soja no Brasil pode crescer com alta da demanda por óleo e biodiesel
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Exportações do complexo soja podem render recorde de US$ 69,3 bilhões em 2027
Abiove projeta leve recuo nos embarques de grão, mas prevê esmagamento recorde e maior produção de farelo e óleo; estimativas dependem do avanço da safra e da mistura de biodiesel.
Mercado da soja tem negócios limitados nesta quinta-feira
Produtores priorizam o plantio da nova safra; queda em Chicago pressiona as cotações, enquanto a alta do dólar oferece suporte parcial.
Banco Mundial eleva projeções para os preços dos grãos em 2026 e 2027
Os preços dos grãos passaram a ter projeções mais altas no relatório Commodity Markets Outlook, divulgado pelo Banco Mundial nesta quarta-feira (28). A instituição revisou para cima as estimativas de soja, milho, trigo e arroz para 2026 e 2027, diante de restrições de oferta, dificuldades no comércio internacional e maior demanda por biocombustíveis. As novas […]

28/08/2026
Manejo da ferrugem-asiática precisa começar antes da liberação do plantio da soja 2026/27
Aquecimento histórico do Pacífico Equatorial e pico do fenômeno entre outubro e dezembro levam SindArroz-SC a promover palestra técnica com especialista da Epagri...
Setembro marca uma virada importante no calendário da soja brasileira. Ao longo do mês, o vazio sanitário chega ao fim em diferentes regiões, e a semeadura da safra 2026/27 passa a ser liberada. Em Mato Grosso, o plantio pode começar em 7 de setembro. Em Mato Grosso do Sul, a liberação ocorre no dia 16. Já em Goiás, a data é 25 de setembro. Minas Gerais e o Distrito Federal, por sua vez, só liberam o plantio em 1º de outubro, conforme o calendário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Apesar da expectativa em torno da entrada das máquinas no campo, o manejo da ferrugem-asiática não deve começar nesse momento. A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, exige decisões muito anteriores à semeadura. Segundo Paulo Moraes Gonçalves, engenheiro agrônomo da Ourofino Agrociência, o controle já começa na entressafra, com a eliminação das plantas voluntárias de soja, conhecidas como tigueras ou guaxas.
Vazio sanitário é apenas o primeiro passo do manejo
O vazio sanitário cumpre uma função específica: reduzir a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra. Com menos inóculo disponível no ambiente, a entrada da doença nas lavouras tende a ser retardada. No entanto, essa é apenas uma entre várias ferramentas recomendadas.
A Embrapa também orienta outras estratégias complementares, como:
- Semeadura no início da época indicada para cada região;
- Uso de cultivares precoces, quando adequado ao sistema de produção;
- Monitoramento da lavoura desde as fases iniciais de desenvolvimento;
- Uso preventivo de fungicidas, antes do surgimento dos primeiros sintomas.
Para Paulo, a liberação do calendário de semeadura não pode ser tratada como o ponto de partida do manejo. Segundo ele, quando o produtor entra efetivamente no campo, diversas decisões que influenciam o controle da ferrugem já deveriam estar definidas, incluindo a data de plantio, a forma de monitoramento e a estratégia a ser adotada caso a doença avance na região.
Semeadura mais tardia pode aumentar a pressão da doença
A época de semeadura ganha peso porque a quantidade de inóculo disponível tende a crescer conforme a safra avança. Lavouras implantadas logo no início da janela recomendada têm mais chance de avançar em seu ciclo antes que a ferrugem se dissemine amplamente na região. Já as áreas semeadas mais tarde podem encontrar maior concentração de esporos do fungo, o que exige atenção antecipada ao controle. A própria Embrapa reforçou esse efeito em publicação técnica divulgada neste ano.
Isso não significa, porém, que antecipar o plantio ao máximo seja sempre a melhor escolha. Segundo Paulo, a decisão deve respeitar o calendário oficial e levar em conta as condições de umidade do solo, o ambiente de produção e as recomendações agronômicas específicas de cada região. O ponto central, segundo ele, é aproveitar estrategicamente a janela de semeadura disponível, e não simplesmente buscar a data mais cedo possível.
Paralelamente a essa decisão, o acompanhamento das ocorrências regionais da doença também é essencial. Ferramentas como o Consórcio Antiferrugem, que reúne dados sobre a dispersão da ferrugem pelo país, ajudam o produtor a ajustar suas estratégias com mais informação.
Esperar os sintomas aparecerem reduz a eficácia do controle
Na safra 2025/26, uma rede formada por 23 instituições conduziu 21 experimentos para avaliar a eficácia de fungicidas no combate à ferrugem-asiática. Os resultados, publicados em 2026, reforçam a importância de dois pontos centrais: considerar a época de semeadura no planejamento do controle e priorizar a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação. A publicação também recomenda evitar aplicações sequenciais ou de caráter curativo, uma preocupação relevante diante das mudanças de sensibilidade do fungo observadas ao longo das últimas safras.
Segundo Paulo, esperar a visualização dos sintomas para só então montar uma estratégia deixa o produtor em posição mais reativa. O ideal, segundo ele, é chegar à safra com um programa de manejo já planejado, usando o monitoramento da própria lavoura e das ocorrências regionais para ajustar as decisões ao longo do ciclo. Ainda de acordo com o especialista, o fungicida é uma ferramenta fundamental, mas funciona melhor quando está inserido em um manejo construído desde antes do plantio.
Planejamento também envolve a escolha das ferramentas de controle
Dentro dessa lógica de planejamento, a Ourofino Agrociência oferece o Dotte®, fungicida sistêmico registrado para o controle da ferrugem-asiática e de manchas na soja. O produto combina os ingredientes ativos protioconazol e picoxistrobina, que atuam por diferentes mecanismos de ação, e tem posicionamento preventivo em relação ao surgimento dos sintomas. A formulação também foi desenvolvida buscando fixação foliar, absorção gradual e tolerância à chuva.
Para Paulo, no entanto, mais importante do que escolher um produto isoladamente é entender em que momento cada tecnologia entra no programa de manejo. O objetivo final, segundo ele, é chegar ao período de maior risco da doença com a lavoura já protegida, evitando que as decisões sobre controle só comecem a ser tomadas depois que a ferrugem já está instalada.
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