05/11/2026

Mercado e safra

Plantio da soja acelera em outubro, mas chuvas irregulares preocupam 

Recuperação dos trabalhos reduz o risco de atrasos generalizados na safra 2026/27; calor e perda de umidade do solo mantêm atenção em Mato Grosso.

Dia a dia do campo

Crise fitossanitária com a China tem virada e embarques de soja devem voltar à normalidade

Após tensão com novas exigências sanitárias, governo brasileiro flexibiliza protocolos e exportações devem ser retomadas nos próximos dias
Mais vistos

Comercialização de soja: família Braucks supera desafios

Os desafios da comercialização da soja e as conquistas dos produtores brasileiros nos últimos anos.

Agricultura Brasileira: o avanço tecnológico que revolucionou a produtividade 

A revolução na produção de grãos no Brasil, começou no Cerrado. E a tecnologia foi essencial para o avanço produtivo da região, que impactou toda cadeia brasileira. Luisa Nogueira, foi conhecer de perto esses avanços.

Experiências

Syngenta leva inovação e tecnologia ao Show Rural 2025

Participação da Syngenta no Show Rural 2025 destaca inovações e tecnologias para aumentar eficiência e sustentabilidade no agro. Confira as principais novidades. Empresa reforça compromisso com a produtividade no campo, apresentando soluções para os desafios climáticos e avanços no agro brasileiro. A Syngenta participou do Show Rural Coopavel 2025, realizado em Cascavel (PR), consolidando seu […]
Ler mais

Experiências

Busca por produtividade marca primeiro dia no Show Rural

Cada semente de soja perdida representa de 4 a 5 sacas por hectare Em tempos de dificuldades climáticas, o amparo tecnológico é o que tem garantido autonomia e sustentabilidade para o produtor. Durante o primeiro dia da 36º Show Rural Coopavel 2024, que acontece em Cascavel, no Paraná, o estande da Syngenta destacou inovações e […]
Ler mais

Experiências

Syngenta leva Polo de Tecnologia até produtores rurais

Novo portfólio Syngenta deve ser apresentado direto no campo A Syngenta, em parceria com a equipe de Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM), está realizando uma série de encontros no campo. O objetivo é para apresentar as inovações tecnológicas que podem transformar a agricultura brasileira. A iniciativa, chamada Polo de Tecnologia, oferece treinamentos práticos e demonstrações […]
Ler mais
Ver Também

Mercados agrícolas na semana: soja e milho recuam, enquanto café tem movimentos opostos 

Semana encerrada em 23 de outubro foi marcada por pressão de oferta sobre grãos, estabilidade do algodão e do arroz e movimentos distintos nos mercados de café, açúcar e etanol.

Esmagamento de soja no Brasil pode crescer com alta da demanda por óleo e biodiesel 

Conab projeta aumento do consumo interno e menor exportação de óleo; Abiove prevê processamento recorde em 2027, enquanto eventual adoção do B16 ainda depende de decisão oficial.  O esmagamento de soja no Brasil pode ganhar força em 2027, diante do crescimento esperado do consumo interno de óleo e da demanda por biodiesel. A mudança ocorre […]

Exportações do complexo soja podem render recorde de US$ 69,3 bilhões em 2027 

Abiove projeta leve recuo nos embarques de grão, mas prevê esmagamento recorde e maior produção de farelo e óleo; estimativas dependem do avanço da safra e da mistura de biodiesel.

Mercado da soja tem negócios limitados nesta quinta-feira 

Produtores priorizam o plantio da nova safra; queda em Chicago pressiona as cotações, enquanto a alta do dólar oferece suporte parcial.

Banco Mundial eleva projeções para os preços dos grãos em 2026 e 2027 

Os preços dos grãos passaram a ter projeções mais altas no relatório Commodity Markets Outlook, divulgado pelo Banco Mundial nesta quarta-feira (28). A instituição revisou para cima as estimativas de soja, milho, trigo e arroz para 2026 e 2027, diante de restrições de oferta, dificuldades no comércio internacional e maior demanda por biocombustíveis.  As novas […]

Mercado e safra

28/08/2026

Manejo da ferrugem-asiática precisa começar antes da liberação do plantio da soja 2026/27 

Aquecimento histórico do Pacífico Equatorial e pico do fenômeno entre outubro e dezembro levam SindArroz-SC a promover palestra técnica com especialista da Epagri...

Setembro marca uma virada importante no calendário da soja brasileira. Ao longo do mês, o vazio sanitário chega ao fim em diferentes regiões, e a semeadura da safra 2026/27 passa a ser liberada. Em Mato Grosso, o plantio pode começar em 7 de setembro. Em Mato Grosso do Sul, a liberação ocorre no dia 16. Já em Goiás, a data é 25 de setembro. Minas Gerais e o Distrito Federal, por sua vez, só liberam o plantio em 1º de outubro, conforme o calendário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 

Apesar da expectativa em torno da entrada das máquinas no campo, o manejo da ferrugem-asiática não deve começar nesse momento. A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, exige decisões muito anteriores à semeadura. Segundo Paulo Moraes Gonçalves, engenheiro agrônomo da Ourofino Agrociência, o controle já começa na entressafra, com a eliminação das plantas voluntárias de soja, conhecidas como tigueras ou guaxas. 

Vazio sanitário é apenas o primeiro passo do manejo 

O vazio sanitário cumpre uma função específica: reduzir a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra. Com menos inóculo disponível no ambiente, a entrada da doença nas lavouras tende a ser retardada. No entanto, essa é apenas uma entre várias ferramentas recomendadas. 

A Embrapa também orienta outras estratégias complementares, como: 

  • Semeadura no início da época indicada para cada região; 
  • Uso de cultivares precoces, quando adequado ao sistema de produção; 
  • Monitoramento da lavoura desde as fases iniciais de desenvolvimento; 
  • Uso preventivo de fungicidas, antes do surgimento dos primeiros sintomas. 

Para Paulo, a liberação do calendário de semeadura não pode ser tratada como o ponto de partida do manejo. Segundo ele, quando o produtor entra efetivamente no campo, diversas decisões que influenciam o controle da ferrugem já deveriam estar definidas, incluindo a data de plantio, a forma de monitoramento e a estratégia a ser adotada caso a doença avance na região. 

Semeadura mais tardia pode aumentar a pressão da doença 

A época de semeadura ganha peso porque a quantidade de inóculo disponível tende a crescer conforme a safra avança. Lavouras implantadas logo no início da janela recomendada têm mais chance de avançar em seu ciclo antes que a ferrugem se dissemine amplamente na região. Já as áreas semeadas mais tarde podem encontrar maior concentração de esporos do fungo, o que exige atenção antecipada ao controle. A própria Embrapa reforçou esse efeito em publicação técnica divulgada neste ano. 

Isso não significa, porém, que antecipar o plantio ao máximo seja sempre a melhor escolha. Segundo Paulo, a decisão deve respeitar o calendário oficial e levar em conta as condições de umidade do solo, o ambiente de produção e as recomendações agronômicas específicas de cada região. O ponto central, segundo ele, é aproveitar estrategicamente a janela de semeadura disponível, e não simplesmente buscar a data mais cedo possível. 

Paralelamente a essa decisão, o acompanhamento das ocorrências regionais da doença também é essencial. Ferramentas como o Consórcio Antiferrugem, que reúne dados sobre a dispersão da ferrugem pelo país, ajudam o produtor a ajustar suas estratégias com mais informação. 

Esperar os sintomas aparecerem reduz a eficácia do controle 

Na safra 2025/26, uma rede formada por 23 instituições conduziu 21 experimentos para avaliar a eficácia de fungicidas no combate à ferrugem-asiática. Os resultados, publicados em 2026, reforçam a importância de dois pontos centrais: considerar a época de semeadura no planejamento do controle e priorizar a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação. A publicação também recomenda evitar aplicações sequenciais ou de caráter curativo, uma preocupação relevante diante das mudanças de sensibilidade do fungo observadas ao longo das últimas safras. 

Segundo Paulo, esperar a visualização dos sintomas para só então montar uma estratégia deixa o produtor em posição mais reativa. O ideal, segundo ele, é chegar à safra com um programa de manejo já planejado, usando o monitoramento da própria lavoura e das ocorrências regionais para ajustar as decisões ao longo do ciclo. Ainda de acordo com o especialista, o fungicida é uma ferramenta fundamental, mas funciona melhor quando está inserido em um manejo construído desde antes do plantio. 

Planejamento também envolve a escolha das ferramentas de controle 

Dentro dessa lógica de planejamento, a Ourofino Agrociência oferece o Dotte®, fungicida sistêmico registrado para o controle da ferrugem-asiática e de manchas na soja. O produto combina os ingredientes ativos protioconazol e picoxistrobina, que atuam por diferentes mecanismos de ação, e tem posicionamento preventivo em relação ao surgimento dos sintomas. A formulação também foi desenvolvida buscando fixação foliar, absorção gradual e tolerância à chuva. 

Para Paulo, no entanto, mais importante do que escolher um produto isoladamente é entender em que momento cada tecnologia entra no programa de manejo. O objetivo final, segundo ele, é chegar ao período de maior risco da doença com a lavoura já protegida, evitando que as decisões sobre controle só comecem a ser tomadas depois que a ferrugem já está instalada. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo. 

Soja

Culturas

Ler mais