milho
09/10/2026
Milho safrinha: produtividade alta nem sempre significa maior margem
Preço recebido, custo por saca e calendário de semeadura ajudam a explicar por que o resultado financeiro pode variar mesmo entre lavouras com bom rendimento.
Safra 2026/27 do Paraná deve ter mais soja e leve recuo no milho verão, projeta Deral
Primeira estimativa do órgão aponta alta de 4% na produção de soja, enquanto o levantamento também revisa para cima a safrinha de milho 2026 e mantém trigo 2025/26 abaixo do ciclo anterior
Colheita de milho avança para 90,4% da área, mas segue abaixo do ritmo de 2025
Levantamento da Conab mostra avanço semanal de 84,7% para 90,4% da área cultivada, com Mato Grosso já finalizado e produtividades heterogêneas em Goiás
Colheita do milho de segunda safra chega a 98,1% da área no Brasil
Exportação de soja em setembro é revisada para cima pela Anec
Milho deve ampliar área plantada no Rio Grande do Sul na safra 2026/27
El Niño na agricultura pode reduzir produtividade de milho, algodão e arroz em 2027
Banco Central identifica riscos mais disseminados para três culturas e efeitos regionais distintos sobre a soja; fenômeno também entra nas projeções para os preços dos alimentos.
Compra de milho pela Conab soma 191 mil toneladas para reforçar estoques públicos
Operações realizadas em dois leilões movimentaram cerca de R$ 228 milhões e devem ampliar o atendimento a pequenos criadores por meio do Programa de Vendas em Balcão.
Queda das commodities pressiona petróleo, grãos e softs após decisão do Banco Central americano
Energia lidera perdas, produtos agrícolas recuam em bloco e ouro avança; movimento reflete reprecificação de juros, dólar e expectativas de oferta e demanda
Conab abre leilão de milho para comprar até 224 mil toneladas
Duas operações eletrônicas, marcadas para sexta-feira (18) e segunda-feira (21), vão formar estoques públicos com recebimento em unidades armazenadoras de oito estados; primeira etapa é exclusiva para a agricultura familiar
Estoques de milho nos EUA surpreendem e derrubam preços em Chicago
Reservas de 53,2 milhões de toneladas ficaram acima das projeções do mercado e pressionaram também os contratos futuros de trigo e soja.

15/09/2026
Milho deve ampliar área plantada no Rio Grande do Sul na safra 2026/27
Projeção aponta crescimento de 7,42% no espaço destinado ao cereal, apoiado por maior disponibilidade hídrica, rotação de culturas e incentivos públicos....
O milho no Rio Grande do Sul deve ganhar espaço na safra de verão 2026/27. A estimativa inicial da Emater/RS-Ascar indica que a área plantada com o cereal pode alcançar 896.401 hectares, avanço de 7,42% em relação aos 834.444 hectares registrados no ciclo anterior.
A projeção foi apresentada durante a Expointer e coloca o milho como a cultura de maior expansão entre os principais cultivos de verão do estado. Soja e arroz, por outro lado, devem apresentar estabilidade ou variações pequenas na área cultivada.
Milho no Rio Grande do Sul deve elevar produção
Com a ampliação da área, a produção estadual de milho está estimada em 6,91 milhões de toneladas, alta de 7,18% sobre as 6,448 milhões de toneladas projetadas para a safra 2025/26.
A produtividade média deve ficar em 7.711 quilos por hectare, o equivalente a aproximadamente 128,5 sacas. O número representa uma ligeira redução de 0,25% frente aos 7.730 quilos por hectare do ciclo anterior.
A previsão mostra que o crescimento da produção deve ocorrer principalmente pelo aumento da área, e não por uma elevação relevante do rendimento médio.
A área destinada ao milho para silagem também deve crescer, embora em ritmo menor. A projeção é de 369.389 hectares, incremento de 0,19%.
Clima e rotação de culturas influenciam decisão do produtor
De acordo com informações divulgadas pela Emater/RS-Ascar, a expectativa de maior disponibilidade hídrica associada à influência do El Niño é um dos fatores que favorecem o plantio do cereal.
O milho exige bom suprimento de água durante fases importantes do desenvolvimento. Por isso, a perspectiva de chuvas mais regulares pode melhorar a confiança dos produtores na cultura, especialmente em regiões onde o regime hídrico costuma limitar o potencial produtivo.
Outro fator é a necessidade de ampliar a rotação de culturas. O plantio do milho em áreas ocupadas anteriormente pela soja pode contribuir para:
- Diversificar o sistema produtivo;
- Melhorar a cobertura e o uso do solo;
- Reduzir a repetição de cultivos;
- Apoiar o manejo agronômico das áreas agrícolas.
A decisão também é influenciada por programas estaduais de incentivo, que ajudam a reduzir o custo inicial de implantação das lavouras.
Programa “Milho 100%” pode reduzir custo com sementes
O Programa “Milho 100%”, criado pelo governo do Rio Grande do Sul, oferece sementes subsidiadas integralmente para agricultores e pecuaristas familiares.
A iniciativa busca estimular o cultivo do cereal e fortalecer cadeias que dependem diretamente da oferta de milho, como a produção de leite, aves, suínos e bovinos.
Ao reduzir o custo das sementes, o programa promete melhorar as condições de entrada dos produtores na atividade e ampliar a área cultivada em regiões onde o cereal perdeu espaço ao longo dos anos.
Santa Rosa e Ijuí lideram expansão regional
A expansão não deve ocorrer de maneira uniforme em todo o estado. As regiões de Santa Rosa e Ijuí aparecem entre os principais destaques da estimativa.
Em Santa Rosa, o aumento projetado supera 23.400 hectares. Na região de Ijuí e municípios próximos, a área deve crescer cerca de 17.400 hectares.
A região de Pelotas é apontada como uma exceção, com previsão diferente do movimento de alta observado na maior parte do estado.
Mesmo com o crescimento esperado, a área atual ainda está distante dos níveis registrados no passado. Em 2002, o Rio Grande do Sul cultivava aproximadamente 2 milhões de hectares com milho. A projeção para 2026/27 representa cerca de 45% daquele patamar.
Indústria de etanol cria nova demanda pelo cereal
A expansão da indústria de etanol de milho também abre uma alternativa de comercialização para os produtores gaúchos.
Além de utilizar o cereal como matéria-prima, as usinas geram subprodutos como o DDG, usado na alimentação animal. O material é rico em nutrientes e pode complementar a oferta de ingredientes para rações.
Esse ciclo amplia o aproveitamento econômico do milho:
- O grão abastece a indústria de etanol;
- A produção industrial gera coprodutos para a pecuária;
- A cadeia agrega valor dentro do próprio estado;
- A oferta regional de ingredientes para ração pode aumentar.
Com mais compradores e possibilidades de uso, o milho pode ganhar importância na composição da renda agrícola e na integração entre lavouras, agroindústria e produção animal.
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