Cafeicultura
Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem
Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]
Inovação garante alto desempenho no combate ao bicho-mineiro
O bicho-mineiro é uma das principais pragas do cafeeiro. Joiner, enquanto solução no controle dessa praga, mostrou excelentes resultados.
Barter ganha força na cafeicultura como estratégia para reduzir custos e proteger a rentabilidade
Em um cenário marcado por volatilidade de preços, custos elevados de produção e incertezas climáticas, reduzir riscos passou a ser tão estratégico quanto produzir bem. Nesse contexto, o Barter se consolida como uma das principais ferramentas de gestão para o cafeicultor brasileiro, permitindo previsibilidade, eficiência financeira e proteção da rentabilidade ao longo da safra. Mais […]
Desenvolvimento das lavouras de café avança, mas manejo segue decisivo
O ano começa favorável para a cafeicultura brasileira, que atravessa um momento de recuperação gradual e expectativa positiva. Em diferentes regiões produtoras, o desenvolvimento das lavouras apresenta sinais consistentes de avanço. No entanto, apesar do cenário mais favorável, a atenção ao manejo segue sendo determinante para consolidar produtividade e sustentabilidade. Sul de Minas: boas chuvas […]
Preços melhores em 2026?
Setor entra no ano com mais otimismo, mas ainda com desafios estruturais A cafeicultura brasileira entra em 2026 com um sentimento diferente. Embora o ano anterior tenha sido intenso, com oscilações climáticas, barreiras comerciais inesperadas e dificuldades estruturais, o setor encerrou o período com sinais claros de recuperação. De acordo com especialistas, o Brasil atravessou […]
O café brasileiro em 2025: desafios globais, preços firmes e o setor ainda mais forte
Mesmo diante de oscilações climáticas, tarifas inesperadas e pressões regulatórias internacionais, o Brasil fecha 2025 com saldo positivo no café A cafeicultura brasileira atravessou 2025 enfrentando um conjunto de desafios que, embora conhecidos pelo setor, ganharam novas dimensões nos últimos anos. A presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, Carmem Lúcia Ucha, que […]
Safra 26 traz oportunidade para cafés de alta qualidade
Planejamento, estrutura e manejo no pós-colheita podem evitar perdas e garantir maior valorização no mercado O preparo da fazenda para a colheita do café deve entrar no radar dos produtores nos próximos dias. Isso porque, o período da colheita se aproxima e o preparo da fazenda além de garantir mais eficiência nas operações, também pode […]

26/01/2025
Agricultura regenerativa: oportunidades ao cafeicultor
Agricultura regenerativa promove práticas sustentáveis na cafeicultura, recuperando solo e aumentando a produtividade com menor impacto ambiental. Produtor cria agrofloresta entorno ao cafeeiro Nos últimos anos, a agricultura regenerativa tem se destacado como uma abordagem inovadora na cafeicultura brasileira. Em um cenário de mudanças climáticas e exigências crescentes por práticas mais sustentáveis, essa técnica tem […]...
Agricultura regenerativa promove práticas sustentáveis na cafeicultura, recuperando solo e aumentando a produtividade com menor impacto ambiental.
Produtor cria agrofloresta entorno ao cafeeiro
Nos últimos anos, a agricultura regenerativa tem se destacado como uma abordagem inovadora na cafeicultura brasileira. Em um cenário de mudanças climáticas e exigências crescentes por práticas mais sustentáveis, essa técnica tem se mostrado uma solução eficaz para integrar sustentabilidade e produtividade na produção de café.
A agricultura regenerativa incentiva a restauração da saúde do solo, proteção da biodiversidade e otimização do uso de recursos naturais.
Além disso, tem se mostrado uma aliada poderosa no sequestro de carbono e na preservação dos recursos hídricos. O uso dessa abordagem não só melhora a qualidade do café, mas também fortalece a resiliência das lavouras diante dos desafios climáticos.
O que é agricultura regenerativa?
A agricultura regenerativa vai além da simples preservação ambiental. Ela propõe práticas que restauram e mantêm a saúde do solo, aumentam a biodiversidade e criam um ecossistema equilibrado. No contexto da cafeicultura, isso significa adotar práticas que favoreçam a recuperação do solo. Além disso, o controle de plantas daninhas e a resistência das lavouras às pragas e doenças. Isso tudo, ao mesmo tempo em que promovem uma maior eficiência na utilização de recursos naturais.
Em tempos de grandes inconstâncias climáticas, como secas e geadas, os solos manejados de forma regenerativa tornam-se mais saudáveis e, consequentemente, mais resilientes aos impactos das mudanças climáticas.

Embora o termo tenha surgido na década de 1980, foi nos últimos anos que ele ganhou destaque entre os cafeicultores. Afinal, a valorização de microrganismos naturais dentro de uma abordagem sustentável vai ao encontro das recentes exigências do mercado para a cafeicultura brasileira.
Práticas regenerativas dentro do cafezal
Entre as várias formas de implementar a agricultura regenerativa na cafeicultura, uma das mais eficazes é o plantio de espécies vegetais entre as linhas de café, o que contribui para o equilíbrio ecológico das lavouras. Um exemplo disso é a Fazenda do Lobo, localizada em Três Corações, no Sul de Minas Gerais.

A Fazenda do Lobo: pioneira na adaptação às práticas regenerativas
Historicamente, a Fazenda do Lobo utilizava práticas convencionais de manejo agrícola, mas desde 2006, com a produção de cafés especiais, a propriedade começou a buscar alternativas mais sustentáveis.
Em 2021, um evento climático importante, uma geada severa, comprometeu a produtividade da fazenda e foi o marco que levou à adoção das práticas regenerativas.
O cafeicultor Guilherme Foresti explica que a geada foi o “pontapé inicial” para adotar o manejo de mato nas ruas do cafezal. “Plantamos braquiária e variedades mais resistentes e tolerantes à estiagem, pragas e doenças. Quando olhamos o plantio da braquiária, percebemos que ela nos ajudou no controle de plantas daninhas e na descompactação do solo”, afirma.
Além de ajudar no controle de plantas daninhas, a braquiária contribui para a descompactação do solo e mantém a umidade, funcionando também como adubação verde, o que oferece uma quantidade significativa de matéria orgânica.
A adoção dessas práticas regenerativas, em conjunto com outras ações, permitiu que a fazenda enfrentasse de maneira mais eficiente a seca do ano passado, mantendo a qualidade física, química e biológica do solo.

Uso de mix de sementes e manejo integrado
A Fazenda do Lobo também implementou a utilização de um mix de sementes, uma técnica inovadora para otimizar o manejo regenerativo. No último ano, a propriedade cultivou 25% de sua área com cinco variedades de sementes, cada uma com funções específicas, como a fixação de nitrogênio e potássio, e controle de nematoides. A diversidade das sementes ajudou a melhorar a qualidade do solo e a aumentar a resistência das lavouras a doenças e pragas.
“Uma fixação de nitrogênio, outra fixação de potássio. Ou seja, uma faz a descompactação do solo e outra controla os nematoides”, explica Guilherme Foresti.
Além disso, a fazenda planeja expandir essa técnica para 50% da área cultivada no futuro, com o objetivo de ampliar os benefícios proporcionados por esse manejo diversificado.
Agrofloresta: uma solução inovadora para a sustentabilidade
Outro projeto inovador da Fazenda do Lobo é a implantação de uma agrofloresta em meio ao cafezal. A agrofloresta envolve o plantio de árvores como cedro, eucalipto e banana, que cercam as lavouras de café.
As podas das árvores geram matéria orgânica que é direcionada para as ruas do café. Isso enriquece o solo com nutrientes essenciais e ajudando a manter a umidade, especialmente em períodos de seca.
Esse projeto, junto com outras práticas regenerativas, tem mostrado resultados positivos em termos de recuperação do solo e aumento da qualidade do café. Nos últimos anos, os cafés da Fazenda do Lobo têm se destacado, com altíssimas pontuações e premiações em concursos de cafés especiais.
Guilherme Foresti destaca que, em um ano de seca intensa, a implantação da agrofloresta foi fundamental para manter a qualidade do solo e garantir uma produção mais estável.
“Em uma época de seca terrível como a que enfrentamos, conseguimos manter a qualidade física, química e biológica do solo. Eu acredito muito nesse caminho”, diz ele.

O impacto das práticas regenerativas na cafeicultura brasileira
Embora apenas 30% das fazendas brasileiras adotem práticas regenerativas atualmente, a cafeicultura do Brasil está se tornando cada vez mais preparada para enfrentar as mudanças climáticas. O setor cafeeiro brasileiro tem se destacado no agronegócio, principalmente devido ao crescente interesse por cafés especiais e pela adoção de práticas mais sustentáveis.
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Cafés especiais: 8 princípios para produzir com qualidade
A agricultura regenerativa está permitindo que os produtores brasileiros não só enfrentem os desafios climáticos, mas também se destaquem no mercado global, que valoriza a sustentabilidade e a qualidade do produto.
Além disso, o futuro da cafeicultura brasileira passa por essa adaptação contínua, com foco na inovação e na sustentabilidade, o que fortalece o protagonismo do Brasil na produção mundial de café.
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