30/08/2026

Mercado e safra

Pré-florada do café: manejos essenciais para proteger a produtividade

A pré-florada do café sempre exige atenção do produtor. No entanto, na safra atual, essa fase ganhou ainda mais importância devido às chuvas registradas durante o inverno em diversas regiões produtoras de Minas Gerais. Esse comportamento climático alterou o desenvolvimento das lavouras, favorecendo o surgimento de doenças e aumentando a possibilidade de desuniformidade da florada. […]

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30/08/2026

Pré-florada do café: manejos essenciais para proteger a produtividade

A pré-florada do café sempre exige atenção do produtor. No entanto, na safra atual, essa fase ganhou ainda mais importância devido às chuvas registradas durante o inverno em diversas regiões produtoras de Minas Gerais. Esse comportamento climático alterou o desenvolvimento das lavouras, favorecendo o surgimento de doenças e aumentando a possibilidade de desuniformidade da florada. […]...

A pré-florada do café sempre exige atenção do produtor. No entanto, na safra atual, essa fase ganhou ainda mais importância devido às chuvas registradas durante o inverno em diversas regiões produtoras de Minas Gerais. Esse comportamento climático alterou o desenvolvimento das lavouras, favorecendo o surgimento de doenças e aumentando a possibilidade de desuniformidade da florada.

Além disso, o cafeeiro chega a esse período logo após enfrentar o desgaste provocado pela colheita. Por isso, o manejo precisa respeitar o estágio fisiológico da planta para preservar seu potencial produtivo e garantir uma florada mais protegida.

Segundo Felipe Borges, Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, o cenário exige um planejamento mais criterioso do que em anos considerados normais.

“Teremos uma grande desuniformidade da florada. Algumas áreas já floresceram, outras ainda estão prontas para florir. Isso exige mais atenção ao momento das aplicações e, provavelmente, um número maior de intervenções para proteger a florada.”

Chuvas de inverno elevam o desafio da pré-florada do café

Tradicionalmente, o inverno representa um período mais seco nas principais regiões cafeeiras brasileiras. Entretanto, neste ciclo, a ocorrência frequente de chuvas criou um ambiente bastante favorável ao desenvolvimento de doenças.

Nesse contexto, fatores como alta umidade e temperaturas amenas aumentam o risco de problemas fitossanitários justamente em um dos momentos mais sensíveis do cafeeiro.

Entre as principais ameaças destacam-se: a mancha de phoma, atacando folhas, ramos, flores e frutos, reduzindo o enfolhamento e o pegamento floral. A ferrugem, que pode atravessar o inóculo de uma safra para outra. E essa é uma preocupação para as lavouras que terão grande potencial produtivo para 27, além da cercosporiose e pseudomonas. 

Além disso, a florada tende a ocorrer de forma escalonada. Ou seja, diferentes plantas e até mesmo diferentes ramos da mesma planta, poderão apresentar estágios distintos de desenvolvimento, tornando o manejo mais complexo.

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Manejo pós-colheita do café: como preparar o cafezal para a próxima safra 

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Florada do café: como proteger a produtividade de doenças

Como reconhecer as doenças que atacam na florada do café?

Por que a pré-florada do café merece tanta atenção?

A pré-florada representa a transição entre a recuperação da planta após a colheita e o início da formação da próxima safra.

Depois do intenso esforço fisiológico exigido pela colheita, o cafeeiro precisa recompor reservas nutricionais, recuperar seu metabolismo e iniciar a diferenciação das gemas florais.

Portanto, qualquer estresse provocado por doenças ou falhas no manejo pode comprometer diretamente o número de flores, o pegamento e, consequentemente, a produtividade futura.

Segundo Felipe Borges, o produtor deve considerar dois fatores antes de definir qualquer intervenção.  “O manejo deve acompanhar o estágio fisiológico da planta e também as condições climáticas. Se houver ambiente favorável ao desenvolvimento das doenças, as aplicações precisam proteger esse momento.”

Florada desuniforme exige maior número de intervenções

Em anos de clima regular, muitos produtores concentram as aplicações em dois momentos principais: antes e logo após a florada.

Entretanto, esse cenário muda quando a florada ocorre de forma escalonada.  Segundo Felipe Borges, será necessário acompanhar cada talhão individualmente.

“O produtor não deve pensar apenas em aplicações de pré e pós-florada. Dependendo da condição da lavoura, poderá ser necessário aumentar o número de entradas para proteger o máximo possível das flores.”

Quais manejos são essenciais na pós-colheita, pré-florada e pós-florada?

Embora cada propriedade apresente uma realidade diferente, Felipe Borges explica que três momentos merecem atenção especial ao longo desse período.

Pós-colheita: A primeira etapa consiste na recuperação da planta. Nesse momento, além dos manejos nutricionais, o controle preventivo das doenças reduz a pressão inicial de inóculo para as fases seguintes.

Uma alternativa recomendada é a associação entre Priori Top® e Alto® 400, conforme avaliação técnica da propriedade.

Pré-florada:  Na pré-florada, o foco passa a ser a proteção das gemas florais e das futuras flores.  Para esse momento, a recomendação técnica contempla a utilização de Miravis Duo® associado ao Auge® (hidróxido de cobre), estratégia que amplia a proteção da lavoura em um ambiente altamente favorável ao desenvolvimento das doenças.

Pós-florada:  Após a abertura das flores, a proteção continua sendo fundamental. Nessa fase, Miravis Duo® contribui para manter o controle das principais doenças e proteger o potencial produtivo recém-formado.

Planejamento será decisivo para o potencial produtivo da próxima safra

As condições climáticas registradas neste inverno transformaram as aplicações de florada do café em uma das etapas mais estratégicas da safra.

Além da maior pressão de doenças, a florada desuniforme exige atenção redobrada ao momento das aplicações e ao acompanhamento da lavoura.

“Nesse contexto, produtores, monitorarem suas áreas de forma frequente e adaptem o

manejo ao comportamento das plantas, e principalmente do clima, assim, terão melhores condições para proteger a  florada, reduzir perdas e preservar o potencial produtivo da próxima colheita”, destaca Felipe. 

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