Um dos grandes desafios a serem enfrentados em toda safra é o ataque das lagartas, consideradas pragas agrícolas de grande importância na lavoura. A lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus), por exemplo, é uma das espécies que podem causar inúmeros prejuízos à cultura, comprometendo a produtividade.

A lagarta-elasmo geralmente ataca após a germinação da cultura e pode se proliferar rapidamente se o manejo adequado não for realizado o mais breve possível.

Vale ressaltar que, por ser uma praga polífaga, ou seja, que se alimenta de diversas culturas, a lagarta-elasmo gera uma grande extensão de danos nas áreas produtoras, incluindo as de soja e de milho.

Conheça as principais características dessa praga e saiba como colocar em prática ações preventivas, a fim de evitar que a infestação da lagarta-elasmo atinja um alto nível de dano econômico.

Características e danos da lagarta-elasmo

Também conhecida como broca-do-colo, a lagarta-elasmo costuma atacar na fase inicial do ciclo da cultura. Por se alimentarem do parênquima foliar, à medida que vão crescendo o ataque fica mais severo, perfurando a planta no nível do solo, e se desenvolve em uma trajetória ascendente, de forma que a galeria formada por elas aumenta em comprimento e largura, conforme a praga se alimenta.

O ataque da praga costuma afetar o sistema que conduz água e nutrientes às plantas, o que leva ao murchamento e secamento de folhas e, com o avanço da agressão, pode ocorrer a morte das plantas. Outro grande problema é que a espécie tem alto poder de infestação nas lavouras, o que agrava ainda mais a situação.

É frequente em regiões com solo arenoso e que passaram por períodos de grande estiagem, já que a propagação dessa espécie se dá em locais com temperaturas mais elevadas.

A lagarta-elasmo pode medir entre 15 e 16mm e apresenta tonalidades que variam do verde-azulado ao rosado e linhas transversais de cor marrom localizadas no dorso e na cabeça. Outra característica é que essa praga move-se de forma incessante quando tocada, como uma espécie de defesa contra os inimigos naturais.

Lagarta-elasmo 1

Crédito foto: Syngenta Digital

Veja quais são os prejuízos causados por essa lagarta nas culturas e como identificá-los no campo:

  • Primeiros estádios: é comum essa praga atacar no início do ciclo da cultura, até 30 dias após a emergência.

  • Consequências: pode ocorrer falhas de estande, com os vegetais medindo entre 30 e 60 cm, ou a morte das plantas.

  • Sintomas: os ponteiros das plantas atacadas podem murchar rapidamente, causando a morte destas em até 3 dias.

Vale ressaltar que as condições climáticas são fundamentais para o crescimento populacional dessa praga, ou seja, mesmo que a lagarta-elasmo não tenha provocado grandes danos em uma safra anterior, não significa que em uma nova safra não terá ocorrência dessas lagartas.

Se o clima favorecer a sua propagação, a lagarta-elasmo pode causar danos irreversíveis à produtividade. Portanto, o monitoramento constante é essencial para o controle dessa praga nos estádios iniciais.

Ciclo de desenvolvimento

lagarta-elasmo 2

O ciclo de desenvolvimento da lagarta-elasmo apresenta seis ínstares e, em média, oito dias após a fêmea ovipositar, acontece o surgimento das larvas, uma fase que dura em média 15 dias.

Na sequência, a lagarta-elasmo se mantém na fase de pupa por cerca de oito dias e, por fim, transforma-se em uma mariposa adulta, completando o ciclo em 12 dias. O tempo médio de vida dessa praga é entre 42 e 48 dias.

Como manejar a lagarta-elasmo?

Mesmo que a ocorrência de chuvas tenha sido abundante no momento do plantio e na emergência da cultura, fator abiótico fundamental para bloquear o avanço populacional dessa espécie, realizar um manejo adequado da lagarta-elasmo vai impedir que esta praga cause prejuízos ao estabelecimento da cultura.

Por isso, é importante colocar em prática algumas ações de manejo a fim de controlar o crescimento populacional dessa praga no campo. Confira:

  • Monitoramento constante: observar continuamente a evolução da lagarta-elasmo nos estádios iniciais da cultura vai favorecer a melhor tomada de decisão para iniciar o controle dessa praga na lavoura.

  • Controle biológico: alguns inimigos naturais podem contribuir para o controle da lagarta-elasmo no campo, como vírus de poliedrose nuclear e fungos como Aspergillus flavus, mas é bom salientar que essa medida deve ser uma das estratégia em um conjunto de ações, para que o controle seja realizado de forma eficaz.

  • Controle cultural: a remoção de restos culturais e o uso de fertilizantes em solos mais arenosos são ações fundamentais no controle da lagarta-elasmo.

  • Controle químico: como a lagarta-elasmo ataca a fase inicial de desenvolvimento da cultura, o Tratamento de Sementes inseticida é a ferramenta ideal para fechar esse manejo de controle da praga.

É importante que o produtor opte por sementes de alta procedência e por uma solução eficaz de longo efeito residual para o Tratamento de Sementes, favorecendo o crescimento de um estande firme, forte e com plantas que expressem seu máximo potencial produtivo.

Tratamento de Sementes com proteção máxima contra lagarta-elasmo

Sabendo dos prejuízos que a lagarta-elasmo pode causar na lavoura junto a outras pragas nos estádios iniciais das culturas de soja e milho, a Syngenta desenvolveu Fortenza® Duo, o mais poderoso Tratamento de Sementes inseticida do mercado.

A formulação conta com dois poderosos ingredientes ativos (ciantraniliprole e tiametoxam), que apresentam características físico-químicas e de solubilidade que promovem melhor absorção e ação mais rápida na planta, de forma que os ativos são absorvidos pelo sistema radicular, sendo distribuídos rapidamente pela parte aérea das plantas, oferecendo proteção completa contra pragas iniciais no estabelecimento da cultura, mesmo em condições de estresse hídrico, o que favorece a infestação da lagarta-elasmo.

Outros benefícios de Fortenza® Duo são:

  • Controle: inseticida com amplo espectro de controle de pragas

  • Residual: Tratamento de Sementes com efeito residual prolongado

  • Proteção: com o estabelecimento do estande livre de pragas, a lavoura expressa seu máximo potencial produtivo, proporcionando mais rentabilidade ao produtor.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

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