Cana-de-açúcar
30/04/2026
Mercado brasileiro de biodefensivos cresce 18% e movimenta R$ 4,35 bilhões na safra 2024/25
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30/04/2026
Mercado brasileiro de biodefensivos cresce 18% e movimenta R$ 4,35 bilhões na safra 2024/25
Resistência de pragas a defensivos químicos e exigência por alimentos com menor resíduo impulsionam expansão do setor; Syngenta amplia portfólio biológico para atender nova demanda...
O mercado brasileiro de biodefensivos registrou crescimento expressivo na safra 2024/25. O setor movimentou R$ 4,35 bilhões, uma alta de 18% em relação à safra anterior, segundo o estudo FarmTrak Bioinsumos, da Kynetec.
O desempenho reforça uma mudança estrutural no campo: os biológicos deixaram de ser nicho para se tornar parte central da estratégia de manejo das principais culturas do país. A soja lidera a adoção, respondendo por 48% do volume utilizado. Na sequência aparecem milho (31%), cana (12%), algodão (4%) e café (3%). Juntas, essas culturas concentram praticamente toda a demanda atual por biodefensivos no Brasil.
Por que os biológicos crescem?
Dois fatores explicam a aceleração do mercado. O primeiro é técnico: a resistência de pragas e patógenos aos defensivos químicos convencionais tem aumentado, reduzindo a eficácia de alguns produtos e obrigando produtores a buscar alternativas complementares. O segundo é comercial: redes varejistas, especialmente no exterior, exigem cada vez mais alimentos produzidos com menor carga de resíduos químicos, e o produtor que não se adapta pode perder acesso a mercados premium.
- Resistência crescente: o uso contínuo de moléculas químicas ao longo de décadas criou populações de pragas e fungos com maior tolerância a ativos convencionais.
- Exigência de mercado: protocolos de sustentabilidade de grandes compradores internacionais pressionam pela redução de resíduos.
- Complementaridade: biológicos passam a integrar programas de manejo junto com químicos, não em substituição a eles.
A posição da Syngenta no mercado biológico
Para Rafael Pereira, gerente de marketing de biológicos da Syngenta, entender esse crescimento exige olhar para dentro do próprio mercado.
“Antes de mais nada, é preciso entender que quando falamos de ‘biológicos’ não se trata de um único grupo de produtos: eles se dividem em quatro segmentos com dinâmicas de crescimento bastante distintas.
O biocontrole cresce impulsionado pela busca por maior eficiência no manejo de pragas e doenças e por novas ferramentas no manejo de resistência. Os bioativadores ganham espaço pela demanda por maior produtividade e pela necessidade de estabilidade frente a estresses bióticos e abióticos. O segmento de eficiência nutricional avança pela pressão por otimização dos fertilizantes, um dos maiores custos do produtor. Já a nutrição especial, o maior dos segmentos, mantém sua relevância pelo foco contínuo no aprimoramento fisiológico das plantas e também aumento da produtividade”, explica.
A Syngenta tem ampliado sua atuação no segmento de biológicos como parte de uma estratégia integrada de proteção de cultivos. A multinacional combina seu portfólio de defensivos químicos com soluções biológicas, oferecendo ao produtor programas de manejo que unem eficácia agronômica e conformidade com protocolos de sustentabilidade.
Nesse contexto, Pereira destaca o que diferencia a empresa.
“A Syngenta Biologicals é uma das poucas empresas capaz de oferecer uma solução verdadeiramente completa ao agricultor — com portfólio eficiente nos quatro segmentos que mencionamos. Mas mais do que amplitude de portfólio, a empresa traz ao mercado dois atributos que historicamente faltavam nesse segmento: inovação consistente no desenvolvimento de novos produtos e a confiança de uma empresa reconhecida pela qualidade e procedência do que entrega.
Essa combinação — portfolio completo, inovação e credibilidade — é o que diferencia a Syngenta Biologicals e sustenta sua proposta de ser o parceiro biológico de referência para o agricultor”, destaca o gestor.
Na prática, essa estratégia integrada se traduz em produtos como o biofungicida Reverb® e o bioinseticida Neture™, desenvolvidos para aumentar a eficiência do manejo químico já utilizado pelo produtor e formulados com alta compatibilidade para mistura de tanque com a maioria dos defensivos químicos.
Desafios ainda existem
Apesar do crescimento, o setor enfrenta barreiras.
As barreiras para a adoção consistente de biológicos são conhecidas e persistem até hoje. A primeira é a baixa eficiência de muitos produtos disponíveis, que agregam pouco ao manejo e frustram o agricultor na primeira tentativa. A segunda é a inconveniência operacional — produtos que demandam cadeia refrigerada de armazenamento ou que são incompatíveis com misturas de tanque com químicos. A terceira é a falta de padronização de qualidade: por ser um mercado com muitos entrantes, há grande variação no que chega ao campo.
“É exatamente nessas três frentes que a Syngenta Biologicals se propõe a atuar: através da inovação elevar o padrão de eficiência e simplificar a operação com tecnologias de formulação avançadas, e entregar a consistência de qualidade que o agricultor já conhece da Syngenta”, destaca o gestor.
O que esperar dos próximos ciclos
O cenário aponta para continuidade da expansão. A combinação de pressão regulatória, demanda do consumidor final e evolução tecnológica nos produtos biológicos tende a ampliar ainda mais a participação desse segmento nas estratégias de manejo. Para empresas com portfólio consolidado nos dois segmentos — químico e biológico —, o momento representa uma oportunidade de se posicionar como parceiras estratégicas do produtor, não apenas como fornecedoras de insumos.
Pereira antecipa o que vem por aí.
“A Syngenta Biologicals tem um pipeline robusto: em média três novos lançamentos por ano até 2030, cobrindo todos os segmentos do mercado de biológicos com tecnologias disruptivas. Dois produtos em fase de pré-lançamento ilustram bem essa direção — e vão diretamente ao encontro de um dos maiores problemas que o produtor enfrenta hoje: a alta do preço e a instabilidade no fornecimento de fertilizantes.
O primeiro é o Avakitt®, uma inovação com altíssima concentração de Micorrizas, capaz de ampliar o alcance das raízes e aumentar significativamente a absorção de nutrientes e água — resultando em maior produtividade e menor dependência de insumos externos. O segundo é o Eqibre®, um produto biológico aplicado via foliar que fixa nitrogênio atmosférico e também potencializa a absorção de Fósforo e micronutrientes, aumentando muito o potencial produtivo da planta”, conclui o gerente.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo que está acontecendo no campo.