Artigo atualizado em 12/04/2024

Depois da safra de inverno 2023/24 – que mais uma vez testou a resiliência dos produtores de trigo com grande impacto do El Niño –, as expectativas para a safra de trigo 2024/25 estão considerando um aumento na produção gerado por maior produtividade, mesmo que haja redução na área plantada.

A Conab, em seu sétimo levantamento da safra de grãos, estima uma área semeada de trigo de 3,26 milhões de hectares, 6% a menos do que em 2023. No entanto, para a produtividade média nacional, é esperado um aumento de 26% em relação à safra 2023/24, que foi fortemente atingida por problemas climáticos.

Para a cultura do trigo, as condições ambientais são fundamentais para alcançar bons resultados em produtividade, principalmente porque essas condições estão diretamente ligadas com a ocorrência de doenças. 

As principais regiões produtoras da gramínea no Brasil encontram-se nas áreas que foram afetadas pelo El Niño com excesso de chuvas, o Sul, o que colocou à prova os manejos adotados pelos agricultores da região. 

Afinal, quando falamos de doenças, falamos muito mais sobre medidas preventivas do que curativas. Ou seja, é preciso redobrar a atenção e o cuidado para evitar a ocorrência de doenças desde as fases iniciais e, principalmente, nas fases críticas de desenvolvimento da cultura. 

Uma vez que temos a cultura instalada, o ambiente favorável e o patógeno, fechamos o triângulo da doença e o controle se torna muito mais desafiador e oneroso, resultando em prejuízos na safra. O seu manejo tem sido eficiente? As estratégias adotadas realmente tem protegido a lavoura? Você sabe com o que está lidando no campo?

Continue a leitura e confira tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças do trigo e o que fazer para vencê-las e melhorar seus resultados na safra 2024/25!  

Quais as principais doenças do trigo e que prejuízos elas podem causar?

Embora a lista de doenças para a cultura do trigo seja grande, algumas demandam maior atenção dos produtores, especialmente no cenário de mudanças climáticas que estamos vivendo. Entre as principais doenças que ocorrem na cultura, podemos destacar:

  • giberela;
  • mancha-amarela;
  • oídio;
  • ferrugem-da-folha;
  • brusone;
  • mosaico-comum;
  • helmintosporiose;
  • septoriose;
  • fusariose da raiz e da base do colmo;
  • podridão radicular;
  • podridão seca do colmo.

A ocorrência dessas doenças varia a depender da região e das condições de cultivo do trigo. No entanto, as mais comuns e que apresentam grande relação com as condições ambientais são, principalmente, a giberela, a mancha-amarela e o oídio.

Afinal, qual a relação entre as doenças do trigo e as condições climáticas?

Diante dos resultados da safra de trigo 2023/24, não fica difícil entender que as condições climáticas têm grande impacto na dinâmica populacional dos patógenos, aumentando sua população e a severidade de danos e perdas. 

Tanto a ocorrência de longos períodos sem chuvas com altas temperaturas quanto períodos frequentes de precipitação podem ser prejudiciais para a cultura do trigo. No último ciclo, o excesso de umidade, as chuvas e as inundações no Sul foi os fatores principais que geraram resultados negativos na produção nacional. 

Por isso, é fundamental estar preparado para enfrentar os patógenos em qualquer um desses cenários, visto que, para esse ano, estamos sob influência do La Niña – e que os patógenos já podem estar presentes sob a palhada remanescente da cultura da safra anterior, que registrou maior pressão de doenças.

No caso do fungo causador de giberela e mancha-amarela, ambos são “patógenos necrotróficos”, capazes de sobreviver nos restos vegetais da cultura no solo por longos períodos. A obtenção de bons resultados, portanto, depende diretamente da capacidade de lidar com essas doenças antecipadamente, já que elas podem interferir diretamente no peso e na qualidade final do produto colhido.

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Devido ao grande potencial de provocar perdas que podem chegar a reduzir o rendimento do trigo em até 50%, é importante estar ciente das condições ambientais que favorecem a ocorrência da giberela no trigo.

Para evitar perdas, é necessário monitorar a lavoura e as condições climáticas durante o período de maior suscetibilidade da cultura, a fim de tomar as decisões mais assertivas sobre o manejo, especialmente com fungicidas

Em termos práticos: a giberela é favorecida quando os períodos de maior frequência de chuvas coincidem com as fases de florescimento e enchimento de grãos. Essas são as fases consideradas críticas e de alerta máximo para a ocorrência dessa doença.

Além disso, em condições de alta umidade relativa do ar (acima de 90%) durante, pelo menos, 30 horas, e temperatura entre 20 e 25 °C, o patógeno também tem plenas condições de infectar a cultura. 

Dessa forma, a cultura enfrenta uma janela de pelo menos 30 dias em que há alta probabilidade de ocorrência da doença, sendo a fase de extrusão das anteras o pico de suscetibilidade.

doenças do trigo

Espigueta de trigo na fase de extrusão das anteras, com os órgãos de cores branca/amarelada destacados na imagem. Como aristas, que são os “fios” apresentados em paralelo à espigueta, também estão visíveis. Fonte: Syngenta.

Como identificar os sintomas da giberela no trigo? 

Os sintomas da giberela podem variar, dependendo da cultivar de trigo, do estádio de desenvolvimento da lavoura e das condições climáticas. No entanto, para diagnosticar a doença em campo, é possível observar alguns sintomas bastante característicos: 

  • as folhas podem amarelar e envelhecer precocemente;
  • no estágio inicial da espiga, a doença pode impedir a formação de grãos ou ainda levar a produção de grãos muito leves, que são perdidos no momento da colheita;
  • um sintoma característico, e que inclusive distingue a giberela de outra doença chamada brusone, é a posição das aristas das espiguetas infectadas pelo patógeno. Para o caso da giberela, as aristas das espiguetas infectadas desviaram o sentido das aristas não infectadas, adquirindo uma aparência “descabelada”, mais aberta em relação à espigueta. Além disso, as aristas adquirem cores esbranquiçadas ou palha. No caso de brusone, isso não ocorre, por isso, apesar de ambas as doenças apresentarem sintomas que podem ser confundidos, essa característica não deixa dúvidas quanto ao diagnóstico; 
  • com o avanço da doença, uma camada rosada de esporos pode ser observada nos grãos, deformando-os, o que se traduz em perdas de quantidade e qualidade.

doenças do trigo

Mancha-amarela no trigo: condições ambientais favoráveis ​​para a Drechslera tritici-repentis

A mancha-amarela é uma das doenças foliares mais preocupantes para os produtores de trigo, podendo causar danos de até 40% na produção. O patógeno libera toxinas que comprometem as folhas da planta.

A mancha-amarela pode incidir no cultivo por meio de sementes infectadas, restos da cultura anterior ou ainda de plantas daninhas hospedeiras, como o azevém. Além disso, possui alta capacidade de dispersão, podendo infectar grande parte da lavoura.

Sintomas da mancha-amarela no trigo

Inicialmente, podem ser observadas manchas amarelas de tamanho pequeno e cores claras, que podem aumentar rapidamente em tamanho, recobrindo grande parte das folhas.

As lesões observadas podem apresentar um formato parecido ao de um olho, com a presença de um centro escurecido (necrótico), delimitado por um anel amarelo, seguido de um anel mais escuro. Esses e outros sintomas podem dificultar a atividade fotossintética e levar à queda prematura da folha, o que pode afetar o rendimento da cultura.

doenças do trigo

Sinais característicos da mancha-amarela na folha de trigo. Fonte: Santana, 2013 .

Oídio no trigo: condições ambientais favoráveis para o Blumeria graminis f. sp. tritici

O oídio é uma doença fúngica, também considerada uma das mais importantes para a cultura do trigo, especialmente em anos em que as condições climáticas proporcionam dias amenos e secos, com temperaturas entre 15 e 22 °C

Alta umidade relativa do ar, baixa luminosidade e chuvas frequentes também podem favorecer a ocorrência da doença. O fungo agente causal é considerado um patógeno biotrófico, ou seja, requer hospedeiro vivo para sobreviver. 

Esse patógeno é difundido nas principais regiões produtoras, causando prejuízos consideráveis ​​à produtividade e à qualidade do trigo.

Sintomas do oídio no trigo

O oídio reduz a capacidade fotossintética da planta, tanto em função do desvio de nutrientes para o patógeno, quanto pelo fato das estruturas vegetativas e reprodutivas (massa micelial) do patógeno recobrirem a superfície das folhas. 

Com o avanço da doença, é possível observar uma camada branca e pulverulenta na superfície das folhas, que pode atingir outras partes da planta, como colmos e espiguetas.

doenças do trigo

Folhas de trigo recobertas pela massa pulverulenta do fungo causador do oídio em trigo. Fonte: Costamilan, 2015.

Além da perda de produtividade: doenças no trigo podem causar a contaminação de grãos por micotoxinas

A gravidade da giberela, por exemplo, vai além dos danos causados ​​à produtividade do trigo, uma vez que o patógeno produz micotoxinas – substâncias que representam um risco à saúde de animais e humanos – que podem tornar os grãos impróprios para consumo.

É importante destacar que as micotoxinas são produzidas e permanecem nos grãos mesmo após a inatividade do patógeno. Além disso, muitas vezes, a presença do fungo não é visível a olho nu, no entanto, as micotoxinas já foram produzidas.

Outro fator agravante é que as micotoxinas são termoestáveis ​​e bioacumuláveis, ou seja, mesmo durante o processamento a altas temperaturas, elas não são inativadas e podem se acumular no organismo, seja humano ou animal, sendo associadas ao longo da cadeia alimentar. 

A contaminação dos grãos por micotoxinas pode gerar problemas na exportação do produto, uma vez que a legislação brasileira, além das legislações internacionais, dependendo do país para o qual a carga será destinada, impõe limites máximos toleráveis. Dessa forma, uma lavoura com controle inadequado da doença pode sofrer com prejuízos de produção e comercialização.

Além da giberela, outros fungos podem produzir micotoxinas, como:

  • Fusarium spp. (fase assexuada de Gibberella zeae): causada pelas micotoxinas deoxinivalenol (DON), zearalenona (ZEA), ácido fusário, entre outras;
  • Aspergillus spp.: causador da alfatoxina, micotoxina altamente tóxica e carcinogênica;
  • Penicillium spp.: causador da patulina, menos tóxica do que as demais, porém ainda é prejudicial à saúde humana.
  • Alternaria spp.: produz uma micotoxina alternariol, que pode ser tóxica em altas doses para humanos e animais.

A produção de micotoxinas é influenciada por diversos fatores, incluindo as condições em que os grãos são manejados durante o cultivo (controle de doenças inadequadas, principalmente da giberela), mas também o teor de água no momento em que são recolhidos e armazenados, e a temperatura e a umidade aos quais são expostos durante o armazenamento.

Dado o potencial altamente tóxico da maioria das micotoxinas, é indispensável que o controle dessas doenças seja realizado de forma adequada ainda em campo. 

Como controlar com eficiência as doenças no trigo?

O manejo de doenças no trigo não é uma tarefa fácil, principalmente se medidas preventivas não forem adotadas com eficiência. Para conter as doenças e também reduzir a possibilidade do desenvolvimento da resistência pelos patógenos – especialmente pelo fungo causador da mancha-amarela, que já possui relatos de resistência a diversos fungicidas disponíveis no mercado – o manejo integrado de doenças faz-se mais do que necessário.

As práticas de controle indicadas são:

  • rotação de culturas;
  • controle de plantas daninhas na área de produção e próximo à lavoura;
  • adubação equilibrada, especialmente nitrogenada e potássica;
  • monitoramento constante da área de cultivo. 

O controle com uso de fungicidas para trigo é fundamental para o manejo das principais doenças. E, como comentado anteriormente, a problemática da resistência e a dificuldade de controle com as opções disponíveis abrem precedentes para a necessidade de abordagens mais poderosas e superiores.

Fungicida para doenças do trigo precisa ser poderoso no controle

Nesse contexto, MIRAVIS®, um fungicida sistêmico que contém a nova molécula exclusiva da Syngenta, ADEPIDYN® technology, pertencente a um novo grupo químico, é a solução para as principais doenças do trigo, e consequentemente para a problemática das micotoxinas. 

Essa solução já é fundamental em qualquer programa de doenças do trigo, pois confere controle superior às principais doenças da cultura, principalmente giberela e mancha-amarela, amplamente distribuídas em todas as regiões produtoras. 

Com um modo de ação inédito, MIRAVIS® oferece diversos benefícios no controle de doenças do trigo, incluindo:

  • eficiência em qualquer manejo de fungicidas;
  • revolução no controle de manchas;
  • inovação: produto à base de ADEPIDYN®, molécula de alta eficácia;
  • produção e qualidade: controle de giberela e redução de micotoxinas.

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  • Controle superior: o efeito residual prolongado, mantendo a lavoura protegida por mais tempo.
  • Benefícios fisiológicos às plantas: promove um incremento na qualidade e na produtividade da lavoura.

Ciente de todos os impactos negativos que as doenças podem ocasionar na cultura do trigo, a Syngenta disponibiliza aos triticultores um portfólio robusto e completo para qualquer situação.

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