O Brasil se coloca como potência agrícola com as culturas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, mas vem também ganhando espaço no cultivo de trigo, pela expansão da área plantada e o desenvolvimento de novas tecnologias de manejo, impulsionado pelo movimento Caçadores de Daninhas.

A última safra de trigo foi a maior da série histórica nacional, totalizando 9,5 milhões de toneladas produzidas. Com um crescimento anual de 10%, esse volume pode chegar a 20 milhões de toneladas até 2030 (de acordo com as projeções da Embrapa), superando o consumo interno e consagrando o país como exportador do cereal.

Para alcançar essas metas, o foco está no desenvolvimento de tecnologias que sejam convenientes e eficientes para o produtor rural melhorar a performance das lavouras, principalmente no que diz respeito ao controle de daninhas no trigo, responsáveis por perdas de produtividade e qualidade, de maneira direta, por meio da matocompetição, e de maneira indireta, por facilitar a presença de pragas, doenças e nematoides. 

Visão geral da ocorrência de daninhas no trigo

O que se percebe nas áreas de cultivo de trigo no Brasil nos últimos anos é a alta incidência de azevém (Lolium multiflorum) e aveia (Avena strigosa), intensificada por conta de seu uso como plantas de cobertura no SPD (Sistema de Plantio Direto). Há ainda outras daninhas que causam prejuízos econômicos na triticultura, como a soja tiguera, a buva, o capim-amargoso, o capim-colchão, a braquiária e o capim-pé-de-galinha, mas o azevém e a aveia se destacam pela dificuldade de controle.

Os maiores danos à cultura ocorrem quando há presença de plantas daninhas na lavoura ainda em estádio vegetativo, período em que a matocompetição se torna severamente prejudicial ao desenvolvimento do trigo. Assim, compreende-se que a infestação de daninhas no cultivo de trigo até 50 dias após sua emergência pode gerar perdas de produtividade e favorecer o desenvolvimento de patógenos nocivos que utilizam as daninhas como hospedeiras.

A ausência de medidas de controle permite que o banco de sementes presente no solo germine e se desenvolva junto com o trigo, de maneira que a cultura de interesse acaba dividindo os recursos (água, luz e nutrientes) com as invasoras, o que limita seu pleno crescimento e diminui seu vigor para resistir a fatores ambientais adversos e produzir grãos.

A porcentagem de perdas de produtividade causadas pelas plantas daninhas no trigo ainda precisa ser melhor investigada, no entanto, os prejuízos não estão somente relacionados à produção de grãos no estádio reprodutivo da cultura. A presença de daninhas reduz a eficiência das operações de colheita e gera depreciação do produto, afinal, partes de plantas daninhas são consideradas impurezas no resultado final da produção, diminuindo a qualidade e a valorização do trigo para comércio.

O que já se sabe sobre o controle de daninhas no trigo?

Pesquisadores apontam que o manejo pós-emergente é uma boa estratégia para controlar daninhas como azevém e aveia em lavouras de trigo, eliminando a matocompetição entre 12 e 24 dias após a emergência da cultura. O manejo químico quando as plantas invasoras ainda estão jovens se mostra mais eficiente contra essas daninhas de difícil controle

O uso de herbicidas aplicados quando as invasoras apresentam de 2 a 4 folhas, antes do início do perfilhamento, é uma estratégia efetiva para explorar a eficácia dos produtos e controlar as espécies que surgem na área. Entretanto, as daninhas também podem ser controladas antes mesmo de emergirem, sendo três as técnicas efetivas para que o trigo se desenvolva livre de matocompetição: manejo antecipado, pré-emergente e pós-emergente.

TRIGO

Planta de azevém, importante daninha da cultura do trigo.

Caçadores de Daninhas no trigo para eliminar o mal pela raiz

Considerando o cenário cada vez mais promissor para o mercado do trigo brasileiro, o agricultor precisa ter em mãos soluções eficazes e inovadoras que protegem o potencial produtivo da cultura e oferecem o melhor custo-benefício. Um dos grandes desafios para aumentar a performance das lavouras e a rentabilidade são as plantas daninhas de difícil controle, por serem resistentes aos ativos herbicidas já disponíveis no mercado devido à pressão de seleção. 

As informações técnicas desenvolvidas no Brasil até então fazem concluir que o uso de herbicidas com diferentes modos de ação é a melhor estratégia, tendo em vista a necessidade de posicionar produtos tanto em pré quanto em pós-emergência.

O produtor também precisa de praticidade operacional e segurança nos resultados, fator que reforça a importância de se ter disponíveis herbicidas para controlar as daninhas no trigo compostos por ingredientes ativos diferentes e sinérgicos, pois já se constata a eficácia superior do manejo que combina diferentes modos de ação.

Plantas daninhas do trigo: danos econômicos e produtivos

A convivência de plantas daninhas com a cultura do trigo interfere no acúmulo de matéria seca a ser convertida na produção de grãos, o que causa prejuízos significativos de produtividade. A presença de invasoras na fase inicial do desenvolvimento vegetativo pode fazer com que as daninhas superem a cultura em tamanho, produzindo sombra e podendo matar plantas de trigo, desuniformizando o estande e gerando perdas econômicas irrecuperáveis. 

Além disso, há perdas de qualidade, pela mistura de impurezas provenientes das daninhas junto aos grãos colhidos. O parâmetro analisado para a comercialização é o PH (peso por hectolitro), que sofre grandes interferências pela convivência da cultura com as daninhas do trigo, resultando em desvalorização do grão que não atingir os padrões definidos em legislação. 

Prejuízos qualitativos e quantitativos também estão relacionados ao efeito alelopático. A alelopatia é verificada quando as plantas daninhas produzem substâncias que são tóxicas à cultura de interesse, uma relação comum em áreas de trigo com presença de invasoras. 

Assim, é preciso um controle durante todo o ciclo de cultivo, posicionando estratégias no momento oportuno para que os custos de produção se mantenham inferiores ao rendimento da cultura.

As inovações não param: em breve, lançamento de um graminicida pós-emergente essencial para os Caçadores de Daninhas

OPZ

O posicionamento de herbicidas após a emergência das plantas daninhas, estratégia conhecida como manejo pós-emergente, precisa ser feito com o máximo de cuidado em relação à resistência das espécies aos princípios ativos das soluções, algo que causa ineficiência do produto e gera grandes danos financeiros ao triticultor. 

Por isso, a Syngenta tem um novo lançamento, que chegará em breve às melhores distribuidoras e cooperativas, fortalecendo o movimento Caçadores de Daninhas. O produto é composto por um ingrediente ativo inédito no Brasil, de maneira a ser uma resposta à necessidade do produtor de trigo em ter em mãos uma solução eficiente e com largo tempo de vida útil. São iniciativas como essa que possibilitam que a produção de trigo continue crescendo a cada safra, gerando mais frutos férteis para o agronegócio.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

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