Nos últimos meses, temos acompanhado de perto o avanço da Síndrome da Murcha da Cana (SMC) e os desafios crescentes que essa doença impôs ao setor sucroenergético. 

O que começou como um problema isolado, se espalhou rapidamente e, hoje, já compromete cerca de 3 milhões de hectares em diferentes regiões do Brasil. A severidade do impacto tem sido alarmante, com perdas de produtividade que chegam a 45% e uma redução significativa na qualidade da matéria-prima, afetando diretamente o ATR e a rentabilidade dos produtores.

Quem acompanha o Mais Agro sabe que nosso compromisso é manter o setor informado e preparado para agir. Ao longo dessa jornada, publicamos conteúdos essenciais sobre a Síndrome da Murcha da Cana, ajudando os canavicultores a entenderem melhor essa nova ameaça.

Exploramos a origem da Síndrome da Murcha da Cana, seus impactos iniciais e os fatores ambientais que favoreceram sua disseminação: Síndrome da Murcha da Cana: o que está acontecendo, afinal? 

E também mostramos como os produtores podem identificar os sintomas da Síndrome da Murcha da Cana no campo: Síndrome da Murcha da Cana ou não? 8 sintomas para ficar de olho

Agora, chegou a hora de dar um passo além e falar sobre a solução. Após anos de pesquisa, testes laboratoriais e validação a campo, a Syngenta traz uma notícia que vai mudar o cenário da canavicultura: 

INVICT® agora está registrado para o controle da Síndrome da Murcha da Cana!

O impacto real da Síndrome da Murcha da Cana no setor

Com perdas estimadas em até 45% em algumas áreas, a Síndrome da Murcha da Cana compromete diretamente a tonelada de cana por hectare (TCH) e a longevidade dos canaviais

O ataque dos fungos responsáveis pela SMC danifica a estrutura interna dos colmos, reduzindo a capacidade da planta de armazenar e transportar água e nutrientes. Como consequência, os colmos perdem peso e qualidade, resultando em queda na taxa de Açúcar Total Recuperável (ATR), um dos principais indicadores da indústria sucroenergética.

Os principais patógenos envolvidos são:

  • Pleocyta sacchari (também conhecido como Phaeocytostroma sacchari): causa a podridão da casca e a perda de cera natural do colmo, além de um característico cheiro de fermentação.
  • Colletotrichum falcatum: responsável pela podridão vermelha do colmo, que se manifesta com faixas brancas no interior do colmo.
  • Fusarium spp: associado à murcha de Fusarium, que causa necrose e avermelhamento dos entrenós.

Esses fungos, embora já sejam conhecidos na cultura da cana, têm se mostrado mais agressivos nos últimos anos, especialmente devido a condições climáticas adversas, como secas prolongadas e temperaturas instáveis.

Além da redução no ATR, a Síndrome da Murcha da Cana tem afetado as decisões estratégicas das usinas sobre o mix de produção entre açúcar e etanol. 

Nos últimos anos, o setor buscou ampliar a produção de açúcar devido à valorização do mercado internacional. No entanto, com o comprometimento da pureza do caldo e a menor eficiência na cristalização, muitas usinas precisaram redirecionar parte da matéria-prima para a produção de etanol. Esse fator impacta a rentabilidade do setor e também pode afetar o equilíbrio da oferta global de açúcar.

Estima-se que a Síndrome da Murcha da Cana já tenha atingido cerca de 30% da área total de cana no Brasil, o equivalente a aproximadamente 3 milhões de hectares. Esse cenário pressiona os custos de produção, exigindo um manejo mais rigoroso e a busca por soluções eficientes para mitigar as perdas. 

Por que a Síndrome da Murcha da Cana se tornou uma ameaça?

Na safra 2023/24, diversas regiões produtoras relataram perdas significativas devido ao avanço da SMC. O aumento da severidade da doença está ligado a fatores como:

  •  Condições climáticas extremas – períodos de seca e instabilidade térmica favoreceram a disseminação dos fungos.
  •  Presença de múltiplos patógenos – foram identificadas infecções por Pleocyta sacchari, Colletotrichum falcatum e Fusarium spp., dificultando o controle.
  •  Impactos diretos na produtividade – além da redução no ATR, a doença compromete o crescimento e a longevidade dos canaviais.

Diante desse cenário, a busca por uma solução eficaz se tornou prioridade. E foi isso que a Syngenta fez.

INVICT®: tecnologia de ponta é diferencial do novo fungicida para Síndrome da Murcha da Cana

O fungicida INVICT® já era conhecido pela sua eficiência no controle de doenças em diversas culturas. Agora, com registro oficial para a cana-de-açúcar, ele se consolida como um aliado essencial no manejo da Síndrome da Murcha da Cana.

O diferencial de INVICT® está em sua composição inovadora, que combina dois ingredientes ativos estratégicos e a Tecnologia Empowered Control™l: 

  • Azoxistrobina:
    • Pertence ao grupo das estrobilurinas, sendo o ativo mais sistêmico do mercado.
    • Penetra rapidamente na folha, protegendo o interior da planta logo após a aplicação.
    • Inibe a germinação dos patógenos, prevenindo a infecção.
  • Solatenol:
    • Pertence ao grupo das carboxamidas.
    • Fica fortemente aderido à folha, proporcionando um efeito residual prolongado.
    • Age inibindo a respiração dos fungos, garantindo um controle eficaz.
  • Tecnologia Empowered Control:
    • Melhora a retenção, o espalhamento e a translocação do produto na planta.
    • Garante uma aplicação mais uniforme e eficiente, sem a necessidade de adição de óleo na calda.
  • Duplo efeito na respiração dos fungos:
    • Os dois ativos agem em momentos distintos do processo de respiração dos fungos, proporcionando um duplo efeito de alta mortalidade.

Resultados comprovados de INVICT® no controle da Síndrome da Murcha da Cana

Testes realizados pela Syngenta em diferentes regiões do Brasil demonstraram que INVICT® é altamente eficaz no controle dos principais patógenos associados à Síndrome da Murcha da Cana, especialmente Pleocyta sacchari e Colletotrichum falcatum

Em áreas onde o produto foi aplicado, observou-se uma redução significativa no número de canas mortas e na porcentagem de plantas com sintomas da doença.

Além disso, INVICT® promoveu benefícios fisiológicos para a planta, como o aumento da atividade da nitrato redutase e a produção de proteínas de defesa, contribuindo para o incremento da produtividade e qualidade da cana.

Acompanhar essa problemática resultou na solução completa para a Síndrome da Murcha da Cana

Nos últimos anos, percorremos uma jornada que começou com a identificação de um problema crescente: a Síndrome da Murcha da Cana (SMC). Vimos como essa doença se comportava, fizemos parte da identificação dos fungos e acompanhamos os impactos e as técnicas que poderiam ajudar os canavicultores a estarem mais protegidos. Para muitos produtores, a SMC vinha sendo um desafio complexo e, até então, sem uma solução definitiva.

Mas, como em toda boa história, chegou o momento de virar o jogo. Depois de anos de pesquisa, desenvolvimento e testes de campo, os canavicultores já podem levar para o campo uma resposta eficaz e comprovada: INVICT®, o fungicida que combina azoxistrobina e solatenol em uma fórmula inteligente, protegendo sua lavoura com alta eficácia e residual prolongado.

Com INVICT®, agora você tem em mãos uma ferramenta poderosa e completa para enfrentar essa e outras doenças da cana, permitindo que sua produção continue crescendo, mesmo diante dos desafios do setor.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

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