Dentre os diversos desafios enfrentados pelos canavicultores a cada safra, as plantas daninhas se constituem como um dos principais, devido ao seu impacto direto na produtividade, qualidade do produto final e nos custos de produção. Por isso, o controle de espécies invasoras é fundamental para o sucesso na lavoura, nessa linha, o manejo pós-emergente é uma prática que contribui para a obtenção de bons resultados.

Na cultivo da cana-de-açúcar, o manejo pré-emergente de plantas daninhas é comumente realizado, haja vista que essa prática proporciona diversas vantagens, como permitir que a cultura se desenvolva no limpo após o plantio ou após a colheita, sendo ainda muito interessante do ponto de vista operacional, pois o tráfego de máquinas é facilitado nesses momentos.

No entanto, muitas vezes o manejo pré-emergente é feito tardiamente e, quando combinado com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de algumas espécies invasoras, não proporciona um controle eficiente.

Além disso, não raro a recomendação do pré-emergente é inadequada, orientando a utilização de soluções que não contemplam uma ação de amplo espectro, causando falhas no controle.

Nesse contexto, o controle pós-emergente se torna uma medida necessária, ampliando o controle sobre diferentes espécies de daninhas e permitindo que a cultura da cana-de-açúcar se desenvolva livre de matocompetição e de outros prejuízos causados por essas invasoras.

Plantas daninhas de difícil controle

As diversas espécies de plantas daninhas apresentam diferentes padrões de germinação e desenvolvimento, o que permite variados fluxos de crescimento na cultura da cana-de-açúcar. Além da matocompetição, a presença dessas invasoras pode acarretar em dificuldades na operação de colheita, trazendo ainda mais prejuízos para a lavoura.

Algumas plantas daninhas são consideradas de difícil controle e, por isso, o manejo pós-emergente, junto a outras ações integradas, é uma estratégia importante para seu controle. Veja algumas das plantas daninhas que podem infestar a lavoura:

Corda-de-viola (Ipomoea spp.): muito comum em canaviais, a corda-de-viola tem um ciclo que gira em torno de 100 a 120 dias, adaptando-se facilmente a qualquer tipo de solo.

Corda-de-viola

Merremia (Merremia cissoides): a maior dificuldade de não controlar essa espécie é que a planta vai se enrolando na cultura por ter a característica de trepadeira, dificultando a colheita.

Merremia

Capim-colchão (Digitaria nuda): pode florescer o ano inteiro e cada planta tem capacidade de produzir mais de 100 mil sementes, promovendo alta infestação e dificuldade no controle.

Capim-colchão

Mucuna (Mucuna aterrima): é uma planta trepadeira que infesta as lavouras de cana-de-açúcar e possui sistema radicular bastante ramificado e profundo, de forma que extrai os nutrientes da cultura, prejudicando seu desenvolvimento.

Mucuna

Mamona (Ricinus communis): é uma planta de baixo porte, perene e que pode causar sérias perdas em produtividade por meio da competição com a cultura da cana-de-açúcar,, reduzindo o rendimento das plantas e dificultando o processo de colheita.

Mamona

“Plantas daninhas como mucuna e merremia, entre outras, nem sempre são controladas com uma única aplicação no pré-emergente. Por isso, o pós-emergente entra como ferramenta essencial nesse sentido, sendo eficaz, inclusive, em momentos em que a aplicação do herbicida foi realizada tardiamente”, explica Lupersio Garcia, Desenvolvimento Técnico de Mercado Master Syngenta e especialista em cana-de-açúcar.

No entanto, a escolha do herbicida pós-emergente é essencial, pois muitas vezes há a necessidade de misturar dois tipos de moléculas que nem sempre são compatíveis, resultando em uma falha no controle.

Principais dificuldades no controle pós-emergente

Um pré-emergente tardio ou o uso de um herbicida que não tem alta eficiência diante das principais espécies de plantas daninhas de difícil controle pode prejudicar os resultados em produtividade da cultura.

Por isso, na hora de realizar o manejo pós-emergente, diversos pontos devem ser levados em consideração para escolher o herbicida que vai fazer o controle efetivo das plantas daninhas sem causar prejuízos para a lavoura.

“Geralmente, recomenda-se uma mistura entre dois ativos para que o controle pós-emergente traga os resultados esperados, no entanto, nem sempre essa combinação é eficiente, podendo até trazer danos à cana-de-açúcar”, ressalta Garcia.

No infográfico abaixo, veja quais os principais problemas relacionados ao manejo pós-emergente:

Infográfico

Sobre os problemas acima, Lupersio Garcia ainda ressalta que muitas misturas utilizadas no campo não têm ação amplo espectro, ou seja, além de acarretar alguns problemas na lavoura, não traz a eficácia necessária no controle de plantas daninhas. Ainda nesse sentido, nas misturas de tanque, geralmente é orientado a utilização de doses maiores dos ingredientes ativos.

Outro ponto de atenção tem relação com a segurança das moléculas para as culturas subsequentes, utilizadas em rotação e reforma dos canaviais. Algumas soluções podem prejudicar e limitar a escolha da cultura a ser utilizada.

Além disso, as situações de plantas daninhas nos canaviais podem ser diversas, exigindo, muitas vezes, que o controle seja realizado em diferentes momentos da cultura ou épocas do ano. Nesse sentido, muitas soluções ficam restritas a determinados momentos ou a métodos de aplicação únicos, dificultando a vida dos canavicultores, principalmente no aspecto operacional.

“Vale ressaltar que hoje no mercado já existem misturas prontas que trazem uma combinação inteligente que é flexível na aplicação, segura para a cultura e que com o uso de menos doses você já consegue ter o controle efetivo de folhas estreitas e folhas largas no pós-emergência”, reforçou o especialista.

Herbicida pós-emergente para todas as situações da cana

Um manejo pós-emergente bem planejado com uma tecnologia altamente inovadora e flexível faz total diferença na produtividade da cana-de-açúcar.

Pensando nesses problemas, a Syngenta conta com Calipen® SC em seu portfólio, herbicida indicado para todas as situações da cana, altamente seletivo e que controla as daninhas sem causar danos à cultura.

Calipen® SC tem uma formulação moderna que traz a combinação inteligente da Atrazina, um inibidor de fotossíntese, com o Mesotrione, inibidor da enzima HPPD, obtendo a máxima eficácia no combate às ameaças que podem afetar a lavoura.

“Essa combinação é uma mistura pronta completa, pois necessita de menos doses e traz a flexibilidade que o canavicultor procura, principalmente para aplicação aérea”, ressaltou Garcia.

A aplicação aérea faz total diferença no manejo pós-emergente da cana, pois o produtor atinge grandes áreas produtivas de forma rápida e eficiente no controle de plantas daninhas, viabilizando a aplicação do herbicida.

Outras vantagens de Calipen® SC na cultura cana são:

  • Amplo espectro: controle eficaz de folhas largas e estreitas.

  • Seletividade: atinge as plantas invasoras sem prejudicar a cana-de-açúcar.

  • Praticidade: por conta da baixa dosagem, gera menor volume de embalagens.

  • Flexibilidade: pode ser usado em diferentes fases do ciclo da cultura, tanto em cana-planta quanto em cana-soca.

Calipen® SC proporciona um efeito mais eficiente dos ativos, já que tem menos ativos, é mais eficiente e apresenta uma formulação diferenciada, ou seja, é uma oferta completa ao canavicultor que procura uma combinação inteligente no manejo pós-emergência”, finaliza Lupérsio.

No vídeo abaixo, Danilo Cestari, gerente de portfólios herbicidas da Syngenta, apresenta todos os benefícios de uma uma tecnologia flexível como Calipen® SC:

 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

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Redação Mais Agro