milho
Como os produtores estão lidando com a bipolaris no milho?
Dentre as doenças do milho, as manchas foliares seguem como desafio principal, com a bipolaris liderando a lista. Como os produtores estão lidando com esse cenário? Confira os resultados!
Expodireto: Tecnologia e Inovação Impulsionam o Agronegócio Brasileiro
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Colheita do milho safrinha avança, mas atraso preocupa produtores em Estados-chave
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Frente fria no agro derruba temperaturas no Sudeste e muda o cenário para o produtor rural
Chuva ganha força em São Paulo, sul de Minas e centro-sul do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (24), enquanto Centro-Oeste e Norte seguem com baixa umidade e alerta de queimadas nas lavouras.
Brasil deve perder para a Argentina o posto de 2º maior país em exportação de milho na safra 2025/26
Dificuldades para embarcar o grão ao Irã e a competitividade da safra argentina devem reordenar o ranking global, aponta a Hedgepoint Global Markets.
Colheita de milho no Brasil em alerta: temporais e calor de 39°C ameaçam a safra
Chuvas intensas no Sul, ventos acima de 100 km/h e temperaturas extremas no Centro-Oeste pressionam o campo, que já opera com atraso de 5,7% em relação ao ano passado
Colheita de milho 2025/26 bate recorde no Brasil, aponta AgRural
Revisão para cima na segunda safra do centro-sul leva produção total a 142,8 milhões de toneladas, mesmo com a "safrinha" ainda abaixo do pico histórico

07/08/2026
Etanol de milho ganha espaço no Norte e Nordeste enquanto moagem de cana recua e tarifa dos EUA pressiona usinas
Com a produção de cana-de-açúcar em queda na região e o corte de 35,5% na cota americana de açúcar, usinas do Norte e Nordeste aceleram a diversificação para o etanol de milho como alternativa de receita e competitividade. ...
O etanol de milho consolida sua presença nas usinas do Norte e Nordeste em um momento delicado para o setor sucroenergético da região. Enquanto a moagem de cana de açúcar segue em trajetória de queda, o corte na cota tarifária dos Estados Unidos para o açúcar brasileiro reduz ainda mais o fôlego das usinas nordestinas, que já vinham direcionando mais matéria-prima para a produção de biocombustível em detrimento do açúcar.
Levantamentos da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em dados do Ministério da Agricultura, mostram que a moagem de cana no Nordeste recuou 1,4% na safra 2025/26, encerrada com 48,96 milhões de toneladas processadas até abril, ante 49,67 milhões na safra anterior. Somando Norte e Nordeste, a redução foi de 2%, para 55,93 milhões de toneladas. Apesar da retração na matéria-prima, a produção total de etanol nas duas regiões cresceu 2% no mesmo período, evidenciando a migração do mix produtivo para o biocombustível.
Etanol de milho puxa expansão da produção na região
O avanço do etanol de milho é um dos fatores que sustentam esse movimento. Segundo dados compilados por veículos do setor, a participação do etanol no mix produtivo do Norte saltou de 50,38% para 55,20% em um ano, enquanto a fatia do açúcar recuou de 49,62% para 44,80%.
Projetos de grande porte reforçam essa tendência estrutural:
- Novas plantas de etanol de milho na Bahia devem processar cerca de 2 milhões de toneladas de grãos por ano, com capacidade estimada em 900 milhões de litros de etanol.
- Os empreendimentos preveem geração de cerca de 2 mil empregos na fase de construção e 500 diretos por unidade em operação.
- A expansão também deve impulsionar a produção de DDGS (subproduto usado na alimentação animal), com estimativa de 400 mil toneladas anuais, beneficiando a pecuária regional.
Consultorias como a Safras & Mercado projetam que a produção nacional de etanol de milho passe de 3,85 bilhões para 4 bilhões de litros na safra 2026/27, parte relevante desse crescimento concentrada fora do Centro-Sul, tradicional polo do biocombustível de grão.
Tarifa dos EUA aperta o cerco às usinas nordestinas
Ao mesmo tempo em que diversifica sua matriz produtiva, o setor sucroenergético do Norte e Nordeste enfrenta um novo obstáculo externo. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou o corte da cota tarifária preferencial destinada ao açúcar brasileiro, que cairá de 155.990 toneladas para 100 mil toneladas a partir do ano fiscal de 2027, iniciado em outubro. A redução, de 35,5%, incide exclusivamente sobre a parcela operada por usinas do Norte e Nordeste, conforme prevê a legislação brasileira.
Além do corte na cota, o produto segue sujeito a uma tarifa adicional de 25% dentro do regime preferencial, e de até 37,5% para volumes exportados fora da cota. A medida motivou reunião entre representantes do Sindaçúcar-PE e do Sindaçúcar-AL com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em Brasília, no fim de julho de 2026.
Segundo o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha, ainda não há definição sobre a permanência do corte. Não está claro se a redução será temporária ou permanente, tampouco se o volume retirado do Brasil será redistribuído entre os demais 38 países beneficiados pelo sistema de cotas americano. O governo brasileiro, segundo ele, avalia buscar uma revisão dos parâmetros junto aos EUA.
O que isso significa para o setor
A combinação de menor moagem, mix mais voltado ao etanol e restrições ao mercado americano tende a reforçar, no curto e médio prazo, a dependência das usinas nordestinas do biocombustível como fonte de receita, num momento em que o açúcar perde competitividade tanto no mercado interno quanto externo. O impacto da redução da cota deve ser sentido principalmente em Alagoas e Pernambuco, estados historicamente mais expostos às exportações de açúcar para os Estados Unidos.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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