Café arábica
Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem
Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]
Grandes desafios aguardam o setor cafeeiro em 2024
Os cafeicultores devem enfrentar alguns desafios em 2024, o primeiro deles é o clima, com o fenômeno El Niño em ação, além do preço.
Mercado de Café: volatilidade nos preços, influência do clima e expectativa para a safra 2026
Preços pressionados no final de setembro O mercado de café encerra setembro sob forte volatilidade. De acordo com Fernando Berardo, diretor de Commodities da Barchart, os preços caíram para as mínimas dos últimos 30 dias. A política monetária, assim como o clima, segue sob acompanhamento vigilante do mercado “Acredito que estamos diante de bastante volatilidade […]
O clima: gatilho natural da florada do café
Mês de Setembro deve marcar a virada climática na cafeicultura brasileira Apesar dos primeiros sinais, a florada principal ainda não aconteceu. O mês de setembro deve estabelecer a mudança mais significativa, especialmente nas regiões cafeeiras de Minas Gerais e São Paulo. O mês começa em transição, mas, a partir da segunda semana, as chuvas tendem […]
Café: produtor atento à próxima safra
Na reta final da colheita de café de 2025, o mercado passa por um período de ajustes naturais. Após meses de preços atrativos, a combinação de maior oferta interna, variações cambiais e incertezas internacionais, incluindo as novas tarifas dos Estados Unidos, resultou em um movimento de correção nas cotações do café. Mesmo com esse cenário, […]
Em Rondônia, colheita de café avança com qualidade e resiliência diante do clima desafiador
A colheita do café avança na região Norte do Brasil e, em especial, no município de Cacoal, em Rondônia, o cenário traz uma combinação de boas perspectivas de qualidade porém também dos impactos de um clima adverso enfrentado no ciclo anterior. Nesse contexto, quem traz um panorama direto da lavoura é o cafeicultor Juan Travain, […]
Hora do Drench: tecnologia promove vigor e produtividade do café
Produtores e especialistas do Cerrado Mineiro mostram como tecnologia, manejo técnico e estratégias sustentáveis enfrentam nematoides, bicho-mineiro e desafios climáticos no café arábica. O Cerrado Mineiro é uma das regiões mais tecnificadas da cafeicultura brasileira, e o drench contribuído para ampliação desse cenário. Com lavouras planas, mecanização praticamente total e produtores focados em eficiência, a […]

07/02/2026
Desenvolvimento das lavouras de café avança, mas manejo segue decisivo
O ano começa favorável para a cafeicultura brasileira, que atravessa um momento de recuperação gradual e expectativa positiva. Em diferentes regiões produtoras, o desenvolvimento das lavouras apresenta sinais consistentes de avanço. No entanto, apesar do cenário mais favorável, a atenção ao manejo segue sendo determinante para consolidar produtividade e sustentabilidade. Sul de Minas: boas chuvas […]...
O ano começa favorável para a cafeicultura brasileira, que atravessa um momento de recuperação gradual e expectativa positiva. Em diferentes regiões produtoras, o desenvolvimento das lavouras apresenta sinais consistentes de avanço. No entanto, apesar do cenário mais favorável, a atenção ao manejo segue sendo determinante para consolidar produtividade e sustentabilidade.
Sul de Minas: boas chuvas impulsionam lavouras, mas irregularidade preocupa
No Sul de Minas, o desenvolvimento das lavouras tem surpreendido positivamente. Segundo o cafeicultor Airton Neves de Deus, o ciclo atual se diferencia dos últimos anos, sobretudo pela retomada das chuvas e pela regularidade dos tratos culturais.
“O desenvolvimento das lavouras está muito bom, gerando até boas expectativas. O tempo tem cooperado, as chuvas vieram e os tratos estão acontecendo de forma natural”, relata.

Ainda assim, o produtor faz uma ponderação importante. Apesar das boas condições iniciais, a irregularidade das chuvas já começa a gerar apreensão. Em áreas próximas, volumes bastante distintos têm sido registrados, o que pode impactar o enchimento e a maturação dos grãos.
“Esse fantasma de um volume menor de chuvas pode prejudicar o desenvolvimento do grão e, como vimos nas últimas temporadas, afetar o rendimento”, alerta.
Outro ponto de atenção segue sendo o calor excessivo. Ondas de altas temperaturas têm provocado escaldadura foliar, especialmente em lavouras mais novas. Ainda assim, até o momento, não há registro de impactos severos por pragas ou doenças.
Espírito Santo: lavouras surpreendem, mas calor e pragas exigem vigilância
No Espírito Santo, o cenário também é positivo, sobretudo quando se observa o desempenho das lavouras mais antigas. O cafeicultor Eduardo Bortolini destaca que o desenvolvimento superou as expectativas pós-colheita.
“As lavouras velhas surpreenderam. Saíram de uma safra ruim, mas estão se recuperando melhor do que imaginávamos”, afirma.

As chuvas foram volumosas até novembro, favorecendo a recuperação das plantas. No entanto, a partir de dezembro, o regime hídrico se tornou mais irregular. Períodos prolongados de calor intenso, com temperaturas acima dos 35 °C, passaram a impactar o metabolismo das plantas, mesmo em áreas irrigadas.
Além do clima, a pressão de pragas ganhou destaque. Broca, cochonilha e, em menor escala, ferrugem, exigiram atenção redobrada dos produtores ao longo do ciclo.
Ainda assim, a expectativa para a safra se mantém equilibrada. A boa performance das lavouras novas tende a compensar eventuais perdas nas áreas mais antigas, mantendo o volume próximo ao da safra anterior.
Rondônia: chuvas intensas sustentam alta produção, mas doenças acendem alerta
Em Rondônia, o cenário é de forte vigor vegetativo. O regime de chuvas permanece intenso, com volumes que ultrapassaram os 3 mil milímetros em 2025 e seguem elevados em 2026. Esse fator tem favorecido lavouras bem carregadas, grãos bem formados e peneiras de boa qualidade.
“A perspectiva da região é de alta produção, com grãos bem desenvolvidos e de bom formato”, explica o cafeicultor Juan Travain.

Por outro lado, a elevada umidade também trouxe desafios. O avanço do fungo Fusarium tem causado preocupação, com registros de morte de plantas em algumas áreas. Diante disso, produtores da região têm intensificado o monitoramento e iniciado testes com novas ferramentas de manejo para conter o problema.
Alta Mogiana: tecnologia sustenta o desenvolvimento, apesar do clima desafiador
Na Alta Mogiana (SP), a cafeicultura segue em trajetória consistente de desenvolvimento, impulsionada principalmente pela expansão de área e pelo avanço tecnológico.
Segundo o cafeicultor Matheus Rodrigues, o uso intensivo de insumos de ponta, tecnologias no pós-colheita e novos cultivares tem sido determinante para sustentar a produtividade regional. Por outro lado, o cenário climático trouxe desafios relevantes.
“Em 2025, os volumes de chuva ficaram abaixo do esperado, somando 1.231 mm, um déficit de aproximadamente 602 mm em relação à média histórica, além da ocorrência de temperaturas elevadas”.
Como resultado, os plantios mais recentes e as lavouras esqueletadas apresentaram menor desenvolvimento vegetativo. Ainda assim, o manejo altamente tecnificado, com foco preventivo e acompanhamento constante do MIP, manteve a pressão de doenças sob controle. Dessa forma, mesmo diante das adversidades climáticas, a expectativa para 2026 permanece positiva, com lavouras bem formadas, bom vigor e pegamento satisfatório dos frutos, especialmente neste período decisivo de enchimento.
Manejo de plantas daninhas: atenção redobrada neste momento do ciclo
Além do clima, um fator técnico merece atenção especial neste período: o manejo de plantas daninhas. Em lavouras de café, a interferência dessas plantas pode reduzir a produtividade em até 100% quando não controlada adequadamente.

Com estresse hídrico severo e o aumento de áreas podadas ou decepadas nas últimas safras, o ambiente se tornou ainda mais favorável ao crescimento das daninhas. A ausência de sombreamento nas áreas recém podadas contribui diretamente para esse avanço.
Ainda assim, especialistas alertam que as plantas daninhas não devem ser vistas apenas como vilãs. Quando bem manejadas, podem atuar como aliadas no manejo sustentável do solo, contribuindo para a proteção contra erosão e para a manutenção da estrutura física do solo.
Entre os maiores desafios está o Capim amargoso, cujo controle se tornou mais complexo devido ao uso repetitivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação. A seleção de biótipos resistentes reduziu a eficiência de diversas moléculas ao longo do tempo.

Por isso, o manejo atual exige conhecimento técnico aprofundado. A rotação de mecanismos de ação, o uso racional de herbicidas residuais e a correta tecnologia de aplicação são fundamentais para garantir eficiência e evitar problemas de resistência.
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Estratégia, técnica e equilíbrio definem o desempenho da safra
Diante desse cenário, o desenvolvimento das lavouras de café avança em diferentes regiões do Brasil. As condições climáticas, embora mais favoráveis em comparação aos últimos anos, ainda exigem cautela. Da mesma forma, o manejo técnico, especialmente de plantas daninhas, pragas e doenças, se consolida como fator decisivo para transformar boas expectativas em produtividade real.
Assim, mais do que nunca, o sucesso da safra passa pela combinação entre monitoramento climático, decisões técnicas assertivas e manejo sustentável, respeitando as particularidades de cada região produtora.
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