A lagarta-verde (Phlegethontius carolina paphus), também conhecida como mandarová do fumo, é uma praga agrícola polífaga, comum em diversas culturas. Sua voracidade e capacidade de desfolha representam uma ameaça significativa para a produtividade das lavouras.
Identificar, monitorar e controlar a lagarta-verde são passos cruciais para proteger suas plantações e garantir uma colheita abundante.
Neste guia, você encontrará informações detalhadas sobre a lagarta-verde, desde suas características e ciclo de vida até técnicas de manejo para o seu controle. Confira.
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Características da lagarta-verde (Phlegethontius carolina paphus)
A lagarta-verde, ou mandarová do fumo, é a fase larval de uma mariposa da família dos Esfingídeos. Essas mariposas são geralmente de porte médio a grande, robustas e possuem hábitos noturnos. A lagarta pertence à ordem Lepidoptera, que engloba os insetos que apresentam asas cobertas de escamas em sua fase adulta.
A lagarta-verde pode atingir aproximadamente 70mm de comprimento e apresenta faixas finas laterais na cor branca. Essa lagarta desfolhadora representa um risco maior para as lavouras nos últimos ínstares de seu desenvolvimento larval, momento em que sua voracidade é acentuada, causando danos foliares mais severos. Durante esse período, a aorta, um vaso pulsante que percorre a dorsal da lagarta, pode tornar-se visível, servindo como um indicativo de estágio avançado.
A identificação precisa da lagarta em seus diferentes estágios de desenvolvimento é fundamental para a implementação de estratégias de controle eficazes.
Ciclo de vida da lagarta-verde
O ciclo de vida da lagarta-verde inicia-se com a postura dos ovos pelas mariposas em plantas hospedeiras. Após a eclosão, as lagartas passam por diversos estágios de desenvolvimento larval, alimentando-se vorazmente das folhas das plantas. Durante esse período, a lagarta cresce e se desenvolve, causando danos significativos às lavouras.
Ao atingir o último estágio larval, a lagarta entra na fase de pupa, onde ocorre a transformação para a forma adulta. A pupa, fase de transição, se desenvolve no solo ou em restos de plantas, e após um período de tempo, variável de acordo com as condições ambientais, emerge a mariposa adulta.
As mariposas são responsáveis pela reprodução e pela dispersão da praga para outras áreas.
Principais culturas afetadas pela Phlegethontius carolina paphus
A lagarta-verde é uma praga polífaga, ou seja, pode atacar diversas culturas agrícolas. Sua preferência recai sobre plantas da família das Solanáceas, como o fumo e o tomate, mas também pode ser encontrada em outras culturas, como:
- algodão;
- cana-de-açúcar;
- milho;
- soja;
- alfafa;
- diversas hortaliças e frutíferas.
A diversidade de plantas hospedeiras da lagarta-verde contribui para a sua disseminação e persistência nas áreas agrícolas.
Danos causados pela Phlegethontius carolina paphus
A lagarta-verde causa danos significativos às culturas agrícolas, principalmente pela desfolha das plantas. As lagartas se alimentam vorazmente das folhas, reduzindo a área fotossintética e comprometendo o desenvolvimento. Em casos de alta infestação, a desfolha pode ser completa, causando a morte da planta.
Os danos causados pela lagarta-verde podem levar a um atraso no desenvolvimento da lavoura, redução da produtividade e perdas econômicas.
Em plantações de fumo, a lagarta pode causar danos diretos às folhas, comprometendo a qualidade do produto final.
Técnicas de manejo para controle da lagarta-verde
O manejo da lagarta-verde exige uma abordagem integrada, que combine os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP) a diferentes estratégias para reduzir a infestação e minimizar os danos à lavoura, promovendo a sustentabilidade agrícola.
As principais técnicas de manejo para controle da lagarta-verde incluem:
- Controle biológico: o controle biológico consiste no uso de inimigos naturais da lagarta, como os parasitos endógenos Apanteles sp. e Belvosia bifasciata, ou a espécie de vespa Cotesia congregata, cujos ovos parasitam a lagarta. O controle biológico pode ser realizado de forma natural, através da conservação dos inimigos naturais presentes na área, ou de forma aplicada, através da liberação de inimigos naturais criados em laboratório.
- Monitoramento: o monitoramento constante da lavoura é fundamental para identificar a presença da lagarta e avaliar a intensidade da infestação. Recomenda-se que o monitoramento seja realizado semanalmente, verificando a presença de lagartas nas folhas das plantas e o nível de desfolha nas folhas para subsidiar decisões de manejo.
- Práticas culturais: medidas como a rotação de culturas, o uso de variedades resistentes e a eliminação de plantas daninhas hospedeiras são práticas culturais que podem contribuir para reduzir a infestação da lagarta.
Junto a essas ações, produtores também podem fazer bom uso do controle químico, que consiste na aplicação estratégica de inseticidas para o manejo eficaz da população de lagartas, seguindo as recomendações técnicas e de segurança.
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