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O Brasil é o maior produtor de soja no mundo, com mais de 38,5 milhões de hectares de área plantada, como apontam os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), e ocupa o posto de maior exportador desde 2020. Nosso país ainda responde por 50% do comércio mundial do grão, segundo reportagem publicada pelo G1.

Além disso, as previsões para a produção da safra 2021/22 são bastante promissoras. O volume de soja deve apresentar incremento de 2,5% em relação à safra anterior, atingindo 140,75 milhões de toneladas, de acordo com o Boletim de Grãos de outubro, publicado pela Conab.

Para aproveitar essa perspectiva animadora, é importante que o produtor adote o manejo de doenças, evitando prejuízos e extraindo o máximo do potencial produtivo da lavoura.

Isso se faz necessário porque diversas doenças podem afetar a lavoura, prejudicando a produtividade e afetando os ganhos do agricultor, que corre o risco de não vivenciar uma situação positiva ao trabalhar com a oleaginosa.

Uma das doenças mais comuns é a cercosporiose, capaz de causar perdas consideráveis em produtividade, chegando a 10 sacas por hectare em muitos casos. Essa infecção pode ser evitada ao se adotar, como medidas preventivas, práticas integradas de manejo, para que a cultura esteja protegida contra os ataques do patógeno.

Cercosporiose: uma doença extremamente prejudicial à soja

Cercosporiose

A cercosporiose (Cercospora kikuchii) é uma doença difícil de identificar, uma vez que, apesar de reconhecida como DFC (Doença de Final de Ciclo), o patógeno pode ser encontrado em diversos estádios da cultura. A cercosporiose está presente em inúmeras regiões brasileiras, em especial nas áreas mais quentes e chuvosas do Cerrado. Felizmente, pode ser controlada com a ajuda de técnicas eficientes de manejo, como o uso de fungicidas de amplo espectro durante todo o ciclo da cultura, incluindo a aplicação de soluções eficientes contra a cercospora ainda no estádio vegetativo da lavoura.

O C. kikuchii apresenta longo período de latência na lavoura, podendo permanecer em restos de cultura (como a palhada) e ser disseminado pelas sementes, fatores que contribuem para o alcance de áreas maiores pelo patógeno.

Os sintomas aparecem principalmente no final do ciclo reprodutivo e se caracterizam pelo surgimento de pontos escuros nas folhas, de cor castanho-avermelhada, que coalescem em estágios avançados, e de pontos vermelhos nas vagens, que evoluem para manchas da mesma coloração que os pontos.

Além disso, o fungo provoca o chamado crestamento foliar na soja, causado pela formação de uma toxina dependente da luz (cercosporina), que recobre a folha e impede a fotossíntese, causando a desfolha precoce.

Outra consequência negativa causada pela doença é a mancha-púrpura, que acontece quando a cercosporiose atinge as sementes, que adquirem manchas escuras, como o próprio nome sugere.

Cercosporiose

A mancha-púrpura afeta a germinação e prejudica a qualidade dos grãos, que podem apresentar um teor de proteína mais baixo. Esses fatores têm potencial de prejudicar significativamente a rentabilidade do produtor.

Cercospora e a evolução da resistência contra estrobilurinas

Distintas espécies de Cercospora vêm sendo identificadas em soja. Sabe-se que o patógeno sobrevive em restos culturais, portanto pode estar presente desde a implantação da lavoura. Dessa forma, é fundamental o manejo durante todo o ciclo de cultivo, utilizando tecnologias altamente eficazes.

Dentre os grupos químicos de fungicidas utilizados no cultivo da soja destacam-se as estrobilurinas, carboxamidas, triazóis e multissítios. Pesquisas recentes confirmam que estrobilurinas e benzimidazois têm seu efeito amplamente afetados por diferentes mutações do patógeno, cujas frequências são superiores a 95%, com isso, há baixa eficácia de controle por meio desses ingredientes ativos no campo. Não são apresentadas mutações para as carboxamidas, porém, de uma forma geral, suas atividades intrínsecas no controle de espécies de Cercospora são naturalmente inferiores.

Diante desse cenário, evidencia-se a alta eficácia dos triazóis no controle de Cercospora spp., com destaque para difenoconazol e propiconazol, que têm atividade intrínseca superior aos demais componentes desse grupo químico. Por fim, os multissítios complementam o manejo com alta eficácia, dentre os quais o clorotalonil apresenta o melhor desempenho.

Tais estratégias de manejo de doenças e antirresistência deixam evidente a importância da adoção de tecnologias que contem com esses modos de ação durante todo ciclo da cultura, visando manter a sanidade da lavoura.

Técnicas adequadas de manejo ajudam a prevenir o problema

Para manter a cercosporiose sob controle, indica-se a realização de um manejo integrado de doenças capaz de reduzir a população do patógeno e os danos que eles causam. Os cuidados adequados preservam a lavoura de soja e permitem que a cultura expresse seu máximo potencial produtivo.

Entre as medidas recomendáveis, podemos citar:

  • uso de sementes livres de patógenos;

  • promoção da rotação de culturas;

  • sempre que possível, fazer uso de cultivares resistentes ou menos suscetíveis;

  • vazio sanitário;

  • seguir recomendações do manejo consciente, para maximizar a efetividade e a sustentabilidade de um bom manejo.

Podemos acrescentar a essas medidas o manejo químico, com o uso de tecnologias fungicidas que promovem uma maior proteção à cultura, principalmente porque a grande maioria dos cultivares não vem apresentando boa tolerância ou resistência contra a cercosporiose.

Para que tenham uma boa eficiência, recomenda-se que as aplicações com fungicidas eficientes e de amplo espectro de controle sejam feitas durante todo o ciclo da cultura, podendo inclusive ser iniciadas logo no estádio vegetativo, através do conceito de aplicação zero, aproximadamente aos 25 – 30 dias após a emergência.

Considerando o atual cenário de resistência às estrobilurinas, os triazóis, como difenoconazol e propiconazol, têm apresentado excelente performance no controle da C. kikuchii, principalmente quando combinados com multissítios eficientes e de amplo espectro de ação como clorotalonil, proporcionando uma proteção mais ampla no controle do complexo de doenças da soja e no manejo de resistência.

Tecnologia Syngenta para o controle de cercosporiose e de outras doenças

Pensando nas dificuldades enfrentadas pelos produtores no combate à cercosporiose e demais patologias que afetam a soja, a Syngenta desenvolveu Cypress, o fungicida multipotente que combina dois ativos bastante eficientes: difenoconazol e ciproconazol.

Com atividade preventiva e curativa, Cypress auxilia no manejo das principais doenças que afetam a cultura da soja, como ferrugem asiática, antracnose, oídio e as DFC.

Cypress é a melhor solução para as últimas aplicações na soja, por sua alta eficácia no controle da cercosporiose e demais doenças. Isso porque, além do ciproconazol, possui difenoconazol em sua composição: um triazol especialista no controle do complexo de manchas da soja, em especial contra Cercospora spp. – diferentemente das ferramentas que contêm estrobilurinas em sua composição e já não desempenham um controle significativo em função da evolução da resistência do fungo.

Além disso, Cypress traz os seguintes benefícios:

  • Eficiência: combinação de dois triazóis com alta sinergia.

  • Amplo espectro: controle do complexo de doenças da cultura da soja.

  • Versatilidade: pode ser usado como fungicida principal ou como parceiro de outros produtos.

  • Flexibilidade: aplicação em todo o ciclo da cultura.

Para melhorar, a polivalência de Cypress permite o uso como parceiro de qualquer fungicida base, aumentando o poder de proteção e permitindo que a lavoura tenha mais condições de apresentar pleno desenvolvimento.

Para elevar ainda mais a performance do manejo contra a cercosporiose e demais doenças, recomenda-se a associação com Bravonil® – o melhor multissítio para a cultura da soja. A ferramenta apresenta uma eficiente ação de amplo espectro, ajudando a proteger a lavoura e a extrair o máximo potencial produtivo das plantas.

Vale lembrar que a aplicação repetitiva dos mesmos produtos e modos de ação contribui para a perda de eficiência dos fungicidas sobre as doenças que atacam as culturas, resultando no aparecimento de populações de patógenos cada vez mais resistentes. Por isso, a rotação de fungicidas e diferentes modos de ação é essencial para um manejo de sucesso.

Bravonil® funciona não só como ferramenta essencial no manejo de resistência, como também contribui para a manutenção da performance de outros produtos, proporcionando níveis mais altos de controle do complexo de doenças da soja e melhorando a produtividade.

Conheça os benefícios de Bravonil®:

  • Amplo espectro: formulado com clorotalonil, molécula protetora e com alto potencial de controle.

  • Conveniência: maior uniformidade na mistura e fluidez na aplicação, evitando o entupimento dos bicos de pulverização.

  • Tecnologia Bravo: proporciona melhor aderência, espalhabilidade e cobertura foliar, mesmo em dias de chuva.

  • Manejo de resistência: promove o manejo mais eficiente, reduzindo o aparecimento de resistência.

Com Cypress e Bravonil®, seu manejo fica mais completo e você pode alcançar um retorno mais rentável, diminuindo a incidência de fungos causadores de doenças que diminuem muito a produtividade da soja.

O manejo preventivo pode ser ainda mais efetivo quando contamos com fungicidas eficientes logo no início do ciclo da soja. Pensando nisso, a Syngenta conta com Score Flexi®, o fungicida da aplicação zero, especialista no controle de doenças do estádio vegetativo da soja.

Score Flexi® oferece a combinação de dois triazóis que proporcionam amplo espectro de proteção: difenoconazol e propiconazol. Com propriedades sistêmicas, ação curativa e preventiva, o produto protege a lavoura de soja antes mesmo que as doenças possam ser percebidas, permitindo que as plantas expressem seu potencial produtivo.

Os fungicidas apresentam melhor performance quando aplicados no estádio correto da lavoura. Veja o posicionamento dos produtos na cultura da soja:

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Redação Mais Agro