A cotonicultura no Brasil tem vivido bons momentos nas últimas safras, e grande parte desse sucesso se deve ao empenho de associações e instituições que trabalham em prol do desenvolvimento da cultura, como é o caso da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), que realiza um trabalho próximo ao produtor na busca por bons resultados na produtividade e na qualidade do algodão.

No mês de abril, a Abrapa comemorou 23 anos de trabalho, período ao longo do qual vem colhendo os bons resultados de toda uma trajetória voltada para a evolução do algodão brasileiro. Parcerias com o Governo, institutos de pesquisa e empresas proporcionam o desenvolvimento de tecnologias e programas, o que elevou o patamar da cultura em todo o mundo.

Para se ter uma ideia, hoje o Brasil é o quarto maior produtor de algodão no mundo e o segundo maior exportador, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com a Associação, para a safra 2021/22, o país deve fechar a produção com a estimativa de 2,82 milhões de toneladas, um dos maiores índices de produtividade da história.

No entanto, não foi sempre assim. A história do algodão brasileiro passou por algumas fases obscuras ao longo das décadas, e foi com a criação da Abrapa que essa trajetória tomou um novo rumo.

Surgimento da Abrapa

O algodão brasileiro teve grande ascensão entre as décadas de 70 e 90, principalmente na região do Centro-Oeste e no sul da Bahia, no entanto, o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), um dos principais inimigos da cotonicultura, conseguiu dizimar as lavouras em meados de 1997.

A partir daí, um pequeno grupo de produtores rurais se uniu na tentativa de retomar o cultivo do algodão, o que estimulou a criação de diversas associações estaduais que, mais tarde, deram origem à Abrapa, instituição que passou a coordenar de forma geral todos os projetos voltados para o desenvolvimento da cultura.

“A Abrapa conta com uma série de programas desenvolvidos em parceria com o Governo, fundações, institutos de pesquisas e empresas que revolucionaram o manejo e a forma de negociar o algodão, trazendo rastreabilidade ao campo e elevando a qualidade da fibra”, destaca Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa.

Os projetos têm como objetivo vencer os desafios impostos pelo bicudo-do-algodoeiro e demais doenças como ramulária (Ramularia areola) e mancha-alvo (Corynespora cassiicola) e, ainda, oferecer uma produção com sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, abastecendo a demanda nacional da indústria têxtil e conquistando mais espaço no mercado internacional.

Projetos da Abrapa

Algodão

Ao longo desses 23 anos, os projetos coordenados pela Abrapa junto às associações e demais parceiros tecnificaram o cultivo do algodão e construíram uma visão mais ampla do mercado.

Confira os principais programas em andamento:

  • SAI (Sistema de Identificação Abrapa) – 2004: o SAI é um sistema de identificação que dá total rastreabilidade ao algodão, mostrando onde e por quem foi produzido e beneficiado.

  • SouABR – 2021: esta iniciativa inovadora traz a transparência necessária para hábitos de consumo mais conscientes. Através de tecnologia Blockchain, a sua peça de roupa é rastreada, desde o plantio do algodão certificado até a venda do produto final, tudo para que o consumidor tenha certeza da origem daquilo que está adquirindo e como esta compra impacta o meio ambiente, a sociedade e a economia.

SouABR
  • SBRHVI – 2016: O programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) tem como objetivo garantir o resultado da origem, com credibilidade e transparência aos resultados de análise de HVI realizados pelos laboratórios de classificação instrumental que operam no Brasil.

SBRHVI
  • Sou de Algodão – 2016: o movimento surgiu com o intuito de mostrar ao consumidor como e por quem é produzido o algodão das roupas que ele usa, desde o produtor no campo, passando por tecelões, artesãos, fiadores, designers de moda, até chegar à peça final. Hoje são mais de 900 marcas participantes, que levam para as vitrines das lojas a visibilidade e a importância de usar um algodão com rastreabilidade e qualidade.

Sou de Agodão
  • Cotton Brazil – 2020: por meio de uma parceria com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), as informações de rastreabilidade do algodão brasileiro e a certificação que atesta a qualidade da fibra são compartilhadas com o principal mercado importador da cultura, a Ásia, mostrando a confiabilidade e a sustentabilidade de nossa produção para a indústria têxtil. A iniciativa visa conquistar ainda mais mercado e valorizar a pluma do algodão brasileiro nas tratativas comerciais com os países asiáticos.

“Os programas são um sucesso por conta da grande parceria entre todas as esferas, que caminham para um único resultado: a valorização do nosso algodão. Estamos trabalhando para futuramente termos uma certificação oficial emitida pelo Ministério da Agricultura, para ganharmos ainda mais espaço no mercado exterior”, completa o presidente da Abrapa.

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Syngenta e Abrapa: trabalhando em prol da evolução da cultura do algodão

A Syngenta reconhece o grande trabalho feito pela Abrapa e, juntas, trabalham em prol da cadeia, desenvolvendo tecnologias, a partir de um relacionamento próximo ao produtor e participando de eventos importantes promovidos pela associação.

“É sempre importante termos parceiros como a Syngenta, pois a troca de informações e o desenvolvimento de novas soluções que tragam opções eficientes ao manejo integrado faz com que o algodão brasileiro evolua cada vez mais”, concluiu Busato.

Na última semana, a Syngenta recebeu uma importante visita no escritório central em São Paulo. Recepcionamos o Conselho Diretivo da Abrapa e, juntamente com a diretoria da Syngenta, tivemos uma tarde de interações e discussões sobre as oportunidades para a cultura do algodão.

Na ocasião foram apresentadas iniciativas e estratégias para a cotonicultura, inovações em crop protection, bem como informações sobre a plataforma NuCotton, que faz parte da nossa estratégia da Nutrade.

“Estamos trabalhando e focados para trazer inovações tanto nas linhas de crop protection quanto na Cadeia de Valor do Algodão, com NuCotton. Iniciativas que estão 100% alinhadas com as necessidades da cultura aqui no Brasil, objetivando suportar o cotonicultor brasileiro na jornada de se tornar cada vez mais eficiente, rentável e sustentável, possibilitando o crescimento da cultura e, por consequência, elevando relevância do algodão brasileiro no contexto global”, afirmou Marcio Trento, Gerente de Marketing Algodão.

O Conselho Diretivo da Abrapa compartilhou os resultados obtidos com seus programas – Sou de Algodão e Cotton Brazil – momento no qual o sr. Julio Cezar Busato, cotonicultor e Presidente da ABRAPA agradeceu e destacou a importância de ter a Syngenta suportando os programas.

Estavam presentes Juan Pablo Llobet, Andre Pozza, Luciano Daher, Roberto Dib, Marcio Trento, Fábio Lima, Leandro Serau e Matthias Koenig e, representando a ABRAPA, os srs. Julio Cezar Busato, Walter Yukio Horita, Carlos Moresco, Alexandre Shenquell, Márcio Portocarrero e Silmara Ferraresi.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

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