Mais uma safra de soja se inicia no país e, com ela, a busca incessante por novos recordes de produção e produtividade. Para que esse cenário se concretize, o produtor precisa estar vigilante a manejos essenciais – e o controle de lagartas na soja é, sem dúvida, um dos mais críticos. 

O histórico recente mostra um avanço significativo das populações de lagartas nas áreas de cultivo. A previsão para a safra atual mantém o alerta ligado: instabilidades climáticas, como irregularidade de chuvas e altas temperaturas em regiões-chave, como o Centro-Oeste, podem favorecer a proliferação dessas pragas. 

Essas condições aceleram o ciclo biológico dos insetos, permitindo que mais gerações se desenvolvam em menos tempo. O resultado é um aumento populacional capaz de causar danos severos desde a emergência até os estádios finais de desenvolvimento da cultura. 

Além da pressão populacional, a diversidade de espécies e suas semelhanças morfológicas dificultam a identificação correta no campo. Como cada espécie possui hábitos distintos, o manejo torna-se complexo, exigindo precisão na escolha da tecnologia de controle. 

Neste conteúdo, aprenda a identificar as principais lagartas da soja, quais são as estratégias mais usadas para o controle dessa praga e o papel dos inseticidas no manejo integrado para proteção da lavoura. 

Como identificar as principais lagartas da soja? 

Complexo de spodopteras, helicoverpa, falsas-medideiras… são várias as espécies de lagartas que podem atacar as áreas de cultivo de soja. Conhecê-las – aparência, hábitos, danos — é primordial para estabelecer um manejo eficaz, uma vez que a identificação é um passo fundamental na escolha da melhor estratégia de manejo. 

A começar pelas características morfológicas, algumas espécies podem apresentar muitas semelhanças, tornando a diferenciação na lavoura um desafio. Porém, existem características-chave e comportamentos que auxiliam na hora de identificar as principais lagartas da soja

Dentre as principais espécies, podemos destacar: 

1. A lagarta Helicoverpa armigera 

Helicoverpa armigera consolidou-se como uma praga de impacto severo, alterando os protocolos de manejo em diversas culturas além da soja, como algodão e milho. Sua biologia, marcada por uma adaptabilidade formidável, permite que ela explore janelas de oportunidade ambiental que seriam restritivas para outras espécies nativas. 

  • Identificação: possui 3 pares de pernas torácicas, 4 pares de falsos-pés abdominais e 1 par anal. Apresenta coloração variável (verde, amarela, marrom ou preta). O corpo possui pelos brancos visíveis e protuberâncias escuras na região dorsal que lembram uma “sela”. Ao se locomover, arqueia levemente o corpo. 
  • Condições favoráveis: temperaturas elevadas e constantes impedem a diapausa, permitindo ciclos ininterruptos. A sucessão intensiva de cultivos (soja-milho-algodão) também cria pontes verdes ideais para a sustentação de populações altas o ano todo. 
  • Danos: ataca preferencialmente botões florais, vagens e grãos, destruindo a capacidade produtiva da planta de forma irreversível. 
  • Desafios no manejo: frequentemente, a lagarta fica protegida dentro das estruturas reprodutivas. 
lagarta Helicoverpa armigera na soja.

2. A lagarta-das-folhas, Spodoptera eridania  

Spodoptera eridania, popularmente conhecida como lagarta-das-folhas ou lagarta-das-vagens, exemplifica a categoria de praga cuja dinâmica populacional está intrinsecamente ligada ao manejo (ou à falta dele) das plantas daninhas e ao desenho do sistema de rotação de culturas.  

Sua presença na soja moderna é, em muitos casos, uma consequência direta de falhas no manejo fitossanitário durante a entressafra ou o pré-plantio. 

  • Identificação: possui 3 pares de pernas torácicas, 4 pares de falsos-pés abdominais e 1 par anal. Apresenta uma coloração escura/acinzentada, mas a sua característica mais marcante é uma faixa lateral amarela ou creme ao longo do corpo, que é interrompida por uma mancha escura no tórax (primeiro segmento abdominal). 
  • Condições favoráveis: fortemente associada à presença de plantas daninhas hospedeiras (corda-de-viola, caruru) e restos culturais na entressafra. Surtos são comuns após períodos secos seguidos de chuvas irregulares, que forçam a migração da praga das daninhas para a soja. 
  • Danos: causa desfolha severa, consumindo o limbo foliar e deixando apenas as nervuras da soja (esqueletização). Em altas infestações, também ataca as vagens, comprometendo a qualidade e o peso dos grãos (R3 a R5). 
  • Desafios no manejo: a lagarta-das-folhas costuma iniciar o ataque pelo baixeiro e o terço médio da soja, dificultando o alcance da pulverização. 

3. As lagartas falsas-medideiras, Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu 

Esse grupo é conhecido pelo hábito de caminhar “medindo palmos” e por atacar preferencialmente o baixeiro das plantas. 

A falsa-medideira, Chrysodeixis includens  

falsa-medideiraChrysodeixis includens, protagonizou um dos casos mais emblemáticos da sojicultura brasileira. De uma praga secundária e esporádica, tornou-se uma praga-chave, exigindo estratégias de manejo específicas. 

Essa ascensão não foi acidental, mas sim um efeito direto de mudanças nas práticas agronômicas voltadas para o controle de doenças fúngicas, que eliminaram seu principal agente de controle biológico natural. 

  • Identificação: possui apenas 3 pares de pernas torácicas, 2 pares de falsos-pés abdominais e 1 par anal, o que a obriga a caminhar “medindo palmos”. Sua coloração é verde-clara com linhas longitudinais brancas finas e sua característica mais marcante é que ela possui dois dentes na face interna da mandíbula (visível com lupa). 
  • Condições favoráveis: beneficia-se de períodos secos/veranicos e do uso intensivo de fungicidas, pois ambos reduzem a ação de fungos naturais que controlam a praga. O microclima úmido e protegido do “baixeiro” (dossel fechado) é seu habitat ideal. 
  • Danos: alimenta-se do parênquima foliar, respeitando as nervuras e deixando a folha com aspecto rendilhado. Isso reduz drasticamente a área fotossintética, comprometendo o desenvolvimento e a produtividade da soja.
  • Desafios no manejo: o principal desafio é a tecnologia de aplicação. Como a praga fica alojada no baixeiro (parte inferior da planta), sob o “efeito guarda-chuva” das folhas superiores, é difícil fazer o inseticida atingir o alvo.  
lagarta falsa-medideira, Chrysodeixis includens, em folha de soja.

A nova falsa-medideira, Rachiplusia nu 

A lagarta Rachiplusia nu, anteriormente restrita biogeograficamente a regiões de clima temperado. expandiu sua presença para o bioma Cerrado e, atualmente, se apresenta como um novo e formidável desafio para as biotecnologias atuais. 

  • Identificação: possui apenas 3 pares de pernas torácicas, 2 pares de falsos-pés abdominais e 1 par anal, o que a obriga a caminhar “medindo palmos”. Apesar de ser muito semelhante à espécie C. Includens, sua diferenciação de dá pela mandíbula, que é lisa, e a presença de espinhos no tóraxAlém disso, na fase adulta (mariposa), as manchas prateadas nas asas são interligadas ou opacas, diferindo das manchas separadas e brilhantes da C. Includens. 
  • Condições favoráveis: embora originária de climas mais amenos (Sul), sua expansão recente é impulsionada pela exploração do nicho ecológico “vazio” com o plantio de soja Bt, que elimina competidores da lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis). 
  • Danos: causa desfolha agressiva e rápida, com hábito voraz semelhante a sua “prima”, rendilhando as folhas e comprometendo a fotossíntese no momento de enchimento de grãos. 
  • Desafios no manejo: redução da sensibilidade a métodos de controle convencionais. 
lagarta nova falsa-medideira, Rachiplusia nu, em folha de soja.

Estratégias para o controle de lagartas na soja  

controle de lagartas na soja é uma tarefa desafiadora, mas existem estratégias eficazes que podem ser implementadas para combater essas pragas e proteger a cultura e seu potencial produtivo, a começar pela adoção do MIP (Manejo Integrado de Pragas)

1. Monitoramento rigoroso 

O monitoramento contínuo e frequente da população de lagartas – inclusive antes da implementação da lavoura, tendo em vista a existência de ponte verde – é uma prática crucial. Contando com esse acompanhamento constante (que pode ter sido o gargalo nas últimas safras), é possível conhecer a realidade de cada talhão e tomar decisões mais assertivas. 

Ferramentas tradicionais de monitoramento: 

  • armadilhas luminosas; 
  • armadilhas com feromônios; 
  • pano de batida (essencial para verificar a infestação no baixeiro). 

Inovação tecnológica 

Existem estações de monitoramento autônomas, mantidas por energia solar, que automatizam o processo: 

  1. contam com armadilha para atrair os insetos; 
  1. os insetos ficam grudados no piso colante; 
  1. uma câmera de alta definição registra a captura; 
  1. o sistema identifica a espécie e gera relatórios de incidência enviados diretamente para o celular do responsável. 

2. Adoção de áreas de refúgio 

Uma prática comumente negligenciada é a adoção do refúgio. Essa negligência aumenta consideravelmente a probabilidade de evolução de resistência nas espécies-alvo da tecnologia Bt.

  • Por que adotar? É uma ação imprescindível para garantir a manutenção das biotecnologias que auxiliam os produtores na obtenção de lavouras produtivas e lucrativas. 

3. Integração e manejo químico 

Todas as práticas acima devem fazer parte de um programa integrado, protegendo a cultura de maneira harmoniosa. 

No entanto, considerando o cenário das últimas safras e a atual dinâmica de lagartas, o manejo químico se faz uma medida mais do que necessária. O produtor precisa estar atento para uma tomada de decisão rápida e assertiva assim que os níveis de controle forem atingidos. 

INFLUX®: inseticida de alta performance para o controle de lagartas na soja 

Banner do inseticida INFLUX®, com o slogan: "Tecnologia para nenhuma lagarta passar despercebida."

Para simplificar o manejo e proteger o potencial produtivo da soja, a Syngenta apresenta INFLUX®, um inseticida de alta performance desenvolvido para combater as principais lagartas da soja. 

A força da tecnologia VISIQ 

O grande diferencial de INFLUX® é a exclusiva tecnologia VISIQ. Essa inovação foi desenvolvida para proteger o ingrediente ativo de INFLUX®, oferecendo: 

  • Proteção contra raios UV: retarda a fotodegradação, permitindo que o produto permaneça ativo na folha por mais tempo. 
  • Ação prolongada: proporciona um longo período de controle, protegendo as estruturas mais sensíveis da soja (folhas novas e vagens) e reduzindo a necessidade de reentradas frequentes. 

Alta potência e amplo espectro 

Combinando dois ingredientes ativos potentes, benzoato de emamectina e lufenurom, em formulação nobre (Pepite), INFLUX® age rapidamente contra as principais lagartas da soja, proporcionando: 

  1. Ação de choque: interrompe a alimentação das lagartas quase imediatamente após o contato/ingestão, impedindo a progressão dos danos na lavoura.
  1. Proteção completa: seu amplo espectro permite manejar, com um único produto, as principais espécies de lagartas da soja, incluindo a lagarta Helicoverpa (Helicoverpa armigera), a lagarta-das-folhas (Spodoptera eridania) e a lagarta-falsa-medideira (Rachiplusia nu e Chrysodeixis includens). 

Aliando conhecimento técnico, monitoramento rigoroso e posicionamento estratégico, INFLUX® se posiciona como uma tecnologia para nenhuma lagarta passar despercebida. 

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