Qual inseticida usar para a mosca-branca?

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BIOLÓGICOS

Qual inseticida usar para a mosca-branca? A mosca-branca some do inseticida de ontem e volta amanhã, é a praga mais resistente da lavoura. Deslize para entender por que ela é tão difícil de controlar.

Ciclo curto e resistência acumulada. A mosca-branca se reproduz rápido, e as ninfas ficam protegidas na face de baixo da folha. Some isso ao histórico de resistência a vários ativos e o controle vira desafio.

Não é só a picada que preocupa. Além de sugar a seiva e enfraquecer a planta, a mosca-branca transmite viroses e libera honeydew, que vira fumagina, uma fuligem preta que ainda atrapalha a fotossíntese.

Sim, e ele age de outro jeito. Existem bioinseticidas à base de bactérias, como espécies de Pseudomonas, com registro para mosca-branca. Eles atuam por um mecanismo diferente do inseticida químico comum.

Compostos que afetam a praga. Essas bactérias produzem compostos com ação inseticida e efeito antimicrobiano, que agem sobre a praga e ainda ajudam a planta a lidar melhor com o estresse do ataque.

Ação começa em poucos dias. Bioinseticidas costumam agir de forma mais gradual que o químico puro, com efeito perceptível em poucos dias, por isso entram melhor num programa preventivo contínuo

Geladeira nem sempre é obrigatória. Boa parte dos bioinseticidas à base de bactéria é formulada para aguentar temperatura ambiente. Mesmo assim, vale sempre conferir a bula de cada produto antes de guardar.

Compatibilidade depende do rótulo.  Muitos biológicos entram em mistura de tanque com defensivos químicos, o que evita uma passada extra no talhão. A bula de cada produto confirma essa compatibilidade.

O mesmo raciocínio vale para outras sugadoras. Cigarrinha-do-milho e percevejo levantam a mesma dúvida do produtor. Entender como o biológico age contra a mosca-branca ajuda a pensar o manejo dessas pragas também.