Azospirillum brasilense: o que fazO nome já diz: o Azospirillum brasilense foi isolado no Brasil e hoje ajuda as raízes a crescerem mais e explorarem melhor o solo. Você já usa na sua lavoura?
O que é o Azospirillum brasilenseBactéria que vive junto à raiz e estimula o crescimento da planta, por isso é chamada promotora de crescimento. No Brasil, as estirpes mais usadas são Ab-V5 e Ab-V6.
Gramíneas não formam nódulosCulturas como milho e trigo não formam nódulos com rizóbios, as bactérias fixadoras das leguminosas, e dependem de adubo nitrogenado. É aí que o A. brasilense pode ajudar.
O que ele faz na raizProduz hormônios, como o AIA (ácido indolacético), que fazem a raiz crescer mais. Assim, a planta absorve mais água e nutrientes. Ele também fixa parte do nitrogênio do ar.
Onde usarEm milho, trigo, arroz e pastagens, ele é aplicado sozinho: na semente, no sulco ou via foliar. Já em soja e feijão, é aplicado em coinoculação com outros agentes biológicos, como rizóbios.
Coinoculação na sojaNos nódulos, o Bradyrhizobium spp. fixa o nitrogênio do ar, e o A. brasilense estimula o crescimento das raízes. Aplique no sulco ou por último no tratamento de sementes.
Pontos de atençãoO A. brasilense pode reduzir, mas não substitui, a adubação com nitrogênio. Por ser uma bactéria viva, ele é sensível ao calor, sol e pode ser incompatível com alguns produtos.
Fixação biológica de nitrogênioEntenda como as bactérias convertem o nitrogênio do ar em uma forma que a planta absorve, e como esse processo ajuda a reduzir a dependência de adubo nitrogenado.